<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212</id><updated>2012-02-16T23:54:59.700-02:00</updated><title type='text'>Cadernos da Graciosa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>220</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5634339709472533841</id><published>2010-12-27T14:36:00.002-02:00</published><updated>2011-02-12T19:43:37.233-02:00</updated><title type='text'>Epílogo e Prólogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog morreu. Viva! Finalmente, alguns dias antes do ano se findar, eu retorno a este espaço para formalizar algo que, na prática, já se constatava. As aulas de Comunicação Institucional acabaram, as viagens a Curitiba terminaram, e o propósito inicial deste blog, que o batizava, se encerrou. Como já anunciado, este aqui aqui se encerra. Não exatamente do modo como gostaria, talvez. Abandonado nos últimos tempos. Ficam textos nos rascunhos que jamais ganharão a vida. Mas assim é a vida, não avisa quando se encerrará e do nada se acaba. Este blog tinha dia para acabar desde seu nascedouro. Mas, como escreveu Shakespeare, numa de minhas passagens preferidas do bardo inglês, “o que passou é prólogo”. Foi bom ter sua companhia e sua leitura, caro leitor. Este blog se encerra, mas outro nasce. Ou nascerá, um dia. Com outra característica, ainda que eu não saiba bem qual ainda. Endereço registrado, mas nem previsão de quando comecará a ser usado. Convido você, meu leitor, a visitá-lo e descobrir junto comigo: &lt;a href="http://www.amaquinadeescrever.wordpress.com/"&gt;www.amaquinadeescrever.wordpress.com&lt;/a&gt; Até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição posterior (fevereiro de 2011): o blog citado anterioremente nunca foi posto em prática. No entanto, tenho sim um novo blog: &lt;a href="http://www.viajares.wordpress.com/"&gt;www.viajares.wordpress.com&lt;/a&gt; Visite. Até mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5634339709472533841?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5634339709472533841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5634339709472533841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5634339709472533841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5634339709472533841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/12/epilogo-e-prologo.html' title='Epílogo e Prólogo'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2440327928679881323</id><published>2010-11-01T04:59:00.001-02:00</published><updated>2011-08-28T16:22:56.192-03:00</updated><title type='text'>Momentos que marcam a vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem foi dia das eleições no Brasil. Embora eu possa dizer, com orgulho, que elegi a primeira mulher presidente da república, tudo isso que se refere à política, para mim sempre tão&amp;nbsp;importante, se relegou a um segundo plano, desde sexta.&amp;nbsp;Há certos momentos que marcam nossa vida. Aqueles momentos decisivos, que você sabe que serão lembrados como marcos de mudança de rumos. Esse é um desses momentos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia me&amp;nbsp;inscrito&amp;nbsp;para o Intercâmbio, pela Federal, há alguns meses já. Faz umas duas semanas, saiu o resultado dos 100 selecionados (dos 5 mil inscritos) para o intercâmbio. Eu estava na lista. Fiquei feliz, pois estar naquela lista já era uma vitória, mas não comemorei, pois não poderia ir, bancando do próprio bolso os custos. A lista dos que ganhariam bolsa de estudos seria divulgada nas próximas semanas, sem data marcada. Por dias fiquei entrando no site em busca do resultado, e nada. Eram 20 bolsas por fragilidade&amp;nbsp;econômica, para a qual nem me inscrivi, e apenas 10 bolsas por mérito acadêmico, que estava tentando. A esperança sempre é presente, mas a probabilidade numérica não era favorável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta a tarde cheguei cerca de 10 minutos mais cedo no estágio, como tem sido costume. A sala estava vazia, os outros ainda não haviam chego. Fui abrindo os sites de costume, e-mail, etc. Resolvi dar uma olhada no site da ARI. E lá está, desde o dia anterior, edital de divulgação das bolsas. Frio na barriga. Clico no PDF e espero carregar. Hesito um pouco, antes de olhar. O documento abre e têm quatro páginas. Sei que os eventuais alunos do Setor Litoral estarão listados mais para o fim, nas últimas páginas (ordem cronológica de criação de campus), mas vou descendo aos poucos, linha a linha. Cada novo setor que aparece, um frio na barriga. Desço linha a linha, até encontrar o título da secção "setor litoral". Desço mais uma linha e encontro um outro nome que não o meu, Jhonantan. Outra linha, e há apenas o fim do cabeçalho, com os dados da universidade (rua, etc, aquelas coisas padrão de fim de página). Dou um suspiro, viro para lado e olho para baixo. Decepção. Penso "Tudo bem, deixa pra lá. Não deu, era difícil mesmo". Após uma pausa, volto ao computador. Rolo a página rapidamente e despreocupado para baixo. Vejo de relance que há, na página seguinte, mais informações do setor litoral. Apenas a página anterior havia acabado, não os dados. Subo a página, para conseguir visualizar. Encontro meu nome: M [&lt;i&gt;removido&lt;/i&gt;] C [&lt;i&gt;removido&lt;/i&gt;] C [&lt;i&gt;removido&lt;/i&gt;]. Só consigo prender a respiração, quase sem acreditar, instantes depois da desilusão de acreditar ter perdido a chance.&amp;nbsp;Com a sala vazia (e creio teria a mesma reação se não tivesse), ajoelho-me no chão e apenas sussurro: "Obrigado, Meu Deus". Obrigado, meu Deus. Volto ao monitor, para conferir, ler de volta. A partir daí, o resto é história.&amp;nbsp;A sensação é similar a de passar no vestibular, mas um vestibular imensa e absurdamente mais concorrido. Estou imensamente feliz, e creio que ainda sem acreditar direito, sem cair a ficha, em pensar que em alguns meses estarei embarcando para a Europa, para estudar lá, com tudo pago pela Universidade. É uma oportunidade única na vida, e estou imensamente feliz por tê-la.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A felicidade de uns, dizem, é a tristeza de outros. E é triste que para que existam vencedores tenham que existir derrotados. À tarde, no ônibus de volta para Matinhos, encontrei Rick. Alguém que é extremamente gente boa, que, assim como eu, havia passado na primeira etapa e esperava a bolsa. Não conseguiu a bolsa. Por coincidência, sentou-se justamente ao meu lado. Situação um pouco incômoda e conversa um pouco estranha, no inicio. Mas ele é de boa, e conversamos normalmente. Me desejou boa sorte e eu a ele, que não esmoreça. O inusitado e inesperado encontro me fez refletir sobre seu significado. Como não acredito em coincidências, só posso interpretar isso como algum sinal&amp;nbsp;divino, que queira me mostrar algo. Não sei bem o que ainda, embora pense nisso. Talvez me mostrar a desigualdade e injustiça do mundo. Talvez um sinal para que eu não desperdiçe a oportunidade e a aproveite ao máximo (e é o que pretendo fazer), pois outros também queriam e não conseguiram. É para se refletir, embora não abandone minha alegria por ter essa oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começei o post dizendo que, diante de minha alegria pessoal, o resultado das eleições havia perdido a importância. Emocionalmente, sim, e nem poderia ser diferente. Mas na verdade é muito pelo contrário. O resultado das eleições só ganha importância. É por causa de medidas adotadas pelo governo Lula de incentivo à educação que hoje se concedem bolsas de estudo e sou um dos beneficiados. É por causa da política que estou tendo a oportunidade de estudar numa universidade pública e agora terei a oportunidade de fazer um intercâmbio no exterior. Posso agradecer a Lula, mas também fazer mais do que isso. Quero que se amplie o incentivo que já existe para que, um dia, não precise haver a situação de que uns precisem ficar pelo caminho e ter seus planos relegados. Que todos que desejarem estudar, no Brasil ou no exterior, possam. Dirão ser utópico, mas aos poucos vamos conseguindo isso. Um dia, e irei batalhar por isso. Por agora, só posso esperar cair a ficha, e desejar aproveitar ao máximo esse tempo e essa oportunidade. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2440327928679881323?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2440327928679881323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2440327928679881323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2440327928679881323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2440327928679881323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/11/momentos-que-marcam-vida.html' title='Momentos que marcam a vida'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6694016061543225432</id><published>2010-10-24T17:30:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T17:30:01.501-02:00</updated><title type='text'>Considerações quase finais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente o eventual fantasma que por aqui transite haverá de ter notado que este ambiente está mais vazio e desértico do que o habitual. Pois é. Uma série de fatores concorrem para explicar esse fato. Mas é fato. Não estou extremamente atarefado, como já estive em outros tempos. Creio mesmo que seja uma questão de prioridades. Comecei a estagiar. Algum dia teria que fazê-lo, não é mesmo? Haha. E assim as prioridades vão mudando. Amo escrever e isso não abandonarei. Apenas não mais para este blog. Sim, meus caros, está chegando ao fim, como já era previsto. Aconteceu antes do que eu previa, mas foi bom, por ter sido de certa forma orgânico, natural, e não uma ruptura artificial em plena produção. Ainda não acabou. Tenho vários textos já rascunhados, que tanterei adaptar e publicar, nos próximos dias. Ou não. Alguns permaneceram para sempre o limbo dos rascunhos. Há muitas coisas em minha mente, burbulhando. Vocês perderam que vê-las escritas, mas tudo bem, fazer o que, não é mesmo? Creio que um fato que tenha colaborado para o decréscimo na produção desse blog foi a indefinição de sua natureza. Nasceu como algo pessoal, escrito para pouquissimas pessoas. Quase um diário em que falava demais sobre mim, me expunha demais, e criticava os outros. Depois percebi que não devemos ficar nos expondo em público assim. Parei um pouco. Agora me confesso com os poucos amigos verdadeiros. Continuo criticando os outros. Espero jamais perder meu olhar crítico. Mas isso também tem que ser limitado, no que diz respeito a publicação. Que sociedadezinha essa nossa, hein? Mas é bom, de certa forma, essas amarras sociais. Depois este ambiente transmutou-se de certa forma. Foi inserido num ambiente que não era o dele, embora também o fosse. Este blog nunca foi nem pessoal nem político, unicamente. Como já disse, em outro post, isso de certa forma, poderia ser uma coisa boa. Seus resultados, no entanto, não parecem ter sido tão promissores. Junte-se a isso um certo desanimo quanto aos leitores. Num dos primeiros posts desse blog, lembro que escrevi que escrevia por escrever, não necessariamente por leitores, mas que como só se publica para ser lido, também desejava tê-los. É isso. Mais um fato que concorre para explicar esse abandono é que essa é a passagem de um momento para outro, na vida. São momentos diferentes. Estou muito mais nas ruas agora, do que nesse ambiente virtual, embora realmente acredite que ambos são plenamente conciliáveis. E minha vida, acreditem, está muito boa, cada vez melhor. Enfim, muitos fatores. Esse não é ainda um texto de despedida. Ainda sentarei para escrever o epílogo. Antes, tentarei publicar os textos nos rascunhos, embora alguns parecerão realmente descontextualizados e anacrônicos. Aos eventualíssimos que gostem do que encontram por aqui, já registrei um outro domínio, que divulgarei quando começar a produzir. Lá, haverá o que aqui não houve, ou seja, uma “linha editorial” clara sobre seu conteúdo. Um blog mais de portfólio, que desejo fazer a algum tempo. Até breve, meus caros. Não desistam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6694016061543225432?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6694016061543225432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6694016061543225432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6694016061543225432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6694016061543225432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/10/consideracoes-quase-finais.html' title='Considerações quase finais'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8692397245338626126</id><published>2010-10-11T18:16:00.002-03:00</published><updated>2010-10-11T18:16:27.863-03:00</updated><title type='text'>Justificando</title><content type='html'>Meio abandonado isso aqui, né?&lt;br /&gt;Coisas a fazer.&lt;br /&gt;Não abandonei. Ainda.&lt;br /&gt;Eu volto. Um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8692397245338626126?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8692397245338626126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8692397245338626126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8692397245338626126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8692397245338626126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/10/justificando.html' title='Justificando'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-821512793277710781</id><published>2010-10-05T20:48:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T20:48:58.644-03:00</updated><title type='text'>Pé na bunda</title><content type='html'>Chutados para fora do Senado. Um pequeno balanço das eleições de domingo, que deixaram um gostinho bom. (inspirado por &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/leitor-sergio-os-resultados-no-senado-federal.html"&gt;post&lt;/a&gt; do Azenha). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur Virgílio (PSDB - Amazonas) – FORA&lt;br /&gt;Heráclito Fortes (DEM - Piauí) – FORA&lt;br /&gt;César Maia (DEM - Rio de Janeiro) – FORA&lt;br /&gt;Tasso Jereissati (PSDB - Ceará) – FORA&lt;br /&gt;Marco Maciel (DEM - Pernambuco) – FORA&lt;br /&gt;José Carlos Aleluia (DEM - Bahia)– FORA&lt;br /&gt;Mão Santa (PSC - Piauí)– FORA&lt;br /&gt;Raul Jungmann (PPS - Pernambuco) – FORA&lt;br /&gt;Antero Paes de Barros (PSDB - Mato Grosso) – FORA&lt;br /&gt;César Borges (PR - Bahia) &amp;nbsp;– FORA&lt;br /&gt;Efraim Morais (DEM - PB) — FORA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-821512793277710781?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/821512793277710781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=821512793277710781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/821512793277710781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/821512793277710781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/10/pe-na-bunda.html' title='Pé na bunda'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4610810758046498526</id><published>2010-10-02T19:40:00.000-03:00</published><updated>2010-10-02T19:40:48.557-03:00</updated><title type='text'>Em quem votarei e por que assim votarei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou começar esse texto contando uma história. Ocorreu em 2006. Apoiava totalmente Lula, mas gostava das pauta de reivindicações de Cristovam Buarque sobre a educação. Gostaria de votar em Cristovam Baurque. Um voto pela causa. Diante do impasse, nas vésperas do 1º, se haveria ou não 2º turno, e desejando ajudar na vitória de Lula já no 1º, fiquei extremamente indeciso. Na manhã de domingo, no dia das eleições, decidi meu voto. Votei em Lula. Posso dizer que, em parte somente, me arrependi. Não por Lula, que mereceu integralmente meu voto, mas por Cristovam, que teria também merecido meu voto, no 1º turno. Este ano, a história se repete. É extremamente irônico, mas logo eu, politizado que sou, nas vésperas do dias das eleições, ainda podia ser enquadrado no bolo dos indecisos. Mas este ano já houve um progresso. Consegui me decidir na véspera.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou petista, mas votarei em Marina Silva e Beto Richa. Esta frase era para ser a abertura desse post, e também seu título original, mas tive que mudar. Primeiro, por que não é mais verdade. Segundo, por que não basta criar um slogan ao estilo “eu voto em...”, é necessária a dialética do debate, do argumento, da explicitação dos motivos, inclusive no título. Sou petista, mas voto em Marina Silva e Beto Richa. A frase é boa. A escrevi anteontem, quando comecei a rascunhar esse texto, mas não é verdade. Não mais. Acho realmente uma pena não existir na urna eletrônica uma maneira que eu justifique meu voto, aponte seus por quês. Temo que possam atribuir a outros fatores o meu voto, e não aos reais fatores. Mas ao menos posso esclarecer isso aqui. Vamos aos por quês. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de votar em Marina Silva apesar de Marina Silva. Isso é muito importante de ser dito. Acho ecologia importante, mas não é o tema primordial. A célebre frase de James Carville, marketeiro de Bill Clinton (“É a economia, estúpido”), resume o que eu penso e o que muita gente como eu pensa. Quando falo de economia, não me refiro apenas ao nível micro da vida do sujeito, mas à soberania nacional conquistada com uma economia de mercado forte, que poderia ser ameaçada por empecilhos ambientais. Plínio de Arruda a acusa de ser eco-capitalista, e Marina tenta se defender disso. Para mim, acho que isso era um elogio. Mas falta a Marina um pouco de “capitalismo”, e sobre muito “eco”. Meio ambiente é essencial, mas ainda há outros temas que vêm a sua frente. Marina não parece achar isso e por isso digo que votaria nela apesar dela. &lt;br /&gt;Como estudante de Comunicação, já escrevi aqui sobre os vários erros de sua campanha, entre eles bater apenas em uma tecla (ecologia) quando um presidente precisa mostrar que domina todas as áreas, e vender sua idéia de ecologia de forma errada, passando a mensagem de que “o consumo não pode ser desenfreado, tem limites”, que não conquista o eleitor, em vez que “com o desenvolvimento sustentável vocês poderão consumir ainda mais, para sempre”, que a teria mais chances de penetrar no eleitorado.&lt;br /&gt;Então por que votaria em Marina? Primeiro, por que acredito ou quero acreditar em uma terceira via para o cenário político brasileiro. Alguém que pudesse ser capaz de unir PT e PSDB e governar com ambos. Ainda que essa seja uma visão um tanto romântica, quero acreditar nela. Sei que mais gente é seduzida por essa idéia e a campanha de Marina errou ao não reforçar essa mensagem. Marina, de uma forma ou outra, representa essa esperança, ainda que eu achasse que o candidato perfeito para enfrentar a polarização PT-PSDB seria Ciro Gomes. Infelizmente, não tenho Ciro Gomes para votar neste pleito.&lt;br /&gt;Segundo, por sua trajetória de vida. Eu amo Lula. E Marina é o que há de mais próximo que existe de Lula. Mais um erro de sua campanha, ao não reforçar isso enquanto só falava de meio-ambiente (note-se uma contradição: os eleitores de classe média que são preconceituosos com Lula ser “analfabeto” votam em Marina, mesmo que ambos tenham histórias de vida similares. Não dá para entender). A luta e a garra da mulher adoentada, que saiu do interior da selva, e só aprendeu a ler e a escrever aos 16 anos. E depois nunca mais parou de estudar. Formou-se professora, e lutou a vida inteira. Essa história renderia lindos comerciais e pontes, para tratar do tema educação, mas ela nunca fala de educação, só de ecologia, infelizmente. &lt;br /&gt;Votaria em Marina Silva por uma questão de foro íntimo. Me identifico com os aspectos já citados. Também sua trajetória dentro do PT. Ela sim, deveria ser a candidata do PT a liderar as pesquisas. Seria lindo ver Lula e Marina juntos. Os marqueteiros fariam miséria, nos comerciais. Seria emocionante. Infelizmente não é assim. Votaria em Marina mas não recomendo nem recomendei em nenhum momento o voto em Marina. Como disse, votaria em Marina por uma coerência pessoal, e também por acreditar que sua causa merecesse meu voto, uma vez que ele não faria falta ao PT. Desejo que Dilma vença, e vença no primeiro turno. Se em um sonho Marina pudesse ir ao segundo turno, seria algo realmente novo e impressionante. Teria que avaliar bem, mas poderia votar nela também no segundo turno. Mas ela não irá. Sendo assim, recomendo o voto em Dilma. Andei a semana inteira vestindo minhas camisetas do PT e de Dilma. No dia da eleição, irei vestindo minha camisa vermelha do PT. Meus amigos já brincaram comigo por causa disso, que sou bem estranho por causa disso, quero que uma candidata ganhe mas iria votar em outra. Pois é. Iria votar e votaria. Mas não mais.&lt;br /&gt;Notem os tempos verbais do texto: “votaria”. O texto já estava rascunhado. No original, estava escrito “voto” e “votarei”. Era minha tendência, não consolidada. Tive que mudar o meu rascunho, já que mudei de idéia. Como disse, amo a história de vida de Marina Silva e tudo o que ela representa. Por que mudei de idéia? Até então, o argumento que estava posto para mim era aquele mesmo que havia me convencido a votar em Lula e não Cristovam em 2006, evitar o segundo turno e consolidar a vitória já no primeiro. Mas se o argumento fosse apenas este, existem saídas a ele, pois poderia votar em Dilma no segundo turno. Mas algo mais emblemático surgiu, hoje, que representa muita coisa, e me ajudou a decidir o voto. Leio na Folha noticia, de que o PV já se organiza e tende a dar o apoio a José Serra no segundo turno. Então se coloca algumas perguntas fundamentais. Como, Senadora, a senhora pretende se colocar como uma terceira via, quando já tende a dar apoio a uma das outras vias? Como, Senadora, a senhora quer fazer política limpa, quando o presidente do PV justifica o apoio a Serra com um “não desperdiçar o capital político obtido” (leia-se poder de barganha)? Ainda respeito tudo que Marina Silva simboliza, sobretudo sua linda história de vida em paralelo com Lula, mas ela desmanchou sua candidatura, em uma notícia. &lt;br /&gt;Votarei Dilma Rousseff para presidência, amanhã. Não apenas para evitar o segundo turno, mas por que acredito ser o melhor para o Brasil. Por que penso isso? Poderia escrever muitas páginas a respeito, mas vou resumir em alguns pontos, simples. Não gosto de Dilma em si, nem acho que seria a pessoa mais preparada. Penso que o próprio PT teria alternativas muito, muito melhores, como Tarso Genro ou Aloizio Mercadante. Mas qualquer pessoa com um conhecimento mínimo de política e funcionamento de governo sabe que o governante não governa sozinho, mas com sua equipe (aí se encontra o problema de Serra, um intelectual inteligente, mas cercado da escória da política brasileira, como os “demos”). E na equipe de Dilma, que é a equipe de Lula, confio plenamente. Trata-se daquilo que José Dirceu falou, numa palestra em Salvador, se não me engano, e foi repercutido de forma negativa pela imprensa: esta não é a eleição de alguém por sua fama, por seu caráter personalista, mas a eleição de um projeto político, e por isso é ainda mais importante que a eleição de Lula. Eu voto no projeto político do PT. Me lembro de uma peça publicitária do PSDB veiculada somente na internet, e muito bem produzida por sinal, em que se acusa que Dilma não irá conseguir controlar os petistas. O argumento de acusação da peça para mim é mais um motivo para que eu vote a favor de Dilma. Ou melhor, no projeto político do PT.&lt;br /&gt;Para o governo do Paraná, votarei em Beto Richa, do PSDB. Embora seja petista, não sou sectário. Não acho que as pessoas são boas ou más, a priori, por serem petistas ou tucanos. Assim como não gosto da direita raivosa que considera que todo petista é ruim, também não posso considerar que todo tucano é ruim. Abro uma exceção ao DEM, estes sim, todos ruins. &lt;br /&gt;Já ouvi dizer, em forma de troça, que no Brasil não se vota a favor de um candidato, mas contra o outro. Em boa parte, trata-se da situação aqui. Não voto a favor de Richa, mas contra Osmar Dias. Não consigo suportar o que considero seu cinismo, chorando ao lado de Lula, sendo que há literalmente seis meses atrás era seu adversário e oposição no senado. Curso também Gestão Pública, e sei que os acordos políticos são assim mesmo. Estou hoje já longe na inocência do senso comum que crítica certas alianças. Alianças são essenciais para a política. Não critico a aliança de Lula com Collor ou Sarney, pois desde quando eram adversários até quando passaram a aliados passou-se 20 anos. Mudou o mundo e mudaram as pessoas. É perfeitamente plausível essas alianças. Mas a aliança com Osmar me parece por demais forçada, espúria. Além do fato que Osmar não está nem próximo ao pensamento ideológico de Lula ou da esquerda, ainda que tente se vender como. Osmar Dias é irmão de Álvaro Dias, que liderou a oposição raivosa e inescrupulosa contra Lula. Alguém tem a mínima dúvida que Osmar vai apoiar seu irmão para sua re-eleição ao senado, daqui a quatro anos? Escrevam o que digo, Osmar vai pular fora do barco governista, em algum momento, caso se eleja. Não vou, definitivamente não vou, votar em alguém que irá apoiar Álvaro Dias daqui a quatro anos para o senado. E Richa, que é do mesmo partido, acaso não vai? Vai sim, mas isso está claro. Ele não está fingindo uma coisa que não é, está sendo claro. Em última análise, pode-se dizer que prefiro os liberais convictos daquilo em que acreditam (ainda que eu discorde) àqueles que se transmutam de tempos em tempos, conforme as conveniências.&lt;br /&gt;Gosto de pessoas com sonhos altos, talvez por minhas próprias características. Osmar está em fim de carreira. O que mais será, depois de governador? Richa, pelo contrário, está apenas no inicio e sonha alto, em chegar até a presidência. Pessoas com sonhos pequenos realizam obras pequenas; pessoas com sonhos grandes, realizam grandes obras. Não votaria, hoje, em Richa para presidente, pois os tucanos na economia e em relações externas são um fracasso. Mas no governo do estado ele não terá os poderes para interferir de modo negativo como seria na governo federal. Para minha percepção pessoal, o governo Richa na prefeitura de Curitiba não foi bom ou ruim, logo, não tenho nada contra ou a favor dele. Não sou contra dar a ele uma chance. Não creio, realmente, que Richa vá privatizar qualquer coisa. Ainda que quisesse, exatamente por seus planos maiores, ele não o fará, por saber que isso prejudicaria seus planos. Nesse sentido, é mais fácil Osmar Dias privatizar alguma coisa, por não ter perspectiva de futuro e poder fazer qualquer coisa que queira. Richa fará um governo extremamente bom no Paraná pois sabe que precisa ter o que mostrar para a campanha presidencial.&lt;br /&gt;Para os legislativos, não há sombra de dúvida. Votarei na esquerda. Requião e Gleisi, para o senado. Dr. Rosinha, do PT, para deputado federal, por sua trajetória e por suas posturas adotadas no congresso nacional. E para deputado estadual, após alguma (muita) indecisão, na legenda do PSOL, por acreditar que a assembléia paranaense precisa de um radical, no momento em que se encontra. Um radical, ainda que despreparado, que seja oposição a Beto ou Osmar, quem quer que se elega. Votarei no PSOL, ainda que eu saiba que o partido não conseguirá eleger um deputado, infelizmente.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Estou tranqüilo com minhas escolhas e realmente creio que são as melhores, para as diversas instâncias a que se referem. Seja quem forem os vencedores, o que importa é que façam o melhor pelo Brasil. E que assim seja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4610810758046498526?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4610810758046498526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4610810758046498526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4610810758046498526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4610810758046498526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/10/em-quem-votarei-e-por-que-assim-votarei.html' title='Em quem votarei e por que assim votarei'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2319968140709316716</id><published>2010-10-01T01:13:00.000-03:00</published><updated>2010-10-01T01:13:11.794-03:00</updated><title type='text'>Richa, Pesquisas e a Espiral do Silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beto Richa censurou a divulgação das pesquisas de opinião de intenção de voto para o governo do estado. Apesar de ser censura (não é bem isso, uma vez que foi uma decisão judicial), ele está certíssimo em fazê-lo, do ponto de vista de estratégia eleitoral. Se fosse eu, no lugar dele, com as mesmas influencias para se obter os resultados desejados, faria exatamente a mesma coisa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dá pra analisar esse caso sob a ótica da influencia da espiral do silêncio. Já escrevi aqui no blog sobre a espiral do silêncio e vale a pena ser lido, &lt;a href="http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/importancia-das-pesquisas-nesse-momento.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. A teoria da espiral do silêncio, de Elizabeth Noelle-Neumann, é uma teoria da psicologia que explica, entre outras coisas, o voto útil e a importância das pesquisas na definição desse voto. Em resumo, as pessoas são constituídas socialmente. Suas opiniões não são individuais, mas sociais. As pessoas, quando têm uma opinião contrária à opinião dominante no grupo em que estão inseridas, tendem, num primeiro momento, a ser calar (por isso, silêncio), e não se manifestar contrário ao grupo. Num segundo momento, elas tendem a mudar efetivamente de opinião, para adequar sua opinião à opinião de seu grupo. Pode parecer estranho, e o senso comum pode até chamar essas pessoas de sem opinião ou Maria vai-com-as-outras, ou coisas do gênero, mas a teoria já foi comprovada e diversos campos do saber, como a antropologia, corroboram com ela. Outro ponto muito importante da teoria é que as pessoas não se calam e mudam de opinião somente pelas opiniões manifestas de seu grupo, mas pelo que elas pressupõem, deduzem, que seja a opinião dominante. Se alguém achar que seu grupo pensa de certa forma, ainda que, na prática, ele não pense assim, ela se adequará a essa opinião. Daí a espiral. Portanto, espiral do silencio. Deu pra entender?&amp;nbsp;Isso mostra a importância da chamada opinião pública (ou opinião publicada, referindo-se à imprensa) e das pesquisas de opinião de intenção de voto. Se uma pesquisa vender (com credibilidade) que determinado candidato está na frente, ele pode vir a tornar-se por efeito das pesquisas, a partir da espiral do silencio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É manipulação. E o pessoal do Osmar Dias sabe disso. Quer manipular tanto quanto Beto. Ele quer tanto divulgar as pesquisas que supostamente mostram ele na frente para aplicar o efeito de espiral do silencio no público e consolidar sua vitória. Afinal, qual o problema de se "votar no escuro"?&amp;nbsp;Não deixa de ser até bonito: as pessoas vão votar em quem realmente querem, sem o efeito psicológico da espiral.&amp;nbsp;Principalmente em eleições apertadas, o efeito de espiral do silencio das pesquisas certamente pode definir as eleições. E Beto, sem moralismo, foi genial em conseguir evitar esse efeito. Se sair vencedor das eleições, é para entrar na história dos &lt;i&gt;cases&lt;/i&gt; de comunicação bem-sucedidas. Há, claro, um efeito colateral que é a imagem negativa gerada a partir da divulgação da censura, das acusações de ser censurador, etc e tal. Portanto, é necessário fazer um balanço entre bônus e ônus, custo e beneficio. O processo está em pleno vapor. Ainda é impossível saber qual será o resultado de domingo. Vai ser emocionate.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2319968140709316716?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2319968140709316716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2319968140709316716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2319968140709316716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2319968140709316716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/10/richa-pesquisas-e-espiral-do-silencio.html' title='Richa, Pesquisas e a Espiral do Silêncio'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8186702170550850262</id><published>2010-09-30T18:56:00.000-03:00</published><updated>2010-09-30T18:56:26.029-03:00</updated><title type='text'>Alcorão?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje entrei na Livraria Curitiba, no Shopping Estação. Após buscar com os olhos por um atendente, me encaminhei até ela. Jovem, aloirada, bonita, 20 e poucos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntei:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Queria saber se vocês têm o alcorão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alcorão? - Perguntou ela, de volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhum, o alcorão - respondi, pensando que ela apenas não tinha compreendido a&amp;nbsp;pronúncia&amp;nbsp;e estava confirmando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hum, não conheço esse - Respondeu ela, me causando estupefação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O livro sagrado do Islã? - Disse, com a entonação de "você não conhece?" - A bíblia deles - completei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, então deve estar lá em religião. - Disse ela, tencionando o pescoço na direção indicada, como se tentasse ler de longe o nome da seção, enquanto esticava o braço e apontava com o dedo indicador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8186702170550850262?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8186702170550850262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8186702170550850262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8186702170550850262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8186702170550850262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/alcorao.html' title='Alcorão?'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4693774332882206160</id><published>2010-09-29T17:10:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T17:10:36.115-03:00</updated><title type='text'>Justiça e Direito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa vez, a convite de uma grande amiga, participei de uma palestra sobre direito criminal. O palestrante iniciou sua fala com uma frase que, na época, achei indignante, mas mais tarde descobriria se tratar de um mandamento informal nos cursos de direito. Disse “A justiça não importa. O que importa é o direito”. Aquilo ressou em minha cabeça por muito tempo. Pessoas mais ideológicas, como eu era então, podem não conseguir enxergar a diferença entre justiça e direito, ou se indignar que estes caminhos sejam por vezes distintos. A justiça é subjetiva. O que é justiça? Justiça moral, justiça social, tantas noções de justiça são possíveis. O direito não. Refere-se à lei, aos direitos individuais e sociais que são constituídos e não podem ser mudados. É a segurança que o individuo tem das regras do jogo. Por isso se diz que vivemos num Estado de Direito, constituído por regras e direitos, ao qual todos somos submetidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei-me dessa dicotomia ontem, debatendo no twitter sobre o argumento de Osmar Dias, candidato ao governo do estado, de revisar os contratos dos pedágios por terem “gordura de lucros”. Argumentou-se que o pedágio é injusto, os lucros exorbitantes, as tarifas são uma exploração, etc e tal. Concordo com absolutamente tudo. Não é justo as concessionárias explorarem o povo dessa forma. Mas argumentei que o argumento não seria juridicamente válido. A justiça não importa, mas o direito. O direito constituído, firmado num contrato, que dá direito a essa exploração. Definitivamente não é justo, mas é de direito deles. Assim como a lei Ficha Limpa pode até ser justa, mas não é legal. Seria mais do que justo punir políticos que renunciam para fugir da cassação, por exemplo, mas quando o fizeram era direito deles fazerem isso, sem sanções. E o direito não retroage.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O direito muda, claro. E por isso penso que nós, o povo, cidadãos, agentes políticos, nunca devemos perder a noção de justiça como tristemente os agentes jurídicos são obrigados a abandonar. Mas também não adianta basearmos apenas em nossos pressupostos de justiça para tentar mudar o mundo. É preciso entender que o que importa é o direito para, entendendo isso, nossas ações possam ser ainda mais eficazes. Para que possamos mudar o direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caminho ideal é quando direito e justiça convergem, trilhando juntos um mesmo caminho. Talvez seja o dever maior de todos nós colocar ambos nesse mesmo caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4693774332882206160?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4693774332882206160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4693774332882206160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4693774332882206160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4693774332882206160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/justica-e-direito.html' title='Justiça e Direito'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-575397812772320604</id><published>2010-09-26T17:00:00.006-03:00</published><updated>2010-09-26T18:14:00.179-03:00</updated><title type='text'>O Voto em Branco e o Voto Nulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As eleições estão perto e um tema muito importante, permeado de lendas e equívocos, e que gera muita confusão para as pessoas é o voto em branco e o voto nulo. Vejo muitas, muitas pessoas (de todos meus círculos sociais), fazendo confusão entre os conceitos, do que significa ou representa cada um. Sem querer ser pretensioso, quero explicar isso hoje. Vou explicar o que significa isso para os diversos campos que podem ter implicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, em termos práticos e legais, para os resultados das eleições. Voto em branco e voto nulo são rigorosamente a mesma coisa. Nenhum dos dois interfere em nada no resultado das eleições.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o maior equívoco que existe é que os votos em branco vão para o candidato que está ganhando. Isso está completamente errado. O TSE ao apurar o resultado descarta os votos brancos e nulos, e trabalha somente com os votos válidos, ou seja, aqueles que foram dados a candidatos. Se em uma hipótese, 60% da população votar branco ou nulo, somente os 40% válidos serão levados em conta. O candidato que tiver mais que 50% dos votos válidos será o vencedor. Ao votar em branco ou nulo você está ajudando, claro, o candidato que está na frente, pois podia estar votando em algum outro mas não está. Essa é a única forma que seu voto branco/nulo influencia o resultado (você podia dá-lo a outro candidato, mas não fez isso), mas de forma alguma o voto branco é transferido ao candidato que está na frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra lenda: dizem que se o voto não-válido, branco ou nulo, vencer as eleições, terá uma nova eleição. Errado. Lenda. Existe um dispositivo no código eleitoral que trata da "nulidade das eleições", o que se fez criar essa lenda urbana. A nulidade que a lei trata se refere a quando determinada mesa, seção ou colégio eleitoral tem a votação anulada, pela justiça ou pelos fiscais, por motivo de fraude. Se mais da metade dos votos for anulado por motivo de fraude, aí sim teria uma nova eleição. Mas convenhamos, isso não vai acontecer, né? Por causa do seu voto nulo ou branco? Nem pensar. Ele é simplesmente descartado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, em termos simbólicos, por assim dizer. O que representa esses votos? O voto em branco não é recente. Existe desde que existe uma eleição. Em termos filosóficos, na história, o voto em branco sempre representou repúdio aos candidatos existentes. É como se o eleitor dissesse: se são estes os candidatos, votarei em branco. Em eleições que ainda seguem os preceitos tradicionais do que significa e representa o voto em branco, como da ABL (Academia Brasileira de Letras), o voto em branco conta como voto válido, e até pode impedir que um candidato se elega (caso o branco ganhe), como também impedir unanimidade. O voto em branco não é descaso ou “tanto faz”. A abstenção é que representa isso. Quando tanto faz o candidato, o eleitor se abstém de votar. Quando ele repudia os candidatos, então ele se dá ao trabalho de ir votar e vota em branco. O voto em branco é considerado uma coisa séria. Na ABL, são raros os casos de voto em branco (enquanto a abstenção é freqüente), pois isso representa uma ruptura. Repúdio é a palavra. Esse é o termo, preciso, do que significa do voto em branco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O TSE vai contra a postura clássica do voto em branco contar como voto válido, não considerando ele para as eleições, por questões práticas (não poderíamos ficar à mercê de não eleger representantes). Oficialmente, o TSE não esclarece a interpretação que dá a cada um dos votos, nem lhe caberia interpretar isso. Apenas identifica o que é considerado cada um. Segundo texto oficial, o voto em branco é aquele em que o eleitor não deseja votar em nenhum dos candidatos, enquanto o voto nulo é aquele dado a um numero/partido/candidato inexistente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aqui entra uma questão muito importante. O voto nulo simplesmente não existe na história. O voto nulo não existe, legalmente. O voto nulo não existe, de nenhuma forma. O que é o voto nulo, então? É simplesmente um erro. Como diz o texto oficial do TSE, é o voto dado a um partido/candidato que não existe. Você queria teclar um numero, teclou errado e confirmou.&amp;nbsp;É simplesmente contabilizado como um erro, tal qual os norte-americanos que não conseguem perfurar corretamente a cédula e cujos votos são anulados por isso. Erraram.&amp;nbsp;Algumas pessoas reclamam que não existe uma tecla de nulo. Isso seria um absurdo. Seria como pedir que existisse uma tecla de “erro”. No entanto, reiteradamente pessoas insistem em acreditar que é o voto nulo que representaria repúdio. Mas por que se criou essa confusão, entre o que cada voto representa, e essa idéia no senso comum de que o voto nulo seria repúdio ou revolta?&amp;nbsp;No Brasil temos algumas particularidades, que os próximos parágrafos explicam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por último, em termos sociológicos.&amp;nbsp;Durante muito tempo no Brasil tivemos o voto manual, em cédula de papel. Analisando os comportamentos dos eleitores, durante este período de tempo, a sociologia passou a considerar que: o voto em branco representa aquele sujeito que não está nem aí, e decide simplesmente se abster, enquanto o voto nulo representa uma revolta contra os candidatos. Como se percebe, o oposto do que os votos brancos e nulos representaram na história. Mas isso é plenamente explicável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até um passado recente no Brasil não existia urna eletrônica, que surgiu nos anos 2000. O voto era manual, em cédula de papel. As pessoas assinalavam um "xis" na cédula de votação. Com a possibilidade do voto manual, o&amp;nbsp;sujeito revoltado escrevia, bem ao estio brasileiro, palavrões na cédula, a usava para expressar sua revolta, o que anulava o voto. O&amp;nbsp;sujeito que não estava nem aí (mas era obrigado, pela lei brasileira, a comparecer para votar) simplesmente deixava em branco para ter o menor trabalho possível e largava a cédula dentro da urna. Daí a interpretação, plenamente correta, de que o voto branco representa descaso e o voto nulo representa revolta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal análise não faz mais sentido nos dias de hoje, digitais. O eleitor de qualquer forma tem que digitar, o que desfaz o argumento do "menor trabalho&amp;nbsp;possível" que justificava o voto em branco como descaso. Para anular seu voto, o eleitor tem que inventar e digitar um número inexistente na urna. Mas é apenas um número, não palavras ou sentimentos. Isso não é expressão de revolta. Mas veja que engraçado. No passado, as pessoas escreviam sua revolta nas cédulas, o que anulava seu voto. A sociologia formulou um conceito para explicar e disse: voto nulo representa revolta. Hoje, as pessoas votam nulo não por que estejam realmente expressando a revolta (como ocorria no ato de escrevê-la), mas por que disseram isso, que voto nulo significa revolta. A sociologia, que visava explicar a conduta dos sujeitos, acaba sendo usada para determinar essa conduta. Repito. Hoje, não faz mais sentido algum se votar nulo, como era justificável nos tempos do papel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como escrevi no inicio do texto, há implicações e interpretações possíveis a diversos campos do saber. Quem defende uma posição ou outra, não está errado. Cada um está se alinhado a uma forma de pensar. Sociólogos, historiadores e juristas eventualmente discordarão e podem discutir muito sobre isso. E cada um interpreta de um jeito. Mas acho que uma coisa é importante se ressaltar. Seja sob que olhar você queira enxergar a questão, não existe uma interpretação oficial do TSE, sobre o que representa seu ato, seja o voto em branco ou voto nulo. Não importa se você vai votar branco, nulo ou em algum candidato, é importante saber e ter consciência do que representa cada ação, para que você a tome de forma consciente.&amp;nbsp;O que eu acho? Lavar as mãos, tal qual Pilatus, não te livra de responsabilidade. Bom voto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-575397812772320604?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/575397812772320604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=575397812772320604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/575397812772320604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/575397812772320604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/o-voto-em-branco-e-o-voto-nulo.html' title='O Voto em Branco e o Voto Nulo'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7240744352581335709</id><published>2010-09-20T00:21:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T00:21:00.116-03:00</updated><title type='text'>O que eu faria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que é fácil ter a imagem completa após o jogo estar jogado. Em parte, é verdade. O jogo eleitoral está no meio. Já dá pra ter uma imagem parcial, mas ainda não completa. Portanto, vou escrever já sobre o que considero erros das campanhas presidenciais e como eu, como comunicador, teria trabalhado essas questões. Modéstia à parte (quem precisa disso, não é mesmo? rsrs) sei que sou um bom, excelente comunicador, e que faria algumas coisas muitos melhores do que aqueles que estão no comando das campanhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos começar pelo que considero o maior fracasso, pois seria aquele que teria a maior perspectiva. Marina Silva. A campanha de Marina Silva é razoável. Começou mal, melhorou um pouco, mas poderia ser bem melhor. Tem alguns graves problemas. O principal é que a candidata fala o que pensa e o que quer. Isso é um grave problema. Quando ela se eleger, faz o que quiser no governo, mas tem que entender que para vencer é preciso se conformar, se adaptar, a um modelo vendível. E ela não faz isso. Minha principal crítica a ela é aquilo de que já escrevi aqui: ela só fala de ecologia. Lugar de discurso único é o parlamento, onde se faz lobby por isso ou aquilo e se defendem interesses. Nenhum candidato ao executivo se elege na base do discurso único. Marina tem um grande potencial de crescimento, mas não consegue obtê-lo pois não conquista todos os setores, e não o faz por não se demonstrar capaz. Todos, absolutamente todos, já sabem que ela é a candidata do verde, portanto, não precisa ficar repetindo isso. Ela tem sim que demonstrar que, além de ecologia, pode tratar de segurança, educação, saúde... Aí ela ganharia. Mas continua falando sobre ecologia. Como seu marqueteiro, a primeira coisa seria exigir que ela calasse a boca e parasse de falar sobre ecologia. Se alguém lhe perguntasse sobre isso, que dissesse que já falou demais nisso e quer demonstrar que domina outros assuntos, e falasse sobre outros assuntos. Ela não falaria na campanha, mas poderia fazer no governo. Infelizmente não estou lá, e ela prefere inverter a equação. Outro dia, chegou ao cúmulo de dizer que o consumo desenfreado não pode ferir o planeta e por isso é necessário o desenvolvimento sustentável. Esta é a mensagem errada, pois diz ao eleitor que irá consumir menos. A mensagem correta seria que, com o desenvolvimento sustentável, ele poderá consumir mais, pois será sustentável, e o consumo irá durar mais tempo, pra sempre. Não importa se é verdade ou não, essa seria a mensagem vencedora. Outro ponto. A campanha de Marina tem um "quê" de Lula de 1989, principalmente pelo uso das celebridades, o que é muito bom. Mas o uso dessas estrelas está errado. Em vez que aparecerem individualmente, falando sobre Marina, eu colocaria todos eles juntos, como uma cópia descarada mesmo do famoso comercial do PT de 1989. Acho que daria mais certo. Há muitos outros pequenos erros, como a cópia estilizada de sua imagem da imagem estilizada de Obama nas eleições americanas. Acho que a cópia passa uma imagem ruim. Mas também há muitos acertos. A campanha não é ruim. Um grande problema dela não é de comunicação, mas de organização da campanha: ela saiu sozinha, pelo PV, sem alianças. Deveria ter havido alianças, ainda que com outros nanicos, por tempo de tv. A organização foi feita sem pensar na campanha, bem diferente da campanha de Dilma e mesmo de Serra. O cenário poderia ser melhor, nesse sentido. Um bom coordenador de campanha poderia ter brigado por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já José Serra é um problema sério. Sinceramente, acho que não teria condições para ele vencer essa eleição e acho que ele sabia disso desde o inicio. Talvez, em algum momento, até o inicio do horário eleitoral, houvesse alguma ponta de esperança, mas pouca. Assim sendo, não haveria trabalho de comunicação que desse jeito. Como sempre digo, não adianta negar a realidade e dizer que "vamos vencer". O primeiro passo é aceitar a realidade (internamente, na coordenação de campanha; óbvio que ninguém vai sair por aí dizendo que vai perder) para fazer um trabalho para maximizar resultados. Veja, o trabalho para vencer uma eleição é diferente do trabalho para maximizar resultados. A tática de atacar o oponente, bem ou mau, é uma tática quando se há chances de vitória, como no caso de Alckmin e Lula, e a quase virada no final do 1º turno. Para o caso de Serra, os ataques massivos com as histórias de quebra do sigilo fiscal e corrupção na Casa Civíl não&lt;em&gt;&lt;/em&gt; são uma boa estratégia. Seriam se ele estivesse brigando pela vitória, mas não está. O que então Serra e o PSDB deveriam fazer? Para mim, deveriam consolidar posição. Um pouco do que o PT fez durante muito tempo: consolidou posição para vencer futuramente. Mas o discurso do PSDB e de Serra não é um discurso que consolide posições; ele é pontual, apenas. O que eu faria? Primeiro, já que a eleição já está perdida mesmo, usar esta campanha para resgatar a imagem do partido. Esconder FHC colabora com a tática petista, então por quê fazer isso? Mostrar FHC traz prejuizos imediatos, mas pode reverter a imagem futuramente. É isso que deveria ser feito. Reconstruir a imagem do PSDB, como partido que nasce lutando pela democracia, que cria o Real, etc e tal. Isso, lógico, formando o paralelo com Serra, o candidato, mas com uma ênfase bem forte no partido. Enfim, um trabalho massivo para reconstrução da imagem do PSDB, que atualmente nem aparece na campanha de Serra. Fazer o termo tucano deixar de ser um palavrão. Sem isso, o PSDB vai continuar perdendo eleições, uma atrás da outra. Outro ponto. Abandonar de vez e para sempre imagens do populacho, que soam falsas para absolutamente todo mundo. Pra que mostrar Serra caminhando junto ao povo, e depoimentos do povo, o apoiando? Não tem efeitos. O que eu faria é trabalhar um ponto muito positivo que existe a favor do PSDB: a administração competente. Eu, particularmente, penso que esta não é real, não existe de fato. Mas se criou a imagem, em torno da direita, de que experientes na administração privada, eles são também muito bons na administração pública. Em síntese, administram melhor. Penso, repito, ser só uma imagem, mas ela existe para as pesssoas, e é isso que importa, a imagem. Trabalhar a questão de que são melhores e mais eficientes, poderiam fazer tudo que Lula fez muito melhor. E nisso, mostrar a administração paulista de Serra. Ora, só são apresentados números, mas nada que remeta à idéia de eficiencia, que pontue as ações que foram tomadas. Substituiria os depoimentos de populares por depoimentos gravados em escritórios, com relatos de ações eficazes que o candidato tomou, na hora certa. Então, aí sim, faria a ponte, com o narrador dizendo que, aquilo que o Serra fez lá no escritório, veio fazer bem aqui para o povo pobre. Então mostrar os números do povo melhorando, mas sem depoimentos. O que essa mensagem passa? Que Serra está afastado da população, lá dentro do escritório, mas de lá, está fazendo bem ao povo. É uma mensagem mais condizente com a realidade, que soaria mais coerente, e portanto, geraria melhores resultados. Afinal, como li outro dia, quem disse que precisa ser popular para se eleger? Lula usa essa tática, mas ela não é a única; FHC se elegeu duas vezes longe do povo. Ah, mais uma coisa. Que história foi aquela do "Zé"? A mesma idiotice que quando mudaram o Alckmin pra "Geraldo", em 2006. Essa é uma noção básica da comunicação: imagem construida, não se modifica, apenas se trabalha pra melhorar. Como eu disse, seria uma campanha para (re)construir imagem e trabalhar terreno para o futuro. Algum dia terão que se dar conta disso e fazer isso. E acho que poderia ter melhores resultados do que a atual campanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora Dilma. Ai, ai. Bom, Dilma está ganhando, e acho que não há muito para se comentar. João Santana é um excelente marqueteiro e sabe o que faz. Os vídeos da campanha são espetáculares. Apenas tenho que confessar que, antes de começar a campanha, fiquei muito receoso quanto ao slogan e mote escolhido para a campanha "para o Brasil continuar mudando". Confesso que considerei um erro, em certa medida. Achei que a mensagem da mudança poderia gerar uma certa dubiedade no eleitor no sentido de que, afinal, está se pregando a continuidade ou a mudança? Eu não usaria isso. Mas Dilma está vencendo, o que mostra que está dando certo. Não sei se por causa disso ou apesar disso. A mensagem da mudança tem seu lado positivo, pois rouba essa bandeira da oposição e reaviva na memória os sentimentos de mudança que elegegam Lula em 2002. Ainda assim, acho uma mensagem dúbia. No mais, só elogios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, só é bom lembrar aos desavisados: fiz uma análise como profissional, do que eu faria em cada campanha. Não significa que estou torcendo por este ou aquele. Longe de querer que os tucanos se reconstruam, mas eu faria um trabalho melhor do que aqueles que estão lá. Quem sabe, se me contratarem, tenham alguma chance algum dia, né? Rsrs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7240744352581335709?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7240744352581335709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7240744352581335709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7240744352581335709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7240744352581335709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/o-que-eu-faria.html' title='O que eu faria'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3250905088247565969</id><published>2010-09-19T01:50:00.001-03:00</published><updated>2010-09-19T01:50:00.153-03:00</updated><title type='text'>O novo (Ou: sentimentos)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, conversando sobre política com Mario, um amigo que não é envolvido com política, ele sintetizou o que acredito ser o sentimento das ruas nesse momento. "Osmar já deu o que tinha que dar", disse ele. Como aprendemos que eleição não se vence nem com comunicação, nem com economia, nem com política e muito menos com argumentos ou racionalisdades, mas sim com sentimentos e emoções (essa é uma postura teórica à qual me filio; como sempre, existem outras, mas essa é boa, acreditem em mim), esse é um indicativo de que Beto Richa vencerá as eleições. Eu votarei nele mais ou menos pelo mesmo motivo. O novo. Como já disse, não é o novo pelo novo, por que jamais pensaria em eleger certos "novos" que andam por aí, mas o novo que pode realmente trazer algo de novo. Afinal, a outra opção é um Dias, que já comanda o Paraná há tempo demais. Como diz o slogan "Dias melhores virão". Sou contra Álvaro e também Osmar. Se você prestar atenção existe um interessante movimento de renovação na política brasileira. Gleisi, que deve se eleger para o senado, faz parte dessa renovação. Penso mesmo que ela só perdeu a eleição de Curitiba pois estavam competindo dois novos candidatos. E no Brasil como um todo, tem ocorrido isso, tanto na esquerda e até mesmo na direita. É um auspicioso movimento. E fica a dica para os partidos que quiserem continuar na luta: renovação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3250905088247565969?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3250905088247565969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3250905088247565969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3250905088247565969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3250905088247565969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/o-novo-ou-sentimentos.html' title='O novo (Ou: sentimentos)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7760464739146510128</id><published>2010-09-18T14:19:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T14:19:00.437-03:00</updated><title type='text'>A negação da parcialidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me incomoda muito, muito mesmo, a parcialidade posta como verdade, que não se reconhece como parcial. A parcialidade que critica a outra parcialidade tende a ser ainda mais parcial e tentar se colocar como verdade, não como mais um lado. Tudo bem que todos busquem consolidar seu discurso como verdade (como nos ensina Pechêux e a escola francesa da Análise do Discurso), mas acho que é importante reconhecermos que somos apenas mais um lado. No discurso da igualdade, dos direitos humanos e afins, esse discurso de verdade única pode ser percebido muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim de semana passado (só estou escrevendo agora, eu sei, mas pelo menos estou) pipocou na blogosfera, auto-denominada progressista (não gosto desse termo), como tema uma crítica aos religiosos que se organizaram para fazer lobby para suas propostas e para os candidatos de suas propostas, tais como serem contrários ao aborto e à união homosexual. Alguns desses posts podem ser vistos, &lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/?p=19094"&gt;aqui&lt;/a&gt; (o mais relevante para minha análise de hoje), &lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/?p=19096"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://acertodecontas.blog.br/artigos/no-lei-da-mordaa-e-do-privilgio/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://tsavkko.blogspot.com/2010/03/uganda-e-nos-homossexualidade-em.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O que os evangélicos fizeram foi criticar o PT e pedir que seus fiéis não votassem no PT. Embora eu seja petista, vou aqui defender o lado dos que estão contra o PT.&lt;br /&gt;Ora, é legitimo organizar interesses, e fazer grupos de pressão por esses interesses. É legitimo e em certa medida até positivo. Esta é a lógica do lobby. Melhor feito às claras do que de modos escusos. Se os metalúrgicos têm direito de reivindicar suas pautas, por que os evangélicos não teriam? Ok, vão dizer que a questão se trata do preconceito por detrás das propostas, etc. O que penso sobre isso já escrevi nesse blog. De qualquer forma, eles têm o direito de reinvidicar suas pautas. Se serão efetivadas ou não, é uma questão para se debater no congresso. Mas não podemos, de forma alguma, dizer que eles não tem a priori o direito de defender suas pautas. Ora, pode-se argumentar que eles apresentam os fatos distorcidos. De fato, concordo. Mas é a perspectiva deles. A extrema esquerda também apresenta uma perspectiva que, dizem os capitalistas, é distorcida do sistema. Retorno ao que eu digo: concordemos ou não, atrasadas e retrógadas ou não, eles têm o direito de se organizar para reivindicar suas pautas. Mas a crítica que se faz a esses grupos mostra um ensejo de verdade, como se eles não pudessem pensar de modo diferente. Podem. Afinal, a verdade não existe, não é mesmo? (nossa, sou mesmo um pós-modernista).&lt;br /&gt;E nisso já aproveito para engatar uma crítica ao Lula, que essa semana disse querer "extirpar o DEM da política nacional". Minha crítica não é por quaisquer motivos que surgiram na imprensa, de que o presidente não poderia dizer algo do gênero. Acho que pode. Só não é inteligente desejar isso. Como nos ensina Foucault, quanto mais liberade maior a vigilância. Se você tem um inimigo, não queira o mandar para as sombras, onde não poderá enxergá-lo. Traga-o para a luz, onde possa vigiar. O que quero dizer é que também é legitimo que interesses de extrema-direita sejam representados no congresso e acho saudável que o sejam. Caso não sejam, não morrerão mas ficarão nas sombras, até resurguir com mais força. O correto, portanto, no caso de Lula, é desejar enfraquecê-los, não os destruir. Uma das grandes bobagens da lei brasileira (e em certa medida internacional) é criminalizar o nazismo e proibi-lo. As praticas nazistas, evidentemente, são crimes, mas não se deveria restringir a doutrina filosófica de pensamento nazista. E não digo isso (apenas) por um liberalismo do ato de pensar (no qual acredito e defendo), mas por que, em termos práticos, se o nazismo é proibido, ele vive nas sombras. Não deixa de existir. Ele continua aí, a cada esquina, onde não vemos. Fosse legalizado, se teria controle sobre quantos são e quem são essas pessoas. Mais liberdade, mais vigilância. O mesmo vale para o DEM, para os evangélicos e para quaisquer adversários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7760464739146510128?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7760464739146510128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7760464739146510128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7760464739146510128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7760464739146510128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/negacao-da-parcialidade.html' title='A negação da parcialidade'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3769268526605687376</id><published>2010-09-18T11:54:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T11:54:00.414-03:00</updated><title type='text'>Mais Lasswell</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia escrevi uma crítica às pessoas que ainda vivem sob signos dos pensamentos do passado, como o de Lasswell, ao tratar da recepção. Hoje, tive mais uma amostra disso, que parece se tornar algo comum em nosso meio. Artigo de Merval Pereira, publicado n'O Globo e no blog do Noblat, trata sobre o escândalo de Erenice Guerra envolvendo Dilma, e num determinado trecho revela seu pensamento um tanto preconceituoso. Vai a citação, retirada &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/17/a-queda-325177.asp"&gt;daqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Mas o tema é de difícil entendimento para a média do eleitorado  brasileiro, e sua repercussão ficaria restrita a um eleitor mais bem  informado se não surgisse essa série de denúncias de lobby com objetivos  financeiros dentro do Gabinete Civil da Presidência da República.&lt;br /&gt;As  pesquisas, que continuam dando a vitória de Dilma no primeiro turno,  mostram que, entre os eleitores que se dizem bem informados sobre as  denúncias, e entre os mais escolarizados e com renda mais alta, já há  uma mudança de atitude em relação à candidatura oficial.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez isso seja o por quê de a oposição e a direita continuarem a fracassar, pois não conseguem entender o eleitor, o cidadão. Pelo racionicio de Merval, basta ser bem informado para concordar com ele. Ou seja, se todos não concordam, não é por que eventualmente possam discordar ou ter outro entendimento, mas por que ainda não alcançaram o grau de elevação suficiente para compreender seus argumentos. Eu me senti ofendido. Sou de classe média, leio jornais diariamente, faço duas faculdades, e sou extremamente bem informado. Entendo todas as denúncias e suas implicações, e ainda assim, apoio Dilma. Qual o argumento agora, Lassweell, digo, Merval?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3769268526605687376?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3769268526605687376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3769268526605687376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3769268526605687376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3769268526605687376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/mais-lasswell.html' title='Mais Lasswell'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3206309342643300830</id><published>2010-09-18T00:35:00.000-03:00</published><updated>2010-09-18T00:35:48.329-03:00</updated><title type='text'>A arte de dizer sem palavras</title><content type='html'>&lt;object height="261" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bwARz_UqVFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bwARz_UqVFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="261"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava comentando outro dia com minha amiga Karla sobre as estratégias de campanha do Serra à presidencia. A campanha dele começou muito mal, e recentemente deu uma melhorada. As pessoas, às vezes, não entendem como que eu, simpatizante do PT, posso elogiar a campanha do Serra. Simples. Não estou cegado pelo partidarismo e não analiso aqui quem é o melhor candidato. Como comunicador, faço uma análise das estratégias de comunicação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como argumentei nessa conversa, comunicar é, em boa medida, a arte de dizer sem palavras, sem precisar dizer (e nisso, questões teóricas como Análise do Discurso que muitas vezes são relegadas ajudam muito - entender e criticar, para depois colocar em prática). Excelente exemplo disso é o comercial levado ao ar recentemente pela campanha de Serra. Como não encontrei na internet, enviei ao YouTube. Encontra-se disponível, acima.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reparem na semiótica da peça publicitária. É genial. "Dirceu veio primeiro; afastado por corrupção" Imagem de Dirceu. "Dilma veio depois" Imagem de Dilma à direita de Dirceu. "Com ela, Erencie Guerra, afastada por corrupção" Imagem de Erenice à direita de Dilma. Da esquerda para direita, Dirceu, Dilma e Erenice. Dirceu e Erenice afastados por corrupção, Dilma entre eles. Qual a mensagem, semióticamente? Dilma está no meio da corrupção. Karla, minha amiga, respondeu "Pra mim eles estão dizendo muito claramente". Aí encontra-se a grande jogada. Ao receptor, a mensagem foi clara, foi entendida, mas não precisou ser dita. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso tem dois pontos positivos. Primeiro, evita processos. Se o narrador acusasse Dilma de corrupta seria passível de penas, mas a peça faz isso de modo semiótico, e quem vai usar semiótica num tribunal? Segundo, como não foi dito literalmente, leva o telespectador a achar que foi ele que tirou a conclusão de que Dilma está no meio de tudo. Claro que não foi ele; a mensagem está ali, mas o sujeito achando que foi ele próprio que tirou tal conclusão, tende a acreditar ainda mais, afinal, está acreditando em si próprio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma grande sacada da campanha de Serra, e uma ótima peça publicitária, principalmente pelo lado semiótico. Se a estratégia do ataque pessoal é boa ou não, e se vai ou não gerar dividendos, é outra história. Particularmente, acho que o caminho seria outro. No comando da campanha, faria algumas coisas bem diferentes. Mas esse já é tema para outro post.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3206309342643300830?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3206309342643300830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3206309342643300830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3206309342643300830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3206309342643300830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/arte-de-dizer-sem-palavras.html' title='A arte de dizer sem palavras'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4221553890124299144</id><published>2010-09-17T08:08:00.002-03:00</published><updated>2010-09-17T19:25:07.110-03:00</updated><title type='text'>Adestradores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os candidatos a cargos eleitorais são adestrados, tais como cães. Essa foi a mensagem, em síntese, da aula de ontem de ciência política. Estão certos, aqueles que se adestram. Me fez refletir sobre uma questão que já havia levantado aqui, sobre Marina Silva. O seu problema é que não tem um marqueteiro que a conforme num modelo vendível. Ela não tem controle e não tem orientação. Algo que já disse e repeti: seu problema é falar só de ecologia. Falta alguém que a controle e lhe diga para parar de falar sobre ecologia, afinal, um presidente tem que dominar todos os assuntos, não somente um. Ela se sobrepõe aos seus marqueteiros e fala o que quer. Esse é seu problema. Precisa de alguém que lhe adestre, num modelo correto, a ser consumido pelo eleitor. Talvez seja essa uma boa definição da profissão de comunicador político. Adestrador. Rsrss.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4221553890124299144?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4221553890124299144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4221553890124299144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4221553890124299144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4221553890124299144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/adestradores.html' title='Adestradores'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-29902117906341808</id><published>2010-09-17T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-09-17T00:00:58.160-03:00</updated><title type='text'>Abandonai Toda Esperança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando  Dante e Virgilio descem ao inferno, detém-se diante de seu portal.  Encontram, gravada em fogo e brasas ardentes, sobre uma rocha negra, a  mensagem, em latim: "lasciate ogni speranza, voi ch'entrare". A  mensagem existente nos portões de entrada do inferno avisa "abandonai  toda esperança, vós que entrais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mandei  gravar uma placa, já faz bastante tempo, com a mensagem em latim.  Encontra-se pendurada na porta de meu quarto. Serve para me lembrar que,  enquanto aqui estiver, deverei abandonar todas as esperanças. Por vezes  passo por ela, sem nem a perceber mais. Outras, como agora, lembro-me  do seu significado e do por quê ela ali está.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-29902117906341808?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/29902117906341808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=29902117906341808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/29902117906341808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/29902117906341808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/abandonai-toda-esperanca.html' title='Abandonai Toda Esperança'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-9173990744666460221</id><published>2010-09-15T00:03:00.001-03:00</published><updated>2010-09-15T00:04:20.433-03:00</updated><title type='text'>Do túnel do tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, muitas coisas podem acontecer e muitas pessoas encontrar em viagens de ônibus. Ou reencontrar. Hoje, vindo de Curitiba à Matinhos, re-encontrei no ônibus alguém que há muito não via. Por coincidência, minha poltrona era ao seu lado. Olhei, de forma estrranha, e percebi que a conhecia de algum lugar. Ela me reconheceu. “a gente se conhece de algum lugar”, eu disse. “estudamos juntos”, respondeu, “da quarta pra quinta série”. Minha memória, embora tenha percebido que a conhecia de algum lugar, é horrível. Não a havia reconhecido nem me lembrava dela. Inás, seu nome. Ela se lembrava, até demais, de mim. Foi um interessante reencontro. Constrangedor e engraçado, realmente hilário, pelas recordações de como eu era quando pré-adolescente. Como tenho sérios problemas de memória, ela me lembrou de muitos momentos do passado. Como disse, constrangedores e engraçados. Eu era obcecado por cinema e dizia que queria ser diretor de cinema. Viva falando de Spielberg e de Jurassic Park, meu filme preferido (na época). Era arisco com as pessoas. Hahaa. Parece que meu jeito anti-social já vem desde a muito. Diz ela, eu não lembrava mas acredito, eu sempre brigava com quem eu tinha que fazer trabalho junto. Eu era contrarário aos outros e dizia, em voz alta, que estavam errados. Parece que minha tendência a antítese também já vem há muito. Rsrss. Foi interessante lembrar. Triste, se for pensar em aspectos mais profundos. Mas no momento rendeu boas risadas. Constrangedor e engraçado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-9173990744666460221?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/9173990744666460221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=9173990744666460221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9173990744666460221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9173990744666460221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/do-tunel-do-tempo.html' title='Do túnel do tempo'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-1509877211080276279</id><published>2010-09-14T02:40:00.002-03:00</published><updated>2010-09-14T02:40:01.015-03:00</updated><title type='text'>Sobre o politicamente correto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gosto nada do politicamente correto. Acho que faz mais mal do que bem. Agora estão com mania de colocar "homem e mulher" nos textos. Ora, minha recomendação para essas pessoas é que aprendam a ler e escrever, aprendam portugues. A expressão "homem", no idioma de Camões, pode significar também humanidade ou o ser humano. Ponto. Não se trata de ser machista, mas é um dado da lingua. Estou longe de ser um sausseriano, que encara a lingua como um sistema fechado a mudanças. Pelo contrário, gosto de Bakhtin e da noção de construção social. Sim, a linguagem que usamos é fruto de um fruto histórico determinado pela nossa sociedade. A expressão homem como humanidade é fruto desse universo machista do nosso passado. E daí? Não importa tanto o passado da lingua, mas seu uso social. Hoje, ao se dizer "homem" todos entendem humanidade, então para que querer mudar a lingua? Igual o caso do "lado negro". Ah, faça-me o favor, viu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-1509877211080276279?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/1509877211080276279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=1509877211080276279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1509877211080276279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1509877211080276279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/sobre-o-politicamente-correto.html' title='Sobre o politicamente correto'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5909903500770318576</id><published>2010-09-13T02:27:00.000-03:00</published><updated>2010-09-13T03:42:14.311-03:00</updated><title type='text'>Por que o lugar do PSDB não é no governo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lugar do PSDB é na oposição. Não por que façam oposição responsável ou saudável, pois não o fazem.&amp;nbsp; Não faço apologia para que se vote na oposição para o legislativo, de forma alguma. Apenas digo que o lugar do PSDB é na oposição pois não pode ser no governo. O PSDB não pode, ou não deve, ser governo não apenas (embora também) por seu fracasso na administração econômica, mas por causa de um importante elemento da teoria democrática. A mídia, representada no Brasil ainda majoritariamente pela televisão, funciona como um guardião do que é público, visível. Apenas aquilo que está na mídia é visível, público. Como sabemos, Bobbio define a democracia como “o governo do poder público em público”, ou seja, do poder do que é de todos de forma visível. A mídia, no Brasil (não apenas as televisões mas as revistas de maior circulação, além de outros meios de comunicação), é majoritariamente ligado aos tucanos, aos grupos políticos, quando não aos próprios políticos, do PSDB. Não digo isso por achismo; existem diversos estudos científicos, acadêmicos, que demonstram objetivamente e com dados essa relação. São vastos, não é necessário citar. Como poderia, num governo tucano, a imprensa tucana, denunciar os tucanos? Não poderia. E não digo isso tentando adivinhar; basta olhar para o passado para averiguar isso. Por muitos anos, no governo tucano de FHC, todos, todos, os veículos de comunicação foram coniventes e esconderam do público o filho secreto e fora do casamento que o presidente tucano tivera com uma jornalista da rede Globo, assim como também o fato que ambos viviam, sustentados pelo presidente, na França, longe do&amp;nbsp;alcance&amp;nbsp;dos olhares. Hoje, está mostrado e reconhecido pelos próprios, todos sabiam, mas nunca a informação veio a público. Quando Carta Capital divulgou a informação, ninguém repercutiu, como se a noticia não existisse. Escandaloso. E completamente cotidiano. No atual governo, petista, a relação se inverte. Denuncia-se tudo, até o que não existe. A maior parte mentira, invenção. Mas também alguma coisa real. Cumpre-se, ainda que mal, a função básica do jornalismo. Apenas com um governo petista, tendo o PSDB na oposição, e a mídia junto, é que pode se completar o ciclo que constitui a democracia, com o jornalismo vigiando o governo. No Brasil, a mídia tem (ou é) um partido político, e ela deve ser mandada para a oposição para que possa cumprir seu verdadeiro papel.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5909903500770318576?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5909903500770318576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5909903500770318576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5909903500770318576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5909903500770318576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/por-que-o-lugar-do-psdb-nao-e-no.html' title='Por que o lugar do PSDB não é no governo'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7266781360700766144</id><published>2010-09-13T00:40:00.000-03:00</published><updated>2010-09-13T03:41:49.030-03:00</updated><title type='text'>Verificando fontes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus amigos sempre se irritaram, e continuam se irritando, com uma mania que tenho: perguntar a mesma coisa para várias pessoas, para diferentes pessoas. Quando perco alguma aula, por exemplo, procuro saber o que foi dado e se há algo a ser feito não apenas com uma pessoa. É comum, pouco depois de ter obtido uma resposta, perguntar a outra pessoa, diferente. “Pô, você não confia na gente?”, dizem. Curioso que só algum tempo atrás que percebi por que faço isso, embora já faça há muito tempo. Trata-se do principio das fontes do jornalismo. Uma informação nunca deve surgir de uma única fonte, mas deve ser verificada com outras fontes, que podem fornecer outros aspectos da informação. Trata-se de uma coisa um tanto natural. As pessoas tendem a filtrar informações e dizem aquilo que julgam relevante, mas diferentes pessoas com diferentes filtros podem fornecer um quadro mais amplo, geral, e mais completo. Por causa, inconscientemente, do principoio de verificação da fonte que pergunto a mesma coisa para diferentes pessoas, para ter um quadro mais amplo. Não se trata de não confiar, mas de ter essa perspectiva geral. Emprego esse princípio não só na profissão, mas na vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7266781360700766144?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7266781360700766144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7266781360700766144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7266781360700766144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7266781360700766144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/verificando-fontes.html' title='Verificando fontes'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2242292864177736134</id><published>2010-09-12T03:36:00.002-03:00</published><updated>2010-09-13T23:04:29.667-03:00</updated><title type='text'>O passado presente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendemos, na academia, a tomar que, uma vez que algo é considerado ultrapassado, todos também assim o considerem. Não é, no entanto, o que ocorre. Podemos considerar coisas ultrapassadas e não mais as praticarmos, mas não significa que socialmente tais praticas e mentalidade também sejam abandonadas. Semana passada vivi dois exemplos que demonstram isso. Como aprendi (ou nem tanto) que não devo falar das pessoas que conheço, não falarei sobre o que vivi, mas contarei duas histórias ficticias, que não existiram, tá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Laswell e seus amiguinhos, lá pelos anos 1920, formularam uma teoria da  comunicação que hoje sabemos ultrapassada. Não levava em conta o  receptor e sua vontade. Para Lasswell, se a  mensagem que o meio de comunicação enviou não atingiu o alvo ou não  gerou resultados teria sido por causa de algum "ruido na comunicação", expressão que se tornou célebre, e não por causa da eventual discordância sobre o conteúdo. Hoje, com Barbero e tantos outros, sabemos que não é bem assim; as pessoas têm vontade e podem discordar. Ano 2010. Pessoas se reúnem para organizar alguma coisa. Em um número médio de pessoas, eventualmente há divergências que são postas em discussão pelo grupo. Um sujeito, A, quer uma coisa. Os outros, um de cada vez, expõem seus argumentos contrários. Mas o sujeito A não se conforma, e explica denovo, tentando convencer. Novamente todos se pronunciam contrários. Mas o sujeito A não aceita, repetindo "Eu não consegui explicar direito. Vocês não entenderam". Lasswell na veia. Se os outros discordam, não é por que têm vontade e podem discordar, mas por que ele não conseguiu explicar bem, por que houve algum ruido na comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XVIII, Luis XIV disse "o estado sou eu". O rei era o Estado. O absolutismo também gerou coisas como o patrimonialismo, estudado em Portugal e no Brasil por Raymundo Faoro, em que as fronteiras entre público e privado eram nulas. O governo não existia separado da vontade do governante. O governante era o governo. Ano 2010. Uma pessoa, presidente de uma associação, diante de uma sugestão para fazer certa ação com a associação, responde "não faz meu estilo". Noutra ocasião, na organização de outra ação, que não a motiva, esqueçe e não se empenha, até que essa desande e fracasse, pois não lhe interessa. O governo é o governante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é. O passado, muitas vezes, está e é o presente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2242292864177736134?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2242292864177736134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2242292864177736134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2242292864177736134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2242292864177736134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/o-passado-presente.html' title='O passado presente'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5775152031571565519</id><published>2010-09-11T00:01:00.003-03:00</published><updated>2010-09-11T00:01:01.308-03:00</updated><title type='text'>Viva o 11 de Setembro!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Primeiro, temos o fato de que o terrorismo funciona. Ele não falha. Ele funciona. Violência geralmente funciona. Essa é a história do mundo. Em segundo lugar, é um erro de análise muito sério dizer, como comumente é dito, que o terrorismo é a arma dos fracos. Como outros meios de violência, ela é, surpreendentemente e principalmente, na verdade uma arma dos fortes. Tem-se como verdade que o terrorismo é principalmente uma arma dos fracos porque os fortes também controlam os sistemas doutrinários e estes afirmam que o terror dos fortes não conta como terror. Agora, isso está perto de ser universal. Eu não consigo achar uma exceção histórica, mesmo os piores assassinos em massa viam o mundo desta maneira. Veja o caso dos nazistas. Eles não estavam a realizar terror quando estavam ocupando a Europa. Eles estavam a proteger a população local do terrorismo dos partisans. E, à semelhança de outros movimentos de resistência, o que existia era terrorismo. E o que os nazistas estavam a praticar era o contra-terrorismo"&lt;br /&gt;Noam Chomsky&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Te desafio, por um instante, a pensar: quem são os verdadeiros terroristas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5775152031571565519?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5775152031571565519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5775152031571565519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5775152031571565519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5775152031571565519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/viva-o-11-de-setembro.html' title='Viva o 11 de Setembro!'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-1765078940652224801</id><published>2010-09-09T16:48:00.003-03:00</published><updated>2010-09-09T16:48:00.838-03:00</updated><title type='text'>Um cão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta manhã vi um cachorro ser atropelado pelo ônibus. Ao embarcar na minha jornada diária de Matinhos a Curitiba, sentei-me na poltrona numero 3, na frente, que tem uma visão ampla do painel do ônibus, em perspectiva semelhante à do motorista. Logo após me acomodar, e antes que tivesse tempo de fechar os olhos para embarcar em meu sono, vejo um vulto negro cruzando, do nada, em frente ao ônibus. Seguem dois sons, em seqüência e abafados. O corpo do animal batendo contra a frente do ônibus e depois no chão, recaindo por debaixo do ônibus enquanto este seguia. O motorista olhou rapidamente para o lado, pela janela, tentando ver algo, mas seguiu. Nada podia fazer, o animal cruzara do nada em sua frente. Não sei o que houve com o cão, mas só posso presumir que ficou estirado no chão. Não se ouviram grunhidos, gemidos ou latidos. Deve ter sido rápido. Vi no rosto do motorista a mesma expressão minha: triste, mas seguindo, afinal, nada podia ser feito. Assim ocorre na vida, muitas vezes. Seguimos, lamentando, que nada podemos fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-1765078940652224801?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/1765078940652224801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=1765078940652224801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1765078940652224801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1765078940652224801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/um-cao.html' title='Um cão'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7940782169092081769</id><published>2010-09-08T14:42:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T15:50:43.268-03:00</updated><title type='text'>Democracia e internet (Ou: Sobre Tocqueville e a neutralidade da rede)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Tocqueville chegou aos Estados Unidos encantou-se com a organização da democracia que encontrara. A democracia norte-americana do século XIX não é a mesma democracia de hoje. Como ocorre a alguns conceitos da sociologia e da filosofia, perdeu-se e distorceu-se através do tempo o que é a democracia. A democracia de que Tocqueville escreveu assentava-se essencialmente sobre a igualdade. Igualdade também é um conceito que foi distorcido. No novo mundo descrito por Tocqueville, todos tinham as mesmas condições de trabalho. Todos chegavam a partir do mesmo ponto, e tinham iguais condições de batalhar pelo trabalho, pela vida. Isso era a igualdade de Tocqueville: igualdade social, sem classes. Bem diferente da igualdade formal perante a lei, como é interpretado hoje o sentido de igualdade, não é mesmo? Aquilo que Tocqueville chamou igualdade é hoje chamada equidade, e é associada a ideais de esquerda, mais próximo do socialismo do que da democracia liberal (outro conceito distorcido com o tempo). Seja como se queira chamar, igualdade em Tocqueville ou equidade na modernidade, são as reais condições de igualdade social para lutar por algo que propiciam a verdadeira democracia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contemporaneamente, é possível fazer um paralelo muito interessante com a internet e uma coisa chamada princípio de neutralidade da rede. Peço licença aos que já sabem do que se trata para explicar ao eventual leitor que não saiba. Grosso modo, o principio de neutralidade da rede refere-se ao fato que, na internet, não há distinção ou prioridades entre os pacotes de informação que circulam na rede. Ou seja, não há classes, como na democracia de Tocqueville. Quando um sujeito normal ou uma empresa multinacional enviam um pacote pela rede (desde o simples clique para abrir um site até o upload de bases de dados são pacotes de informação) não há distinção de prioridades. Ou seja, ambos são tratados de forma igual, tendo sua velocidade limitada apenas pelos eventuais planos de conexão que assinem. Também não há distinção quanto aos destinatários. Esta é talvez a principal bandeira, que começa a ser ameaçada. Quando alguém clica para abrir meu blog, este blog, um desconhecido, ele abre com a mesma velocidade se o sujeito tivesse clicado para abrir a página do UOL ou do Google, tendo, novamente, sua velocidade limitada somente pela sua conexão e eventualmente pelo peso do site (quanto mais informações, como gráficos, mais pesada é a página). Há, atualmente, uma onda no sentido de restringir essa chamada neutralidade, possibilitando às operadoras de serviço na internet vender pacotes de prioridades. Significa dizer que quem compre pacotes de prioridade terá seus sites abertos mais rapidamente que aqueles que não os tenham. O UOL passará a abrir mais rápido que meu blog. Algum desavisado poderá enxergar benefícios nisso. Não há, e por isso os militantes da internet lutam contra tais medidas. Recentemente, o Chile foi o primeiro país do mundo a garantir em lei a neutralidade da rede. A partir desse paralelo podemos dizer que a internet é, hoje, com essas condições, algo similar à democracia que Tocqueville encontrou ao chegar na América no século XIX. Um campo de iguais possibilidades para todos, sem classes. Querem fazer com a internet o que fizeram com a democracia. Criar desigualdades e mascará-las sob uma igualdade formal, que difere muito do conceito original. Perdemos no tempo o conceito do que é democracia. Ainda nos resta rasgos de igualdade virtual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7940782169092081769?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7940782169092081769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7940782169092081769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7940782169092081769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7940782169092081769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/democracia-e-internet-ou-tocqueville-e.html' title='Democracia e internet (Ou: Sobre Tocqueville e a neutralidade da rede)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5018994830625367646</id><published>2010-09-08T02:41:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T09:21:37.784-03:00</updated><title type='text'>I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme já publicado, &lt;a href="http://paranablogs.wordpress.com/2010/09/06/i-encontro-de-blogueiros-progressistas-no-parana-sera-em-novembro-de-2010/"&gt;aqui,&lt;/a&gt; segue release sobre o I Encontro de Blogueiros Progressitas no Paraná, do qual este signatário faz parte da organização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i&gt;A cidadania ativa         na Internet : o caráter revolucionário dos blogs. O desafio do         Paraná”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;Os blogueiros       residentes no Paraná presentes ao I Encontro  Nacional de       Blogueiros       Progressistas, em 22 de agosto  formaram um Comitê para organizar o       I       Encontro Estadual dos  Blogueiros Progressistas no Paraná –       EEBP-PR.&lt;br /&gt;O I EEBP-PR &lt;i&gt;&lt;b&gt;“A           cidadania ativa na Internet : o caráter revolucionário dos           blogs. O           desafio do Paraná” &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;será  realizado nos dias 26,       27 e       28 de novembro de 2010, em  Curitiba. Será também a etapa estadual       de preparação para o II  Encontro Nacional de Blogueiros       Progressistas que acontecerá em  2011.&lt;br /&gt;O Encontro Estadual       tem       como objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;disseminar o           fenômeno dos blogs no Paraná&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ampliar o número           de agentes ativos na blogosfera como  forma de aprofundar o           conteúdo de cidadania da internet.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;O EEPB-PR é um espaço       aberto destinado à aproximação de  blogueiros, twitteiros e sites       progressistas e independentes de  todo estado, onde se buscará       fortalecer a rede virtual e  horizontal em criação no Paraná.&lt;br /&gt;Assim como o Encontro       Nacional realizado em São Paulo, o  paranaense será um espaço       supra-partidário, onde os blogueiros,  twitteiros e sites       independentes, os movimentos sociais, populares  e sindical,       jornalistas e ativistas das causas sociais,  debaterão:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;A liberdade de expressão,             Internet e Aspectos Jurídicos;&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;A Internet, a Cidadania e os             Movimentos Sociais;&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;Papel dos Blogs,Twitter e             outras Ferramentas;&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;Estratégias de Formação de             Cidadãos Ativos e  Conectados na Internet, Alfabetização             Digital e Adensamento  das redes;&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;Blogs: conteúdo prioritário do Jornalismo, da             Informação e da Opinião.&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;A Democratização das       Comunicações, a Liberdade de Expressão, os  Planos Estadual e       Nacional de Banda Larga (PEBL e PNBL), a  Neutralidade da Internet, são temas       vitais para construção de um  Paraná Autônomo, Livre, Plural e       Democrático para todos os que  aqui vivem.&lt;br /&gt;O EEBP-PR ainda       contará       com Oficinas Práticas, com “aulas” de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Blogosferização&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – orientação e suporte à criação e uso de blogs – para associações de moradores, movimentos populares e sindicatos.&lt;br /&gt;Os Defensores da       Liberdade de Expressão e da Democratização dos  Meios de       Comunicação no Paraná mostrarão a força da parceria  entre       movimentos sociais, sindicatos e blogueiros independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse nosso blog       coletivo &lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;a href="http://paranablogs.wordpress.com/" target="_blank"&gt;http://paranablogs.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;,  acompanhe as novidades       e       ajude a organizar o Primeiro  Encontro Estadual de Blogueiros       Progressistas no Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem parte do Comitê       Organizador do I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amigosdatvbrasil.blogspot.com/"&gt;http://amigosdatvbrasil.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://cadernosdagraciosa.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://engajarte-blog.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://engajarte-blog.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maisdeumbilhaopassamfome.blogspot.com/"&gt;http://maisdeumbilhaopassamfome.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://midiacrucis.wordpress.com/"&gt;http://midiacrucis.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mvtvcom.com.br/" target="_blank"&gt;http://mvtvcom.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tie-brasil.org/"&gt;http://www.tie-brasil.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tribunasetoreletrico.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://tribunasetoreletrico.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vivasamas.wordpress.com/" target="_blank"&gt;http://vivasamas.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5018994830625367646?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5018994830625367646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5018994830625367646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5018994830625367646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5018994830625367646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/i-encontro-de-blogueiros-progressistas_08.html' title='I Encontro de Blogueiros Progressistas no Paraná'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-1113025625478999001</id><published>2010-09-07T12:46:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T13:39:24.918-03:00</updated><title type='text'>Sobre questões locais (Ou: analisando dados)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora more aqui no litoral do Paraná e goste de política, não estou engajado na política local. No entanto, tenho amigos que estão. Ouço suas ponderações e comentários. Alguns geram boas reflexões, como a que pretendo fazer hoje. Na disputa para deputado estadual há dois candidatos, de Paranaguá, que reivindicam a bandeira de representar o litoral. São eles Roque e Alceuzinho. O que escrevo, é inspirado pelos comentários desses amigos. Como não há pesquisa de opinião para deputado, vou tomar seu feeling como termômetro mais ou menos correto do cenário eleitoral. Segundo dizem, Alceuzinho é bem mais forte que Roque. Roque, por sua vez, tem seu rincão eleitoral de votos. Paranaguá, dizem, tem “força” suficiente para eleger, sozinha, um deputado. São dados objetivos e o simples encadeamento de tais dados faz com que sejam tecidas análises de que Alceuzinho se elegerá. No entanto, fazer esse encadeamento lógico trata-se de um erro primário. Nas eleições legislativas, há que se levar em conta outros fatores. Fui buscar os dados para lastrear o ponto que quero demonstrar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, entrei no site do TSE, &lt;a href="http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, para buscar dados sobre suas candidaturas. Alceuzinho, ou Alceu Maron, pertence ao PPS, que não tem coligação e vai ao pleito sozinho, concorrendo sob o número 23.333. Roque, ou Mario Roque, vai ao pleito filiado ao PMDB, que por sua vez compõe coligação junto com PT, PDT, PR e PC do B, e concorre sob o número 15.456. Também fui pesquisar dados sobre o estado do Paraná. Segundo consta, &lt;a href="http://www.tre-pr.jus.br/internet2/eleicoes2010/index.jsp?modelo=eleicoes2010"&gt;aqui&lt;/a&gt;, o Paraná conta com 54 cadeiras no legislativo estadual. Descubro também, &lt;a href="http://www.tre-pr.jus.br/internet2/publicacao/ver_download_lista/mostrar.jsp?tipoSigla=INTER_CE1&amp;amp;modelo=tre&amp;amp;id=1275854979006"&gt;aqui&lt;/a&gt;, dados (muito interessantes!) sobre o eleitorado paranaense. Pelos dados oficiais do TRE-PR, o Paraná conta com 7.601.553 (7 milhões e 600 mil) eleitores, dentre os quais 98.008 estão em Paranaguá. Parece que Paranaguá teria a tal força, não é mesmo? Vamos aguardar, que demonstrarei por que esse argumento está errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abre um&amp;nbsp;parênteses&amp;nbsp;muito importante para explicar como funciona a eleição. No sistema eleitoral brasileiro, não basta ter uma boa votação ou ser o preferido do povo. Depende-se de outros fatores. Muitas vezes, quem tem menos votos, se elege. Como? Deixe-me explicar. Nem preciso dizer que tudo que estou falando é a respeito das eleições legislativas, né? Pois bem. A eleição não é majoritária (o mais votado vence), mas proporcional. Vou explicar em termos objetivos. Embora as pessoas acreditem que estão votando em candidatos, elas estão votando nos partidos. Lindo isso, não? Sério, é uma coisa realmente bonita. No Brasil, quem elege o deputado é o partido ou coligação (por isso, inclusive, o STF decidiu pela “implementação” da fidelidade partidária). Após apurados todos os votos, e se jogarem no lixo os brancos e nulos, que não servem para nada, obtém-se o quociente eleitoral, que é a divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. O quociente eleitoral é o número mágico. Os partidos que atingirem esse número têm direito a eleger um deputado. Vamos trabalhar com os dados puros (totais) do estado do Paraná. São 7.601.553 votos paranaenses, divididos pelas 54 cadeiras da assembléia legislativa, que totaliza 140.769 votos como quociente eleitoral. É evidente que, na prática, o quociente eleitoral é bem menor, dado o número de abstenções e de votos branco e nulo. Nesse exemplo hipotético, cada partido ou coligação que atingisse 140 mil votos elegeria um deputado; se o partido atingisse 280 mil votos, elegeria 2 deputados; se fizesse 420 mil votos, elegeria 3 deputados, e assim por diante... (a coisa complica quando "sobram" cadeiras, mas esse não é tema de hoje. Uma boa e didática explicação sobre isso pode ser encontrada &lt;a href="http://www.tre-sp.gov.br/eleicoes/2004/quociente.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). A questão é: não é preciso o sujeito, em si, obter todos esses votos, mas sim o partido/coligação, e por isso é essencial estar num bom partido. Para se eleger, são fundamentais duas coisas: estar em um bom partido, que obtenha uma boa votação, para eleger vários deputados, e assegurar que o candidato se posicione bem dentro da lista do partido. Embora não usemos esses termos, o voto em lista aberta já existe no Brasil. É ele que praticamos a cada eleição. Votamos no partido, e o que fazemos, ao escolher algum candidato, é ordená-lo dentro da lista do partido, como seu preferido. Os candidatos ordenados acima, na lista do partido, são os que obtêm mandato. Salvo raras exceções, de candidatos que conseguem se eleger com votos próprios em qualquer partido que estejam, todos precisam dos votos do partido para conquistar o mandato. Por isso, eventualmente, um candidato A que teve menos votos que B pode se eleger enquanto B, que teve mais votos que A, não se elege. Depende de seu partido e coligação. Isso soa estranho? Acha que estou falando sobre exceções, um cenário possível matematicamente mas que nunca acontece? Se acha isso, se surpreenda, pois é algo que acontece em absolutamente toda, toda eleição para o legislativo brasileiro (&lt;a href="http://www.fetraconspar.org.br/eleicoes_2006/dep_estadual.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;, uma tabela interessante, que mostra os eleitos para a assembléia em 2006 com menos votos do que muitos que não foram eleitos). É uma característica própria desse sistema. Ia dar um exemplo hipotético, mas acho que a ilustração vai ficar melhor com os candidatos reais. Para isso, antes, vamos voltar ao passado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo a tradição de que devemos olhar para o passado para enxergar o futuro, fui buscar dados sobre a última eleição para deputado estadual. No site do TRE-PR, a área sobre as eleições de 2006 está com o link quebrado, então tive que apelar a outras fontes. Através do Google, encontrei os dados que buscava no site do G1, portal de notícias da Rede Globo (taí um bom tema de debate: instituições privadas funcionando melhor do que instituições públicas). Segundos dados, &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Eleicoes/0,,AA1305963-6301-2612,00.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, em 2006, o PPS, coligado ao então PFL, conseguiu eleger 3 deputados estaduais (o companheiro de chapa elegeu 6). O PMDB, sem coligação, elegeu 17. A&amp;nbsp;coligação&amp;nbsp;encabeçada pelo PT elegeu 9, sendo 7 do partido. Se totalizarmos ambos, chegamos a 26.&amp;nbsp;Também achei dados, &lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/conteudo.phtml?id=814973"&gt;aqui&lt;/a&gt;, das últimas eleições municipais em Paranaguá, em 2008, na qual, coincidentemente, Alceuzinho e Roque se enfrentaram. Resultado? Roque obteve&amp;nbsp;23.376 votos,&amp;nbsp;enquanto&amp;nbsp;Alceuzinho amealhou&amp;nbsp;15.930. O vencedor, Baka, teve&amp;nbsp;30.981 votos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos trabalhar com essas bases, e algumas tendências já demonstradas pelas pesquisas de opinião, para analisar o cenário atual. Vamos partir do pressuposto que quem votou em Roque ou Alceuzinho para prefeito não mudará seu voto. Ainda que consideremos, uma hipótese um tanto utópica em termos práticos, que todos votos de Baka fossem tranferidos para Alceuzinho, ele iria a algo em torno de 45 mil votos. Mais do que Roque. Parece que poderia se eleger? Pois bem, e o coeficiente eleitoral, hein? O PPS está sozinho, não tem outros partidos para ajudar a amealhar votos, nem um "puxador de votos", como se chamam políticos célebres que elegem eles próprios e mais uns tantos só com seus votos. Alceuzinho teria todas condições de ser muito bem colocado dentro de seu partido, mas... mas seu partido não tem cacife eleitoral para eleger um deputado. Ainda que Alceuzinho esteja apoiando Beto Richa, o apoio é informal. Eles estão em coligações distintas, que contarão seus votos separadamente. Se o PPS estivesse na coligação de Richa, o cenário mudaria muito positivamente para Alceuzinho, lhe dando possibilidades de se eleger. Mas não é o caso. Agora vejamos o outro lado. Roque é mais fraco que Alceuzinho. Vamos assumir essa análise como verdadeira. Mesmo assim, tem mais chances de se eleger por causa de sua coligação. Os dados de 2006 já indicam uma&amp;nbsp;predominância de PT e PMDB. Agora estão unidos, e ainda reforçados pelo PDT que tem o candidato ao governo. Sem dúvidas, a coligação estadual deste ano com perspectivas de eleger mais deputados. As pesquisas de intenção de voto ainda indicam que, afora os dados do passado, existe uma tendência de alta da ala governista. O PT deve bater seus próprios recordes. E, embora eu goste do PT, isso não é torcida; são dados. O desafio de Roque&amp;nbsp;é posicionar-se bem dentro da concorrida lista do partido. Se conseguir isso, está eleito. Seu problema é o oposto ao de Alceu, que é bom dentro partido mas cujo partido não deve atingir o quociente eleitoral.&lt;br /&gt;Vamos agora àquele exemplo que eu ia dar. Vamos imaginar um cenário, só pra se ter uma idéia do que pode, palpavelmente, acontecer. Digamos que Alceuzinho tenha os hipotéticos 45 mil votos que&amp;nbsp;atribuímos&amp;nbsp;a ele e Roque obtenha os mesmos 23 mil da última corrida pela prefeitura (esses números são puramente hipotéticos, para ilustração). Alceuzinho obteria, nessa hipótese, quase o dobro de Roque. Mas lembram-se que a eleição não é majoritária? Vamos imaginar que o PPS de Alceuzinho obteve, no total do partido, 100 mil votos. Para fins didáticos, estamos trabalhando com o quociente eleitoral do total do eleitorado paranaense, que é 140 mil votos. Logo, o PPS não teria direito a eleger nenhum deputado, a despeito da votação de Alceuzinho. Enquanto isso, vamos imaginar que a coligação de PMDB-PT-PDT, à qual&amp;nbsp;Roque pertence, tenha obtido, após todas etapas da apuração e contagem das cadeiras, com aquele esquema complexo que está explicado no link anterior, obteve o direito às mesmas 26 cadeiras que conquistou na última eleição. Será realizado uma lista dos 26 candidatos mais votados dentro dessa coligação (e não nas eleições gerais), e serão este que terão o direito a assumir a vaga de deputado. Agora imaginemos uma situação muito comum. Desse recorde de votos que a coligação conquistou, mais da metade veio dos dois ou três primeiros, mais famosos. A partir do quinto, o percentual de votos dos candidatos vai caindo e se "banalizando". Se Roque tiver ido bem em comparação a seus adversários de chapa, pode perfeitamente ficar entre os 20 mais votados. Por causa do quociente partidário, estaria eleito, mesmo com metade dos votos de seu adversário. Interessante nosso sistema, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso vai acontecer?&amp;nbsp;Muitíssimo&amp;nbsp;provavelmente não com esses números pois são apenas um exemplo, uma ilustração. Mas é essa tendência que o cenário aponta: Roque com bem mais chances de se eleger, ainda que mais fraco, devido a coligação, do que Alceuzinho, cujas chances de eleição são pequenas devido ao mesmo fator. Claro que posso estar errado, claro que Alceuzinho pode se eleger. Matematicamente, tudo pode acontecer, mas estou fazendo uma análise fria e não partidária dos dados  (não tenho nada a ver com nenhum deles). Sei que o próprio Alceu deve ter alguém na campanha que já lhe deu&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;disso. Ao menos, espero que tenha, senão seria muito amadorismo. É obvio, também, que analises do&amp;nbsp;gênero&amp;nbsp;não são tornadas públicas, afinal, há que se passar a imagem de vitória, que mobilizar a militância. Mas penso que, estratégicamente,&amp;nbsp;não adianta negar a realidade. Aceitar as limitações, como o fato de ter um partido/coligação ruim de votos, é o primeiro passo para construir estratégias para se contornar as limitações.&amp;nbsp;Aí entra uma reflexão pessoal sobre meu ser. Não consigo ser o sujeito que nega a realidade e vai para as ruas dizer que "nosso candidato vai ganhar". Sem deméritos a quem o faz; esse é o papel dos militantes. Papel importante e fundamental numa campanha, mas que não o meu. Encaixo-me melhor em um papel estratégico, de quem analisa os cenários e, sem negar as limitações, traça as estratégias para contorná-las, dizendo para as pessoas se mobilizarem. Sem deméritos, apenas uma questão de papéis. Para encerrar, vale ressaltar o significado de uma candidatura. Não se candidata apenas para se eleger, isso é sabido.&amp;nbsp;Candidaturas podem ter as mais diversas motivações, objetivos e resultados.&amp;nbsp;O sucesso de uma candidatura, portanto, deve ser considerado levando em conta seus objetivos.&amp;nbsp;Uma candidatura pode ser para preparar terreno, para futuras eleições. Pode ser para conquistar espaço, seja interno, no partido, seja junto ao eleitorado. Pode ser para depois reivindicar cargos, fisiologicamente. Ou pode ser para levantar e defender bandeiras, ideologicamente. Há muito por detrás de candidaturas e não somente a eleição. Esta é apenas a esfera aparente das relações estruturais de poder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-1113025625478999001?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/1113025625478999001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=1113025625478999001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1113025625478999001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1113025625478999001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/sobre-questoes-locais-ou-analisando.html' title='Sobre questões locais (Ou: analisando dados)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2482701905220550334</id><published>2010-09-07T01:25:00.005-03:00</published><updated>2010-09-07T02:02:33.849-03:00</updated><title type='text'>Considerações sobre o comício de Osmar Dias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia 06 de setembro, houve aqui em Matinhos um comício de Osmar Dias, que incluiu Gleisi Hoffmann, Orlando Pessutti, entre outros. Requião, cuja agenda no site oficial marcava comparecimento, não apareceu. Como estudante de comunicação e com olhos analíticos, tenho algumas considerações a tecer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessante observar algumas estratégias de comunicação. Uma delas, o fato de ter muitas, muitas pessoas, devidamente identificadas, portanto e agitando bandeiras. Realmente muitas, até ostensivamente. Há duas interpretações possíveis, que variam conforme a pessoa. Uma positiva, de fortalecer a marca, que a campanha estaria forte. Outra negativa, que passaria a imagem da necessidade de fazer campanha ostensiva. É variável. Pude observar algumas pessoas que estavam à paisana, mas se dedicavam a também agitar bandeiras. Creio que também eram contratadas, mas estavam à paisana. Se isso for fato, é uma estratégia muito boa, pois passa a imagem que as pessoas também estão engajadas, pegando e agitando bandeiras. Isso leva outras pessoas, realmente público, a também aderir à prática. Psicologia básica. Ponto positivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em marca, me lembro de falar da marca de Osmar. É seu nome, Osmar, escrito em laranja e verde, com uma divisória em linha horizontal, coisa mais do que básica feita no photoshop. O fundo varia, às vezes branco, mas quase sempre também num outro tom de laranja. O laranja predomina. Agora entro numa seara da qual me interesso mas não tenho domínio pleno (alguns amigos o têm): a semiótica. Minha análise: o&amp;nbsp;predomínio&amp;nbsp;da cor laranja remete à agricultura, às plantações. Osmar é notoriamente ligado ao setor&amp;nbsp;agrícola. Aqui, minha crítica à Osmar é a mesma que faço a Marina Silva. Quando o candidato jé é identificado a determinado setor, não há absolutamente nenhuma necessidade de se reforçar essa imagem. O que o candidato precisa é mostrar que domina também outros assuntos e, até em certa medida, dissociar-se daquela imagem para não ter cara de candidato de discurso único (estou falando do executivo; para o legislativo, o discurso único funciona). Portanto, assim como não faz sentido Marina Silva falar sobre ecologia (todo mundo sabe que ela é a candidata da ecologia), não faz sentido Osmar falar sobre agricultura (todo mundo sabe que ele é da agricultura). Ele tem sim que exaltar seu curriculo. Não há demérito nisso. Mas não se prender a somente um discurso, até mesmo em sua logo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em discurso, vamos entrar numa seara que gosto, análise do discurso. Discurso, não da fala, mas dos atos e atitudes (estes também são discursos). O comício foi realizado aqui em Matinhos na segunda-feira, dia 06, véspera do feriado de 7 de setembro. O que isso diz? Qual a mensagem que passa? Ora, que o povo do litoral não importa. O comício só é realizado na véspera do feriado, quando a cidade está lotada de turistas. É a esse público, conjuntamente, que se quer atingir. Se eu fosse o coordenador de comunicação da campanha não faria diferente, afinal, tem-se que garantir público no comício e se puder matar dois coelhos de uma vez, melhor. Mas que esta é a mensagem que passa, é. Mas, sejamos sinceros, o grande povo não compreende isso. Então sigamos em frente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra ferramenta de comunicação muito interessante é algo que já havia visto antes, mas nunca comentei. Não sei exatamente como se chama, mas existe "posters" em tamanho real, do Lula, feitos em um papelão duro. Daqueles que existem com famosos. As pessoas podem se achegar a eles e tirar fotos, tal como se fosse o sujeito real. E por que isso é uma ótima ferramenta de comunicação? Nada a ver com Osmar, mas reifica a imagem de Lula como um astro, um ser superior, um mito. Ótima ferramenta para esses objetivos.&lt;br /&gt;Mas vamos ao ato em si. Carros de som passavam pelas ruas, anunciando o troço para as 6 da tarde. Na agenda dos candidatos na internet, marcava 8 e 8:30. Coitado de quem não tem internet e acreditou no carro de som, né? Ficou esperando... Tudo bem que existe o pressuposto do atraso, mas... O ato foi montado em parte da praça central, que dá para a avenida Maringá. Na praça, em si, existiam um monte de barraquinhas e talz, das&amp;nbsp;comemorações&amp;nbsp;do feriado de 7 de setembro, creio eu (se não isso, alguma festa local). Uma coisa se imiscuiu na outra. Não é lá muito ético, mas uma boa jogada. Fui às 8:00, e tinha pouca gente. Voltei pra casa, visto que moro a cerca de quatro quadras apenas (uns 8 minutos, a pé).&lt;br /&gt;Retornei próximo de 9:00. Um deputado qualquer falava, anunciando os demais. Cheguei na hora certa. Gente, um pouco mais que antes, mas nem tanto. Não há muito o que comentar nesse quesito. Ou melhor, há. O nome de Requião não foi citado uma vez sequer. Osmar, Pessutti, todos, falavam "nossa coligação, Dilma, Gleisi e Osmar." Ignoravam solenemente Requião. Osmar, ao dizer que continuaria com o programa do leite (para os pobres, algo assim, não sei direito), referiu-se ao "governo do Pessutti". Requião não foi sequer citado, uma vez sequer. Ele não está na campanha, e isso me deixa ainda mais leve e livre, quanto aos presentos compromissos que haveriam. Achei uma postura muito ruim.&lt;br /&gt;Osmar, em si, detém uma postura ruim. Quando disse que Dilma se elegeria e que "nós somos a única candidatura que pode entrar pela porta da cozinha, para trazer recursos ao Paraná" filiou-se a uma idéia de malandragem, de corrupção. Ainda que a realidade seja assim, penso que certas (com)posturas devem ser mantidas. Negou, naquele instante, todas as vias institucionais que garantem a relação união-estado, quaisquer que sejam os governantes. Política pequena, essa que ele propõe.&lt;br /&gt;Meu voto vai se consolidando. Ou melhor, meu não-voto vai se consolidando. Em Osmar, definitivamente não votarei. Ele não consegue dizer uma frase sem que, para mim, soe falsa ou hipócrita. Como já escrevi, a união de Lula com Sarney e Collor é justificável, pois dos outros tempos para hoje, mudou o mundo e muitos rios já correram pelas pontes, mas a união com Osmar Dias, para mim, não é justificável, ainda que eu saiba que política se faz com pragmatismo e alianças. Mas pense bem, eleger um Dias novamente para o Paraná é colocar o Paraná no atraso. É o mesmo pessoal que está aí, desde há tempos. Richa, bem ou mal, é algo novo. Não que o novo, em si, seja bom. Rodrigo Maia e ACM Neto são "novos" mas jamais sonharia em votar neles. Richa, no entanto, representa algo mais ou menos novo, que ainda não se demonstrou, efetivamente, nem ruim nem bom. É justo lhe dar uma chance. Desculpe-me meu amigo Carlos, e seu parentesco êmedebista, desculpem-me meus amigos socialistas, que querem derrotar o tucano só por ser tucano (não consigo pensar assim), mas, apesar de ser petista, em Osmar não voto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2482701905220550334?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2482701905220550334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2482701905220550334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2482701905220550334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2482701905220550334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/consideracoes-sobre-o-comicio-de-osmar.html' title='Considerações sobre o comício de Osmar Dias'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5867161865450742038</id><published>2010-09-06T15:46:00.001-03:00</published><updated>2010-09-06T16:50:39.992-03:00</updated><title type='text'>O Twitter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ultimamente, tenho usado muito o twitter. Bem mais que antigamente, no começo. Aderi realmente a isso. É interessante usá-lo (também) como o que é em sua definição, ou seja, um micro-blog. Por vezes, comentários que não renderiam um post aqui, no blog, faço e registro no micro-blog. O twitter também tem outras funções e usos, além desse, claro. Mas o que penso a respeito do twitter não mudou, essencialmente, desde antes de começar a usá-lo. E o que penso a respeito? Um artigo que beira a perfeição sintetiza muito bem isso. Considero uma primorosa análise do que é o twitter. Não costumo aqui, nesse espaço, reproduzir conteúdo. Prezo pela quase exclusividade da produção própria, mas esse merece, pois eu concordo plenamente com ele. Foi escrito num contexto específico que envolvia Aloizio Mercadante e uma crítica ao PT e é necessário ao leitor entender esse contexto, ou, se não entender, relevá-lo, pois não é o principal, a essência da mensagem. Fica a pergunta, para o eventual leitor: o que você acha do twitter? Abaixo, o que é o twitter. Vale a pena ler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;*****&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="title"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Por que o Twitter é de direita&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mauro Carrara&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Raras vezes o revés se exibiu tão instrutivo. E o senador Mercadante, do partido mudo, merece gratidão por nos oferecer incrível lição de como torrar a própria imagem diante da opinião pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Depois da tarde das garrafadas invisíveis, em que a bancada do partido mudo quis converter-se em madame girondina, Mercadante utilizou-se do microblog Twitter para anunciar, em caráter irrevogável, sua renúncia à liderança do PM na Câmara Alta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O sol deitou, voltou, deitou e Mercadante resolveu pisar atrás, anunciando, pelo mesmo Twitter, sua desistência de desistir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E uma onda de indignação hipócrita e seletiva passou como tsunami sobre a praia governista. Foram muitas as vítimas. Estava posta a carniça aos abutres. Folha de S. Paulo e Estadão, por exemplo, lambuzaram-se das tripas do bigodudo parlamentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Do episódio neodantesco, ficaram três lições: 1) O partido mudo não sabe o que é o Twitter; 2) Os parlamentares do partido mudo utilizam essa e outras ferramentas de maneira imprópria e irresponsável; 3) A&amp;nbsp; direita nada de braçada nessa lagoa da comunicação interativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Deu pena do incauto Mercadante. O tal perfil da Juventude do DEM, a mesma que utilizou o Twitter para engrossar o coro de “Fora Sarney”, divertiu-se à vontade em cantigas de maldizer, levantando hordas de playboys para espezinhar o pobre líder mudista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O meio é a mensagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Assisti a uma palestra de Marshall McLuhan há uns 5 mil anos, na Universidade de Wisconsin, numa época em que meu Inglês não era lá essas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mas peguei o básico, sem grandes problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Neste momento, vem à memória o trecho da preleção em que o canadense falava sobre sua teoria de que “o meio é a mensagem”, conceito que na época eu não compreendia muito bem, e continuei sem compreender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Agora, contudo, tudo faz muito sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mercadante e o partido mudo nem desconfiam do impacto sensorial das novas mídias. Presos à ideologia e ao conteudismo, não percebem que os meios de comunicação se constituem em extensões humanas, nas tais&amp;nbsp; próteses técnicas capazes de determinar padrões de comportamento e reconstruir discursos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Twitter é exemplo claro da importância do meio na conformação da conduta do usuário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mais do que o Orkut, por exemplo, que é sucesso entre os brasileiros de todas as classes sociais, o Twitter tem em sua engenharia interna a inspiração do modelo personalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Serve, portanto, de modo perfeito, à construção de púlpitos para gurus. É da pessoa e não do tema, estabelece uma hierarquização no tráfego de informação e copia os modelos verticais de gestão corporativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Orkut, por exemplo, é campo aberto de batalha e debate. Ali, os famosos e poderosos têm medo de se expor. Equivale a se apresentarem no meio da multidão, em praça pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Por conta das características do meio orkutiano, as pequenas legiões leonídeas da esquerda organizada destroçam facilmente as gordas falanges do mainardismo virtual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Twitter, ao contrário, enfatiza o emissor e exclui o intercâmbio dinâmico de ideias. Não há corpo a corpo e, por conta das condições do campo de batalha, a quantidade pode vencer a qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Vale dizer que o Twitter funciona no campo da comunicação declaratória. Não trabalha com base na argumentação e na exposição racional do pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No Twitter, as personalidades têm o que o sistema chama de “seguidores”, característica que fortalece um padrão de falsa interação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Um tema dromológico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Cada tweet (mensagem) tem que se limitar a 140 caracteres. Assim é a coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;É fácil pedir “Fora Sarney” nessa tecladas mínimas. Mas é difícil explicar que o presidente do Senado está por aí há 45 anos, que a bronca tucana é oportunista, que Arthur Virgílio é um bandalho e que o movimento midiático faz parte de um projeto de desestabilização do governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Twitter é ótimo para gritar e exigir cabeças. É péssima ferramenta para qualquer advogado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Curiosamente, o Twitter no Brasil é utilizado majoritariamente por homens paulistas e cariocas, na faixa de 20 a 30 anos, a maior parte deles com ensino superior. A agência Bullet, que coletou os dados, mostra que 60% dos twitteiros são considerados formadores de opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No total, 51% dos usuários valorizam os tais perfis corporativos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Cabe destacar que o Twittter se casa perfeitamente com o modelo de comunicação veloz da juventude. É um SMS da Internet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A informação é rala e muitas vezes codificada. O importante é estar “em contato”, integrado, saber um pouco, talvez quase nada, mas de muitos. Também é preciso mostrar-se vivo, disparando a mensagem, mesmo que irrefletida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Twitter faz parte do arsenal das bombas informáticas, às quais faz referência o filósofo Paul Virílio, pessimista mas sabido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como instrumento de controle e alienação, a ferramenta já se converteu em arma poderosa do que se convencionou chamar de “direita”, considerado aí o termo conforme a brilhante conceituação de Norberto Bobbio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Em seus estudos, Virílio alerta para a supervalorização da velocidade na sociedade tecnológica contemporânea. Segundo ele, perdemos o valor mediador da ação em benefício da interação imediata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O pensador, que bem avaliou os elementos simbólicos da guerra, afirma que a velocidade divinizada reduz drasticamente o poder de atuação racional e estabelece uma conduta de reação, muitas vezes automatizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Por isso, o Twitter tem menos interesse no pensamento estruturado que no jogo rápido das reações. Assim, vem sendo utilizado com sucesso no fortalecimento de marcas, agregando “seguidores” por categorias definidas pelos profissionais de marketing.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Razões éticas ou morais podem afastar as esquerdas do Twitter. A esquerda não se contenta (e não sabe se contentar) com 140 caracteres e historicamente não tem gosto pela velocidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os esquerdistas de raiz libertária, em especial, valorizam a dialética e a comunicação multidirecional, em que a igualdade de direitos faz emissores e receptores trocarem de lugar a cada passo da valsa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O partido mudo e alguns setores decrépitos da esquerda são casos à parte. Praticam, há tempos, certo neoludismo fanático e tolo. Noutras ocasiões, a inépcia marca o uso das novas armas-meio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Como já estive por aqueles lados, posso assegurar que os vietnamitas não se valeram apenas de zarabatanas e armadilhas de caça para vencer a maior potência bélica do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Twitter é de direita, hoje. Mas não precisa ser para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Disponível em:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=1370"&gt;http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;amp;pid=1370&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5867161865450742038?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5867161865450742038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5867161865450742038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5867161865450742038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5867161865450742038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/o-twitter.html' title='O Twitter'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4417457959158636794</id><published>2010-09-05T11:23:00.002-03:00</published><updated>2010-09-05T12:55:06.254-03:00</updated><title type='text'>Prisão perpétua: ignorância ou má-fé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, assistindo ao horário eleitoral, vejo um sujeito chamado Delegado Braddock. Em seus rápidos segundos de televisão, diz defender a prisão perpétua para traficantes, pois são eles o mal da sociedade, que geram outros crimes, blábláblá. Lembrei-me de algumas das aulas de ciência política. Na Constituição Federal, existem certas cláusulas que são chamadas cláusulas pétreas. Pétrea, em latim, significa "de pedra". As cláusulas pétreas da Constituição não podem ser objeto de deliberação, ou seja, não podem ser modificadas sob nenhuma circunstância, nem se houver unanimidade do Congresso Nacional. As cláusulas pétreas só podem ser modificadas com outra Constituição, que por sua vez, só pode ser feita em momentos de ruptura institucional, tal qual uma revolução. Uma das cláusulas pétreas da nossa Constituição, é a que diz respeito à prisão. Vale citar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;blockquote&gt;Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;XLVII - não haverá penas:&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;b) de caráter perpétuo;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;c) de trabalhos forçados;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;d) de banimento;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;e) cruéis;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O item b, do inciso citado, deixa isso muito claro, não? Não se trata se gostar ou não, de achar que poderia ser bom ou não. O pessoal em 1988 fez assim, e não pode ser modificado, jamais. Ponto. Pelo menos até que ocorra uma revolução, um golpe, ou algo do gênero. Simples. Então pergunto-me: o que é um sujeito que defende algo que não pode ser feito? Ele exala um discurso de legalidade (defendendo leis contra criminosos, e até mesmo no "delegado" de seu nome), logo, não está defendendo um golpe ou uma revolução. Ou se trata de&amp;nbsp;ignorância&amp;nbsp;ou de má-fé. Em nenhuma das duas hipóteses, merece um voto sequer. Ou é um ignorante que não sabe o que fala ou quer iludir o eleitor para roubar votos daqueles que acreditem nele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então me surge um questionamento. Se nós, dentro da&amp;nbsp;academia, muitas vezes não temos conhecimento de coisas assim, é evidente que o espectro geral da população também não sabe. E isso não é demérito. Eles não têm nenhuma obrigação em sabê-lo. A questão é: uma vez que é bem evidente que o referido sujeito prega uma mentira irrealizável (diz que irá defender essa proposta, mas ela não pode ser defendida), não deveria o Estado tutelar essas questões, para o bem do povo, impedindo que o mesmo seja enganado? Para mim, o Estado deveria impedir que se dissessem mentiras tais como essa, que podem levar o eleitor a erro. O Estado deve cuidar de seus cidadãos, inclusive em questões como essa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: para fundamentar minha escrita, fui pesquisar sobre o item constitucional que trata sobre a prisão. Encontrei um artigo que trata sobre a inconstitucionalidade da proposta de prisão perpétua. Vale ser lido, &lt;a href="http://www.direitonet.com.br/blog/exibir/70/A-PEC-da-prisao-perpetua"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4417457959158636794?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4417457959158636794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4417457959158636794&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4417457959158636794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4417457959158636794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/prisao-perpetua-ignorancia-ou-ma-fe.html' title='Prisão perpétua: ignorância ou má-fé'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2130981783132531963</id><published>2010-09-04T19:06:00.001-03:00</published><updated>2010-09-06T16:47:05.700-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de ego (Ou: pessoas que falam de si)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que de vez em quando um pouco de ego é bom e não faz mal algum. Alguns colegas já disseram que sou arrogante. Não acho que seja verdade, mas muitos acham. Uma vez ouvi um conselho que pregava: diga “tá, sou sim, e daí?”. Dizia este conselho que quem fala sobre arrogância é por que não tem outros argumentos. Ser ou não arrogante é uma questão subjetiva e, portanto, não poderá nunca ser comprovada nem negada; para quem te acha arrogante, nada há a fazer, o melhor é se assumir como tal e perguntar: que outros argumentos você tem? Acho essa tática muito boa para o debate político ou intelectual-acadêmico (contexto em que foi enunciado), mas nas relações pessoais as coisas funcionam de maneira diferente. Mas não é esse o tema de hoje. Geralmente não faço isso, hoje quero falar de mim e massagear meu ego. Ainda mais arrogante do que você já é, Márcio? Pois é. Embora passe essa imagem, por não ter problemas em assumir naquilo em que sou bom, sou humilde. Cristianamente humilde. Realmente creio na humildade cristã, como um dos fundamentos da fé, e a pratico, melhor do que muitos. Mas vejo a arrogância todo dia, nas pessoas. As pessoas que falam de si. Este é o tema de hoje. Em parte, talvez, seja por minhas dificuldades na construção de relacionamentos, mas não costumo falar sobre mim. Tenho exercitado isso, tentado falar mais, mas ainda não consigo, do nada, começar a contar algo a respeito de mim para exemplificar daquilo que se está falando. As pessoas fazem muito, muito isso. Muitas vezes não suporto. Quando vejo alguém começar a falar de si, sem parar, não consigo aguentar. Às vezes dá vontade de dizer o que considero, mas temos (e é saudável que tenhamos) posturas socialmente corretas, civilizadas. Acho arrogância o sujeito que, no meio de qualquer conversa, começa a contar de suas experiências pessoais sobre o assunto. Falar de suas opiniões, tudo bem, mas não de si. Parte-se do pressuposto que ninguém quer saber, certo? Eu exercito isso, mas não é isso que as pessoas fazem. Falando assim, até parece que não gosto de ouvir as pessoas. Isso não está correto. Não gosto de ouvir pessoas arrogantes, que falam de si para todo mundo, mas sou um ótimo ouvinte. Sou um ótimo ouvinte, e realmente gosto de escutar as pessoas, que tenham algo a dizer, para mim, não para todos. Algumas poucas pessoas podem comprovar o que digo, e não me importa se muitas não concordarão. Sou, nesse sentido, muito particularista, por assim dizer. Falo sobre mim quando as pessoas perguntam ou demonstram interesse. E por não agir como a maioria age, em suas arrogâncias, passo a imagem de ser fechado, o que também não é correto. Mas às vezes me ocorre de falar sobre mim. Quando falo, é engraçado, há sempre um movimento que se opõe a isso e me tacha com tais rótulos. Um exemplo disso foi cerca de três semanas atrás. Enviei um vídeo para o youtube, um recorte que satirizava José Serra a partir de um trocadilho dito por ele no horário eleitoral, que se tornou o mais visto do mundo por três dias, e passou da marca um milhão e meio de visualizações. (particularmente, não considero isso grande feito, mas há gente que leva isso em conta). Comentando com alguns colegas, demonstraram desinteresse em me ouvir falar. Quando falo, sou tomado por arrogante. Engraçado que posso visualizar a mesma situação com outros colegas e vejo reações diferentes. Acho que existe um certo &lt;i&gt;argumentum ad homimen&lt;/i&gt; nisso, que pressupõe um imagem pré-concebida de que sou arrogante. Logo eu, que não sou. E ainda que fosse... Esta é uma questão interessante: em que momento formamos a imagem que vai definir e pré-conceber as futuras imagens e reações em nosso entorno? Pois sempre agimos baseado em pressupostos de imagens. Em certa medida, o argumento contra o sujeito é inevitável. Mas será que nunca podemos mudar? Bom, acho que já me perdi em algum momento desse post, que é só mais um daqueles, que não deviam ser publicados. Rsrs. Em essência, o processo de egocentrismo contemporâneo é fruto do processo de individualização da sociedade. Diálogos estão cada vez mais raros, mesmo quando duas pessoas conversam, cada um está preocupado com si, e não com o outro. Isso me incomoda. Não sou assim e tento sempre não agir assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2130981783132531963?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2130981783132531963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2130981783132531963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2130981783132531963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2130981783132531963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/um-pouco-de-ego-ou-pessoas-que-falam-de.html' title='Um pouco de ego (Ou: pessoas que falam de si)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3280856890756769734</id><published>2010-09-04T09:01:00.000-03:00</published><updated>2010-09-06T16:45:08.001-03:00</updated><title type='text'>Mais um post pessoal que não devia ser escrito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha amiga Débora aconselhou outro dia, já umas semanas, “você não deveria escrever sobre tudo que te acontece; só prejudica”. Outra questionou “o que você ganha falando mal dos outros?”. Ambas não se referiam aos posts políticos que foram tema dos escritos mais recentes, mas a outros escritos, mais antigos, em que critico algumas práticas (e) docentes. Não ganho nada falando mal dos outros, exceto o exercício, sempre embasado, de opinar. Gosto dele. Em verdade, não escrevo sobre tudo que ocorre comigo. Apenas algumas coisas que me inspiram posts, me inspiram a escrever. O tema colocado, indiretamente, é uma coisa que já questiono há algum tempo. Qual o campo e o objetivo desse blog? No Encontro de Blogueiros Progressistas, em São Paulo, sempre que passava o endereço de meu blog ia junto uma ressalva “é pessoal”. Depois que fui perceber que o “pessoal” soava como se fosse algo ruim, demeritório, tal como um caderno de confidencias. Sempre me esforcei, às vezes falhamente, para não torná-lo isso. Mas esse blog não se pretende neutro, puramente jornalístico ou político, nem apenas sobre assuntos gerais. Ultimamente têm pululado aqui esses assuntos, em virtude de uma série de fatores, como eles também fazerem parte de minha vida, mas o blog tem um autor e é sobre ele. Mas quais os limites? Também gosto de escrever, por assim dizer, textos jornalísticos. Creio que a indefinição de um público e um perfil exato para o blog pode ser tanto um aspecto negativo, que possa afastar pessoas ou não as conseguir atrair, quanto um aspecto positivo, que as possa atrair. Afinal, estou criando ou constituindo meu próprio estilo. Embora seja um caminho um tanto dúbio, no sentido de que trilho ao mesmo tempo duas estradas diferentes, creio que possa ser um caminho promissor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3280856890756769734?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3280856890756769734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3280856890756769734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3280856890756769734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3280856890756769734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/mais-um-post-pessoal-que-nao-devia-ser.html' title='Mais um post pessoal que não devia ser escrito'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3755951021508864397</id><published>2010-09-03T00:44:00.001-03:00</published><updated>2010-09-03T00:44:00.603-03:00</updated><title type='text'>Compromissos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho curioso ver algumas pessoas se engajando nas eleições, na luta, no eles contra nós. No estilo “vamos nos mobilizar”. Sou essencialmente um intelectual e é como intelectual que escrevo e atuo, não só na academia mas na vida. Um ser pensante. Por isso questiono a quem eu apoio. Dizem “não precisamos de fogo amigo”. Mas não acho que deva reservar as criticas somente aos adversários. Não estou lutando por um partido. Se estivesse, e por estar um dia, certamente adotaria essa posição discursiva. Não é o caso. Meu único compromisso é com o que penso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3755951021508864397?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3755951021508864397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3755951021508864397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3755951021508864397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3755951021508864397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/compromissos.html' title='Compromissos'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2818009832703329497</id><published>2010-09-02T08:47:00.000-03:00</published><updated>2010-09-02T08:47:27.015-03:00</updated><title type='text'>Sobre questões estaduais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito venho enrolando para escrever sobre isso. O que escreverei a seguir, ainda assim, é provisório. Já disse, e costumo repetir: embora seja simpatizante não filiado ao PT, não tenho compromissos ideológicos com o erro. Meu único compromisso é com minha consciência, com o que julgo correto e coerente. Por isso muitas vezes é difícil decidir meu voto. Não sigo simplesmente o partido, pois este também pode errar. No Paraná, a eleição para o governo do estado é ainda mais complexa. Beto Richa é tucano e favorito nas pesquisas. Seu oponente é Osmar Dias, do PDT, apoiado pelo PT/Lula e Requião (que, para quem não sabe, amo). Os demais, nanicos, não têm qualquer relevância. Na teoria, parece simples, mas não é. As relações, por aqui, são mais do que promíscuas.&lt;br /&gt;Osmar hoje apoiado por Lula e Requião é um adversário histórico de ambos. Nas últimas eleições, de 2006, teceu ferrenhas críticas a ambos. Foi além da crítica construtiva e ideológica; eram inimigos. Osmar também é irmão do tucano Álvaro Dias, que dispensa apresentações: é um dos piores crápulas que conheço, que pauta suas ações unicamente por interesses escusos e pessoais, e não pelo bem comum (sim, ainda acredito no bem comum). Não faz a oposição responsável, que, utopicamente, ainda acredito ser possível. Penso que é necessário coerência nas alianças. Não critico alianças que a maioria da "opinião pública" critica, por exemplo, entre Lula e Collor. Entre quando Lula e Collor eram adversários e depois aliados, mudou-se completamente a configuração do cenário. Mudou-se o pensamento, de ambos. Mudou o mundo. É justificável. Mas não seria justificável, por exemplo, uma aliança, hoje, entre Lula e Álvaro Dias, por exemplo. Não existe justificativa para isso. Sei que política tem que ser pragmática, tem que ter alianças, por interesses comuns. Mas algumas são por demais espúrias.&lt;br /&gt;Embora goste de Lula e goste de Requião, não preciso seguir cegamente suas supostas recomendações. Eram inimigos, não eram? Me lembro, ainda hoje, dos humores exaltados de 2006. Não deixarei de gostar de Lula e Requião. Mas sei que em Osmar não votarei. Não voto em Osmar pois acho que um suposto projeto em comum que possam ter estabelecido não é maior do que a história do que se passou. E entre 2006 e hoje não houve uma reconfiguração de cenário que justificaria a mudança de opiniões. Em 2006, Lula já era Lula, o ícone, o grande. E Osmar o criticava. Estarem ambos juntos, hoje, é querer negar o passado recente e dizer para o esquecermos. Não dizem que o povo brasileiro não tem memória? Bom, eu tenho memória. E cobro coerência. Por isso não voto em Osmar. Por isso, e por outras questões. Quais? Dois argumentos, de passagem. Primeiro, Osmar é muito ligado ao setor ruralista; defende interesses de classe muito específicos, que, penso, são legítimos de serem defendidos num parlamento, mas não devem ser contemplados no executivo. Segundo, ele está mais para tucano do que para petista; e ligado à banda pobre dos tucanos, seu irmão Álvaro e cia.&lt;br /&gt;O problema é que seu adversário tampouco é bom. É o tucano Beto Richa. De forma geral, não gosto de tucanos. Não por algum argumento pré-concebido, mas por suas posturas ideológicas, em vários aspectos sobre os quais já escrevi a respeito. Teria muita coisa contra Beto Richa, mas consigo achar com ele mais semelhanças do que dessemelhanças. Richa não é o tucano clássico, do ortodoxismo liberal. Ele representa uma nova era, ao lado de Aécio Neves. Costumo dizer que todo pensamento sectário, seja de direita ou de esquerda, é burro. Não posso concordar com os argumentum ad hominen que vejo por aí, ou seja, argumentos que partem de uma idéia pré-concebida a respeito do sujeito, que dizem que alguém é ruim simplesmente por ser petista ou tucano. Não acho que ser um ou outro faça necessariamente de alguém bom ou mau, embora indique tendências disso. Mas não concordo com o discurso de alguns amigos, e também que leio vida afora, que, por exemplo, os tucanos devem ser derrotados e extintos. Acho que sempre há espaço para todos, e de certa forma é saudável que esses espaços existam; são esses espaços que evitam tencionamentos mais graves. Uma de minhas principais ressalvas quanto aos tucanos é em relação à questões macroeconômicas. Acredito, e a bem-sucedida atuação do governo Lula na crise econômica de 2009 prova isso, que o Estado deve ser ativo e intervir diretamente na economia. Os liberais (tucanos) acreditam que o mercado se regula e o Estado não deve intervir, ou intervir minimamente, com políticas secundárias. Foi essa a atuação de FHC numa crise , menor do que a enfrentada por Lula, que levou o Brasil à falência, literalmente. Mas governador, felizmente, não faz política macroeconômica. Beto Richa não terá, como governador, tal ingerência. Adicionalmente, o fato que Richa tornar-se (e o Paraná junto) uma das estrelas da política nacional não é ruim.&lt;br /&gt;Não gosto mas também não desgosto de Beto Richa. Não me agrada a idéia de votar num tucano. Tampouco me agrada votar em Osmar Dias. Mas de Osmar desgosto. Por tudo que disse, a principio, votarei Beto Richa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2818009832703329497?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2818009832703329497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2818009832703329497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2818009832703329497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2818009832703329497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/sobre-questoes-estaduais.html' title='Sobre questões estaduais'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3055190840740335308</id><published>2010-09-01T04:31:00.001-03:00</published><updated>2010-09-01T04:31:00.227-03:00</updated><title type='text'>Serra e Alckmin</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, Luis Nassif escreveu um artigo, lido &lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/?p=18757"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que discordei. Inferia-se dele, em essência, que Alckmin seria preferencial, uma opção melhor, a Serra. Discordo completamente. Não tenho grandes ou maiores oposições a Serra. Não gosto de seu modelo de gestão, acho o pensamento econômico de seu partido falho. Isso e outras questões me fazem não querer que ele seja presidente. Mas como pessoa, em si, o acho um bom intelectual. Gostei de seu livro “Reforma política no Brasil” (sim, eu li). Já Alckmin não. Alckmin é representante da direita. Seu pensamento, é retrógrado. O marketing tenta vender Serra como de esquerda. Certamente que não é. Mas também é certo que está à esquerda de Alckmin. Entre os dois, para liderar o PSDB, certamente preferiria Serra, pois daria melhores rumos ao partido. Não bons rumos, mas melhores do que os de Alckmin, sem dúvida. Não entendo a “raiva” que a esquerda sente de Serra. (talvez justamente por representar uma opção mais viável, plausível, e, logo, próxima de sucesso). Não compartilho desse sentimento. Apenas o acho, e, principalmente, ao seu partido, ruins.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3055190840740335308?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3055190840740335308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3055190840740335308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3055190840740335308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3055190840740335308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/09/serra-e-alckmin.html' title='Serra e Alckmin'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4717014080869067581</id><published>2010-08-31T17:45:00.000-03:00</published><updated>2010-08-31T17:45:23.327-03:00</updated><title type='text'>“Dilma neles” e o lugar de fala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/TH1nS-CQXSI/AAAAAAAABl0/UZkYIFzo8jg/s1600/SDC17902.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/TH1nS-CQXSI/AAAAAAAABl0/UZkYIFzo8jg/s320/SDC17902.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Semana passada fui a São Paulo, participar do Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Lá, comprei uma camiseta, cuja imagem reproduzo através de uma foto. Ilustrada por uma imagem estilizada de Dilma, da época de militância, trazia a frase “Dilma Neles”. Na volta para casa, fui com ela.&lt;br /&gt;No aeroporto, ao passar pelo detector de metais, a moça do aeroporto que cuidava das checagens me olhou estranhada. Não entendeu. Perguntou “Dilma Néles?”, com ênfase no “Né”. Pensando que ela não havia enxergado a camiseta, a estiquei com as mãos, mostrando. Ela inclinou levente a cabeça, mostrando não entender. Eu disse: “Dilma, candidata à presidência”. Ela respondeu “Sim, eu sei quem é a Dilma, mas... Néles?” Demorei a conseguir explicar. Repeti “neles” batendo com as costas de uma mão na palma da outra, representando o símbolo de choque. Ela repetiu “Néles”, como se fosse um incomum sobrenome. Perguntou: “mas o sobrenome dela é Néles?”. O outro rapaz, ao lado, veio em meu socorro, na explicação. “Neles, nos outros”, disse. Eu completei “Os tucanos querem voltar, então dá-lhe Dilma neles”. Ela entendeu. Talvez tenha faltado na camiseta um ponto de exclamação, é verdade, mas há uma outra questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei das aulas de Análise do Discurso. Colocar aquela camiseta era assumir um lugar de fala que o outro não pode compreender se estiver em outro lugar de fala, se não tiver os mesmos pressupostos do universo representacional no qual o discurso é proferido (acabo de fazer uma salada de Bakhtin, Pechêux, e outros... Haha). Afinal, quem são eles?? É saudável para o debate democrático tratar a questão “nós e eles?”. Achei interessante encontrar alguém que, certamente sem conhecimentos dos signos que fazem da disputa política uma guerra, não consegue conceber o que seriam “eles”, pois, afinal, todos estamos juntos e somos “nós”. A camiseta é excelente, como ferramenta de comunicação, mas talvez não seja como pensamento e discurso. Não somos (ou não&amp;nbsp;devíamos&amp;nbsp;ser) divididos entre nós e eles, pois, afinal, todos somos nós, brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4717014080869067581?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4717014080869067581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4717014080869067581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4717014080869067581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4717014080869067581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/dilma-neles-e-o-lugar-de-fala.html' title='“Dilma neles” e o lugar de fala'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/TH1nS-CQXSI/AAAAAAAABl0/UZkYIFzo8jg/s72-c/SDC17902.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-120751677548216133</id><published>2010-08-30T18:41:00.000-03:00</published><updated>2010-08-30T18:41:56.255-03:00</updated><title type='text'>Dilma e as mulheres (Ou: As mulheres são invejosas)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pesquisas mostram que um dos últimos campos que Dilma conseguiu penetrar é entre o eleitorado feminino. Tem avançado e já está na frente, mas entre o eleitorado masculino as intenções de voto são consideravelmente maiores. Tenho uma boa explicação para isso. Conversando e escutando muitas amigas, que não votarão nela, ouço sempre comentários como “aquela mulher…” e segue algum adjetivo, inculta, masculinizada, etc (apenas argumentos racionais que referendam o sentimento subjetivo, e mesmo inconsciente). O interessante é a identificação da pessoa como “mulher”. Não vejo falar de Lula ou mesmo de Serra como “aquele homem”. O que percebo, e posso estar errado, é que as mulheres são invejosas. Elas sentem ciúmes, inveja pela posição aquela outra mulher está ocupando. A despeito de toda evolução do feminismo, elas não pensam como classe; pensam como indivíduos, isolados, e egoístas. E sentem inveja. Principalmente por que Dilma é uma mulher “comum”. Mais ou menos como Lula. Não é alguém que “se preparou a vida inteira para ser presidente”, como Serra gosta de falar de si próprio, mas alguém que viveu sua vida, casou, separou, teve uma filha, teve um negocio, estudou, trabalhou e conquistou seu espaço. Foi descoberta por Lula e tem agora sua chance. É uma mulher comum, que poderia ser qualquer uma de nós, mais ou menos como Lula. Não há grandes atipicidades em sua vida. Mas essa relação se processa de forma bem diferente. Os homens pobres, os trabalhadores, olham para Lula e se enxergam nele. Sentem-se felizes e contemplados, realizados, pois eles estão lá com Lula, eles são o Lula, e Lula está lá por eles. As mulheres não pensam assim, não pensam no campo que está sendo aberto ou nas conquistas de classe. Elas olham para Dilma e sentem inveja. Não se sentem representadas, mas que elas que queriam, lá no fundo da alma, aquele reconhecimento e sucesso para elas mesmas, e não para a outra. Inconscientemente, são&amp;nbsp;egoístas. E é por isso que Dilma se elegerá majoritariamente com o voto masculino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: muitas que falam e sentem assim por Dilma votarão Marina. O voto em Marina não conta, pois se sabe se antemão que ela não se elegerá. Não se têm inveja sobre o irreal e por isso podem votar em Marina achando que não sentem o mesmo. Se Marina pudesse ganhar, sentiriam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-120751677548216133?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/120751677548216133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=120751677548216133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/120751677548216133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/120751677548216133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/dilma-e-as-mulheres-ou-as-mulheres-sao.html' title='Dilma e as mulheres (Ou: As mulheres são invejosas)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4755043954834154865</id><published>2010-08-29T09:48:00.000-03:00</published><updated>2010-08-29T09:48:56.401-03:00</updated><title type='text'>A Internet e o Nobel da Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  Internet foi indicada ao prêmio Nobel da Paz. A notícia é velha, de  alguns meses atrás, mas lembrei dela agora. Até alguns dias atrás,  quando se entrava no YouTube, havia um pequeno banner chamando para uma  votação simbólica, pedindo apoio. Agora não tenho visto mais. Serei  direto. Isso é uma palhaçada. Vou resumir, pois estou sem paciência (poderia me fundamentar em autores e referenciais teóricos, mas deixo isso para a próxima). A Internet é um  objeto, um artefato. Ela não cria o bem em si. Todas as mudanças sociais  que de fato existiram e foram propiciadas pela internet, são na  verdade mudanças estruturais da própria sociedade. Um exemplo. Quando na  Espanha o país inteiro mandou mensagens de texto via celular e virou o  resultado das eleições presidenciais na véspera (esse é um case clássico já, não vou entrar em pormenores aqui), isso foi uma mudança da  sociedade. Os celulares apenas foram o instrumento que permitiram que  essa mudança se concretizasse. Se eles não existissem, a mudança não  seria realizada e a eleição não teria sua virada, tudo bem. Mas não se  pode atribuir ao celular, em si, a mudança. Ou dizer que ele provocou a  mudança. Não, ele foi apenas um instrumento que tornou possível. Pode  ser usado para o bem ou para o mal. A &amp;nbsp;Internet é absolutamente a mesma  coisa. É um instrumento, um artefato, e não pode ser pré-definida como boa ou má. A sequer indicação de um objeto  para o Prêmio Nobel da Paz já é uma piada. Objeto por objeto, que se  premie o guarda-chuva ou o isqueiro, que já escrevi &lt;a href="http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/04/artefatos-da-civilizacao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/isso-sim-e-tecnologia-ou-o-fogo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, serem os grandes inventos da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4755043954834154865?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4755043954834154865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4755043954834154865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4755043954834154865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4755043954834154865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/internet-e-o-nobel-da-paz.html' title='A Internet e o Nobel da Paz'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6642320236341945170</id><published>2010-08-26T16:20:00.002-03:00</published><updated>2010-08-27T10:31:11.229-03:00</updated><title type='text'>Humor e pseudo-censura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que o CQC é de direita. Discordo. Não vejo isso no programa. Vez em quando transparecem suas opiniões, é verdade, mas isso não importa. Ainda que sejam, o que importa que é são talentosos. Gosto de assisti-los e (a maior parte) acho engraçado. Mas discordo veementemente de uma postura que têem adotado. Diz respeito à proibição do humor com candidatos durante as eleições. Já faz semanas esses vem numa reiterada campanha contra a decisão do TSE de proibir programas humorísticos de fazer graça com candidatos. Em parte, é compreensível a reação, pois estão defendendo o seu ganha-pão. O ruim disso é defender interesses próprios como se fossem coletivos, sob a bandeira da liberdade de expressão ou de opinião, ou mesmo da democracia. Não é nada disso e dizê-lo depõe contra eles. O CQC (mas não somente) faz questão de repetir o erro, de chamar a decisão judicial de lei. São coisas absolutamente diferentes. Chamar de lei, joga a responsabilidade sobre o executivo e o legislativo. A proibição, embora (como tudo num estado de direito) baseada em leis, partiu do judiciário, por medida suprema de um colegiado, o do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Passa-me a impressão de que querem criticar o governo indiretamente, quando este nada teve a ver com a decisão. Mas vamos logo ao cerne da questão em si. Defendo a decisão do TSE por alguns motivos bem evidentes. Primeiro, direito de expressão não deve se confundir com direito de chacota. Os candidatos tem direito a resguardar sua imagem pública. Segundo, o argumento de que o humor ajuda a democracia, o povo a conhecer os candidatos é falso. Ajuda, tão somente, a esteriotipá-los e transformá-los em humor. Não é isso que se espera de um momento solene como uma eleição. E, creio, talvez o mais importante argumento, é que o humor pode ser usado políticamente. Ele pode, sim, ser usado por grandes humoristas com intenções nada mais do que fazer graça. Mas se deixarmos o humor livre, todos poderão, com a desculpa de fazer humor, criar peças negativas contra seus adversários, atacar posicionamentos opostos aos seus. É uma questão perigosa. Ainda mais sendo que o humor é uma questão subjetiva. Mesmo que se aplicasse algum principio de igualdade (se faz piada com um candidato, tem que fazer com o outro), não há absoluta garantia de real igualdade. Por exemplo, um humorista tem preferencias pelo PT. Ele faz piadas leves com Dilma, para que não digam que a poupou, mas ao fazer com Serra, realmente cpricha na acidez. O humor com o adversário teria maior capacidade de denegrir sua imagem, e ninguém poderia comprovar que ele fez intencional. No limite, esse humorista hipotético diria "trabalhei no limite de minha capacidade criativa"; e quem vai conseguir argumentar contra isso? O humor pode ser perigoso, se usado políticamente, para fins político-partidários, e deve sim, ser proibido em momentos tão delicados e importantes como as eleições. Isso não se aplica, evidentemente, a todos demais momentos de nossa democracia, onde todos, inclusive humoristas, têm o direito de se expressar livremente, inclusive através do humor, sobre o que quer que seja. Mas nas eleições deve-se assegurar um duelo justo, limpo, e igual. Trata-se de uma questão maior, que é a democracia, e pelao bem da democracia deve-se impor limites à certas liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: infelizmente, tal decisão que proibia o humor nas eleições foi suspensa hoje, por coincidencia, algumas horas após a publicação desse post. É triste ver a vontade da mídia manipulando a opinião pública e até nosso judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6642320236341945170?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6642320236341945170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6642320236341945170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6642320236341945170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6642320236341945170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/humor-e-pseudo-censura.html' title='Humor e pseudo-censura'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3453710832755810407</id><published>2010-08-25T16:45:00.000-03:00</published><updated>2010-08-25T16:45:33.755-03:00</updated><title type='text'>Dilma pode errar (e por isso poderá acertar)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das críticas que já fiz à Dilma, de não achá-la à altura do cargo, entre outras coisas, penso que ela tem uma grande oportunidade em suas mãos, e por isso tem a chance de ser uma grande presidente. Ela tem a oportunidade de errar. Ela pode se arriscar a errar. Lula, em diversas entrevistas, já disse e repetiu sobre seu compromisso em não errar. Ele toma por exemplo Walesa, lider trabalhador que chegou ao poder na Polonia e fez um governo desastroso. Lula diz que, desde o primeiro dia de seu governo, tinha o compromisso de fazer um grande governo, pois se ele fizesse algo ruim, nunca mais na história um trabalhador conseguiria se eleger nesse país. Ele se comprometeu, talvez a maior de suas promessas, a fazer um bom governo e realizou isso. Para poder fazer isso, em muitos momentos, não pôde arriscar. Teve que ser ortodoxo na economia, não fazer grandes reformas, e por aí vai. Dilma não tem nenhum compromisso com não errar. Repito, com enfase: Dilma não tem compromissos em não errar. Ela pode errar. E por poder errar, ela pode se arriscar a fazer grandes reformas, inovar na economia, etecetera e etecetera. Ela pode fazer as reformas estruturantes que Lula não fez. Poderão argumentar alguns que ela também não poderia errar, pois seria a primeira mulher presidente. É diferente. Lula se elegeu sob a bandeira de ser um trabalhador e se fizesse um governo ruim seria essa bandeira que iria fracassar. Dilma não está se elegendo sob a bandeira de ser uma mulher. Embora (só agora) isso começe a ser explorado na campanha, o fato dela ser mulher é um detalhe tão importante quanto Lula ser barbudo. Não estou desmerecendo o fato histórico da primeira mulher na presidencia, mas constatando que não é sob essa bandeira que ela está caminhando. Dilma está se elegendo sob a bandeira do PT de continuar o governo Lula. Na pior das hipóteses, em um governo desastroso, a única bandeira que fracassaria seria essa (e já expressei aqui o quanto temo que, sim, Dilma torne-se para o PT o estorvo que FHC é para o PSDB, em termos de governo mau aprovado). Por ela poder se dar a esse luxo do erro, e por poder errar, sem maiores compromissos em comprometer a história, então ela poderá acertar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3453710832755810407?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3453710832755810407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3453710832755810407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3453710832755810407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3453710832755810407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/dilma-pode-errar-e-por-isso-podera.html' title='Dilma pode errar (e por isso poderá acertar)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5835558160168569587</id><published>2010-08-24T23:41:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T23:41:18.115-03:00</updated><title type='text'>Por que Marina é uma decepção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marina é uma decepção. Diferentemente de Heloisa Helena no passado, ela poderia ser grande. Não é. Ela insiste em seu discurso único. Já comentei isso com alguns amigos. Ninguém vota para presidente em candidato de discurso único. O presidente não é ministro, seja da educação, do meio ambiente ou da saúde. Quem insistir nisso, perderá. Repito, presidente não é ministro. Esse foi o erro, por exemplo, de Cristovam Buarque. Não propriamente um erro, pois ele estava defendendo e levantando uma bandeira. Belíssimo e essencial. Mas a decepção com Marina é por que ela poderia ir além, ela poderia, eu ainda tinha esperanças, de ser uma grande novidade do cenário político brasileiro. Por exemplo, o discurso de que ela seria a opção de terceira via que poderia, uma vez no governo, unir PSDB e PT. É um bom discurso, mas que não é explorado. Qual discurso é explorado? A ecologia. Ora, todos, todos sabem que Marina Silva é a candidata do meio ambiente. Ela não precisa reprisar essa tecla. O que ela precisa é mostrar que, além de ecologia, ela também sabe lidar com educação, saúde, segurança... afinal, presidente não é ministro. O que ela faz é repetir hoje o erro histórico do PT: pregar para os já convertidos. Quem já está convencido de Marina, não muda; quem já está alinhando ao discurso da ecologia, já está alinhado e não mudará. Se ela quer ampliar suas bases, então justamente é necessário mostrar que tem outros discursos. Infelizmente, não é isso que está acontecendo até agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5835558160168569587?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5835558160168569587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5835558160168569587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5835558160168569587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5835558160168569587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/por-que-marina-e-uma-decepcao.html' title='Por que Marina é uma decepção'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6034379191627744738</id><published>2010-08-19T04:43:00.002-03:00</published><updated>2010-08-19T12:03:44.678-03:00</updated><title type='text'>O Encontro Nacional dos Blogueiros Progressitas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algumas horas estarei embarcando para São Paulo. Passarei o fim de semana lá, para um evento. O evento chama-se 1° Encontro Nacional dos Blogueiros Progressitas. Trata-se de ativismo e jornalismo político na web. Faz dias que estou para escrever este texto, mas fico me enrolando. Sei que é pela importância e pelo significado que ele tem para mim. O evento é organizado por pessoas como Luiz Carlos Aznha e Luis Nassif. Há anos leio este dois autores, muito antes de entrar para a faculdade. Em boa, muito boa medida, eles são responsáveis pelo meu interesse pela área. E agora ficarei frente a frente com meus "ídolos", por assim dizer. Irei encontrá-los. Não sei como colher autógrafos, visto que nunca tive em situação análoga. Mas então percebo a beleza a situação. Diferentemente das tietes de bandas musicais ou de estrelas do cinema e da televisão, não estarei perante eles em uma relação de submissão. Quando um fã de rock ou de cinema encontra seu ídolo, nada pode fazer senão cumprimentá-lo e expressar sua admiração. Provavelmente farei isso, claro. Mas há mais. Estarei lá como profissional de comunicação. Ainda estudante, é verdade, mas alguém da área. Não apenas numa relação passiva, mas de igual para igual (guardadas as devidas proporções, claro), em busca de discustir a comunicação no Brasil e de soluções para nosso país. Percebo então que sou um privilegiado pois tenho uma rara chance na vida: estar ao lado dos profissionais que você admira, contribuindo e colaborando com eles. Será formidável. E é apenas o começo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6034379191627744738?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6034379191627744738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6034379191627744738&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6034379191627744738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6034379191627744738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/o-encontro-nacional-dos-blogueiros.html' title='O Encontro Nacional dos Blogueiros Progressitas'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5434995255816029719</id><published>2010-08-18T03:36:00.000-03:00</published><updated>2010-08-18T03:36:00.183-03:00</updated><title type='text'>As pessoas por detrás (Ou: Dilma é FHC do PT)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como todos meus amigos e conhecidos pensam que meu voto nas eleições já está definido. Dizem "Ah, Márcio, você é petista". De fato, em termos gerais, tenho grandes simpatias com o PT, mas isso não faz com que eu deixe de ter dúvidas ou questionamentos.&amp;nbsp;Não sei por onde começar, então serei direto. Acho Serra muito melhor do que Dilma. Também acho Serra muito pior do que Dilma. Agora que já o confundi, caro leitor, deixe-me explicar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada entrevista que vejo da Dilma ela me decepciona um pouco mais. Não acho que ela seja a candidata ideal. Serra demonstra ser mais seguro, expõe melhor, pensa melhor, por assim dizer, em questão de&amp;nbsp;inteligência&amp;nbsp;e&amp;nbsp;raciocínio&amp;nbsp;mesmo, academicamente falando. Acho o Serra um sujeito inteligente, até certo ponto. Fosse o voto apenas na pessoa, e talvez eu pudesse considerá-lo. Mas há alguns problemas. Primeiro, o pensamento de Serra, suas posturas, das quais discordo frontalmente. Apenas alguns exemplos? O liberalismo&amp;nbsp;econômico, que sob FHC quebrou o Brasil duas vezes. Essa é uma postura&amp;nbsp;teórica-ideológica dos demo-tucanos, à qual Serra se filia, com a qual não concordo. Também a postura em política externa, de ser subalterno aos interesses norte-americanos e de enfrentamento aos vizinhos sul-americanos. Com Lula, o Brasil passou a ser um grande "player" do cenário internacional e Serra é contra essa política, quer voltar a ser subalterno. Apenas alguns exemplos. Mas talvez, muito talvez, eu ainda poderia considerar a opção Serra. Como individuo apenas, isolado de suas idéias, acho ele um ser muito melhor que Dilma. Como representante internacional, chefe de estado, aquele que carrega o nome do Brasil para o exterior, talvez ele fosse mais recomendado. Mas há outras questões. Suas idéias são uma das coisas, o que prejudica bastante. Mas a, talvez principal, questão é outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema são as pessoas por detrás. Como disse, o voto não é apenas na pessoa. Quando você vota num candidato, não vota apenas nele, mas num grupo. É este grupo que você elege, não apenas o candidato em si. É este grupo e suas idéias que irão governar.&amp;nbsp;Em relação às pessoas por detrás, não tenho dúvidas. Confio plenamente no quadro do PT, e rechaço os quadros do PSDB. A mídia conseguiu, em certa medida, criar uma lenda de que o governo Lula fez composição com corruptos e tal. É lenda. Há uma diferença entre comando de governo (ou seja, os ministros e a equipe) e a composição da bancada no congresso. Ora, a bancada no congresso não importa em nada, se está se coligando com Sarney ou Collor ou os corruptos que forem (lembre-se que o PSDB tinha as mesmissimas alianças). O que importa é a equipe de governo, e aqui a diferença é gritante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia li uma frase de Jorge Furtado, que disse "Sarney, comparado a Bornhausen, é Che Guevara". O senador Jorge Bornhausen é um dos lideres dos Demos, da coligação de Serra. Foi ministro de FHC e certamente teria papel decisivo num governo Serra. Para quem não lembra, Bornhausen (dizem, nazista) é aquele famoso pela frase do "nos livraremos dessa raça por 30 anos", se referindo a adversários. O cara é de causar repulsa. O coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra, é outro crápula. São duas pessoas que deveriam ser expurgadas da vida pública. Mas podem se tornar influentes ministros sob Serra.&amp;nbsp;E o vice de Serra, então?! Um sujeito de 30 e poucos anos, que nunca foi nada, absolutamente nada, na vida. Tá, foi deputado federal, em primeiro mandato. E daí?! Ele é totalmente inexpressivo, autor de projetos&amp;nbsp;esdrúxulos, como um que propõe multa para quem dá esmola!!! Sim, é verdade, há um projeto de lei da autoria de Indio da Costa que propõe instituir multa para quem dá esmola!!! É um exemplo da mentalidade de extrema direita das pessoas que cercam Serra. Agora pense: o vice-presidente da república é um total desconhecido, que nunca fez nada, que mal atingiu a idade mínima para o cargo. O cara foi inventado, por falta de alternativa. E se ele precisar assumir, por quais motivos forem? Serra não é imortal. Quem é o presidente do Brasil? Um tal de Índio da Costa. É absurdo, é insano. Em matéria de vice, aí sim, Dilma dá um show. Michel Temer, goste-se ou não dele, pode, numa eventualidade, assumir a presidência sem nenhum problema (onde, inclusive, já esteve interinamente enquanto presidente da câmara, substituindo o vice José Alencar). A equipe de Dilma é competentíssima. Palocci, que deveria ser o candidato, não Dilma, já mostrou sua capacidade. Fernando Pimentel é uma nova estrela nacional que desponta, e isso sem falar em Aloizio Mercadante, provável derrotado em São Paulo e com todas as chances (se fizer bem feito) de ser o sucessor de Dilma. Confio nessas pessoas que são as pessoas que ajudaram Lula a fazer de seu governo um grande governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que quero dizer sobre Dilma é o seguinte.&amp;nbsp;Dilma Rousseff é o Fernando Henrique Cardoso do PT. O que quero dizer com isso? Bom, aqui vai minha previsão do futuro. Espero estar errado, mas, pelo meu olhar, é para isso que caminha. Dilma é um excelente paralelo com FHC. Alguém sem apelo popular, um tanto técnico, que devidos às circuntancias foi criado, fabricado (o plano real de FH e o governo Lula de Dilma) e ganhou a oportunidade de governar o país. Se a história se repete, como nos ensina a doutrina marxista (e eu creio que, sim, a história tende a se repetir), Dilma tem grandes chances de, em certa medida, frcassar e se tornar para o PT o estorvo que FHC é para o PSDB. Alguém cujo governo os opositores usarão como exemplo do quanto aquele grupo político é ruim. Sabe o que acho? Acho que Dilma se elege este ano, e torço por isso. É o melhor que pode ocorrer, nas atuais circunstâncias (a opção Serra faria um governo ainda pior). Mas também acho que seu governo não será bom. Em não sendo, creio que ela não se re-elegerá em 2014, perdendo assim a eleição para Aécio Neves (alguém tem um mínimo de dúvida que Aécio é o candidato tucano de 2014?). Poxa, estou fazendo muitas previsões, hein? Esse é um texto para se guardar para o futuro. Ou não. Rsrss. Enfim...&amp;nbsp;Creio que, sim, o governo Dilma pode dar certo, mas se der será pelas pessoas por detrás. Espero que isso possa ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, uma coisa realmente me intriga. Lula podia ter escolhido qualquer um para lhe suceder. Quem ele dissesse seria aceito pelo partido e provavelmente ganharia a eleição. Podia ter escolhido pessoas muito melhores e com perspectivas muito mais grandiosas de futuro. Dois exemplos emblemáticos seriam Antonio Palocci, mesmo com toda bobagem sobre supostos escândalos, ou Tarso Genro, excelente ministro e mais do que preparado para a missão. Na verdade, consideraria Tarso a pessoa certa para o cargo. Tem uma reputação pública, uma história que faria frente à Serra em qualquer campo. Alguém perfeito que realmente representaria nosso país. Posso fechar os olhos e vê-lo como candidato a presidente no lugar de Dilma, nos debates. Iria arrasar. Fico muito triste por não ser ele o candidato. E veja, estou falando de opções petistas, nem estou citando o candidato mais natural e correto, que seria Ciro Gomes. Mas Lula escolheu Dilma, que sucessivamente me decepciona. É uma pena, uma pena para o futuro do PT.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5434995255816029719?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5434995255816029719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5434995255816029719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5434995255816029719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5434995255816029719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/as-pessoas-por-detras-ou-dilma-e-fhc-do.html' title='As pessoas por detrás (Ou: Dilma é FHC do PT)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7123698047317920518</id><published>2010-08-17T15:55:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T15:55:00.429-03:00</updated><title type='text'>A escola</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, com alguns amigos, Mario, Gaucho e Jimmy, surge o tema e eles me perguntam: afinal, por que eu, tão inteligente, abandonei os estudos? Desconversei. Ainda é um tema com o qual não verso muito bem, mas me sinto feliz em já poder falar sobre ele. Freud diz que a libertação está em poder falar. Eu concordo inteiramente. Quando entrei na faculdade, isso era algo que eu escondia e demorou muito para que eu falasse a respeito com alguém. Sentia vergonha disso. Não que agora tenha orgulho disso, mas, hoje, falo de certa forma abertamente, e até já escrevi sobre isso aqui no blog, um espaço público. De fato, a libertação está em poder falar. Fico feliz em poder falar sobre isso. Mas por que, afinal, eu abandonei a escola? Para quem não sabe, eu parei de estudar entre a 4ª e a 5ª série (completei uma, mas nem começei a outra). Bem, houve uma série de razões, destacadamente duas. Sobre a possivelmente mais importante, é pessoal, e conto para os amigos que me perguntarem tranquilamente, mas não cabe ser mote de escrita aqui. Mas uma das razões (não a principal) que me levaram a abandonar a escola foi minha insatisfação com ela. Frequentei boas escolas, particulares. Mesmo assim, eram uma droga. Não gostava de ir para a aula. Quando abandonei em definitivo, já havia reprovado de ano três vezes. Hahaha. Sim, é verdade. Em todas, por falta. Eu era uma espécie de versão mirim do meu amigo Carlos e de como trata a faculdade. E não estou brincando. Eu era exatamente assim, muito inteligente, bom em conhecimentos escolares e extremamente desisteressado em frequentar as aulas. Desde cedo, sempre amei filmes. Mas nos idos dos anos 90 não existia internet, para baixar filmes e assistir a hora que quisesse. Me lembro quando lançaram o intercine, em que você podia escolher o filme que passaria no dia seguinte, era incrivel! E mesmo antes... Sempre adorei ficar as madrugadas acordado para assistir filmes. Resultado, nunca acordava de manhã para as aulas. Quando acordava e ia (sempre, sempre atrasado), odiava. Era insuportável aguentar as professoras passarem em um mês aquilo que podia ser dado em alguns minutos. Era insuportável. Não quero me achar, mas também não dá para negar. Uma das coisas mais insuportáveis que me lembro é do "ou seja". Foi na quarta série, se não me engano. A professora era meio que obcecada por essa expressão, eu acho, pois usava a absolutamente todo momento, ao escrever no quadro negro, ao ensinar. Enchia o quadro de ou sejas. Ficava indignado. Como disse, não quero parecer arrogante, mas com aquela idade, acho já escrevia melhor do que aquela professora. E questionava ela durante as aulas, sobre não ter sentido em usar tantas vezes essa expressão. Ela dizia que era para explicar melhor o que você estava tentando dizer. Me lembro que dizia algo como "Se você tem que explicar melhor depois é por que não explicou certo da primeira vez. É melhor você se expressar certo de uma vez, aí não precisa usar o ou seja". E assim foi indo. Repeti a segunda série uma vez, antes de passar. Repeti a terceira também, antes de passar. E repeti a quarta. Hahaa. E esta eu só passei por um chuncho da minha mãe com as professoras. Elas, em virtude da minha inteligencia, aceitaram, se eu fosse no último bimestre, e fizesse a última prova, alterar minhas presenças do resto do ano e repetir nos outros bimestres a nota que eu tirasse no último bimestre. Só por isso passei na quarta série. Haha. Ou seja, na prática mesmo, só fiz até a terceira, pois a quarta só frequentei no último bimestre. Então vieram outras questões, depressão, que funcionaram como referendo e reforço à essa tendencia e abandonei a escola definitivamente. Hoje, olhando para trás, me arrependo muito. São experiencias que não tive. Por isso (entre muitas outras coisas, claro) estou realmente adorando a faculdade. Ela é para mim o convivio escolar que nunca tive.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7123698047317920518?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7123698047317920518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7123698047317920518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7123698047317920518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7123698047317920518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/escola.html' title='A escola'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3085161051069850942</id><published>2010-08-15T00:47:00.000-03:00</published><updated>2010-08-15T00:47:00.785-03:00</updated><title type='text'>Sobre mulheres vulgares e outras brasilinidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cléo Pires saiu na Playboy desse mês. Isso me assusta e me entristece. Nosso país ainda não é sério. Nosso país não é sério pois não nos valorizamos. Cléo Pires, ao contrário das prostitutas (como bem definiu Marcelo Tás) que tipicamente estampam essas revistas, é um boa atriz. Não gosto de ser etnocentrico e acho essa prática tenebrosa. Me causa nojo ver pessoas que falam "ah, mas no exterior...". Infelizmente, há momentos que isso é inevitável. No exterior... Não vemos as grandes atrizes americanas ou européias nas capas de revistas masculinas. Apenas no Brasil nossas grandes atrizes se sujeitam a sair na Playboy como se fosse uma grande coisa. Playboy, nos Estados Unidos, é para prostitutas, não tem prestigio nenhum, quanto mais o prestigio que tem no Brasil. Inclusive, nos Estados Unidos, as mulheres são frescas até demais com essa coisa de nudez. Na Europa, as atrizes são bem mais desinibidas em relação à nudez, mas nas obras&amp;nbsp; de "arte" (filmes, tv, etc). É normal explorar a nudez no cinema europeu, pois aí a atriz se entrega à arte, ao personagem; elas não saem nuas em revistas masculinas por dinheiro apenas. Quando vejo putas como qualquer dessas mulheres frutas, que estão na moda, posarem para essas revistas, acho normal, pois é, para usar uma expressão cara a meus amigos, sua função social. Mas me entristeço quando atrizes boas, de gabarito, se sujeitam a isso, se rebaixam a essa vulgaridade. Então percebo que, infelizmente, nosso povo ainda não se leva a sério.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe outro exemplo, desse modo de nos encarar a nós mesmos. Outro dia, vendo tv, assisti uma dessas "propagandas institucionais". Acho que era do SBT, mas não tenho certeza. Falava do nosso país, exaltava e tal, para no fim falar sobre o voto consciente. Objetivava passar a mensagem que nossa atitudes individuais são as atitudes também coletivas. Tinha passagens como "a todos mataram o filho; todos nós furamos o sinal" Ou seja, é problema de todos. Até aí, só piegas, mas tudo bem. A coisa pega quando começa a exaltação das coisas boas do país e fala, basicamente, apenas sobre mulheres e esportes. Outros trecho "temos as mulheres mais bonitas do mundo, ganhamos cinco copas do mundo". Fiquei indignado com esse trecho e gritei com minha tv: e daí, porra?! Há outros trechos igualmente revoltantes, como quando fala "daqueles que jamais serão esquecidos" e a imagem que ilustra é a de Pelé, como se o ápice fosse o esporte. Fiquei indignado e revoltado como essa propaganda trata nosso país. Sério, o melhor que temos a falar sobre nosso país é que temos mulheres e esportes?!?! Algumas semanas atrás todos ficaram indignados com uma brincadeira de Stallone que ridicularizava o Brasil mas o que fazemos é passar justamente a mesma imagem e referendar o que ele disse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É revoltante, principalmente por que não é verdade. Se me perguntarem qual meu herói, tenho dois exemplos a dar. Um, claro, quem me conhece já pode adivinhar, é merecidamente Lula. O outro é Miguel Nicolelis. Sabe o que é triste? A maioria dos próprios brasileiros (e talvez até mesmo meus leitores) não sabem quem é ele. Indicado em 2008 ao Nobel de Medicina, é um dos mais brilhantes cientistas do mundo atualmente, e desenvolvedor da tecnologia que permite o controle de um esqueleto&amp;nbsp;mecânico&amp;nbsp;a partir de ondas cerebrais. Nos Estados Unidos, onde comanda um grupo de pesquisas de uma das maiores universidades do país, é considerado um gênio, mas no Brasil, é um desconhecido. Triste a desvalorização que o brasileiro inflige a si mesmo. Se queremos ser grandes, que os outros nos reconheçamos como tal, então temos que começar por nós mesmos.&amp;nbsp;Creio que seja&amp;nbsp;necessária&amp;nbsp;uma mudança de mentalidade, gradual, que infelizmente não se faz do dia para a noite. Tenho a esperança que, um dia, verei isso. Mas não podemos sentar e esperar, temos que começar a nos mudar, hoje. O mais breve possível, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3085161051069850942?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3085161051069850942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3085161051069850942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3085161051069850942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3085161051069850942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-mulheres-vulgares-e-outras.html' title='Sobre mulheres vulgares e outras brasilinidades'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-9213043872375131209</id><published>2010-08-14T21:52:00.001-03:00</published><updated>2010-08-14T21:52:00.192-03:00</updated><title type='text'>Minha mãe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu relacionamento com minha mãe é um tanto complicado, por assim dizer.&amp;nbsp;Difícil&amp;nbsp;explicar, e não irei me deter nisso aqui, hoje. Apenas um pensamento me ocorreu hoje. Ela entrou aqui no meu quarto e eu estava com a página de rascunhos do blog aberta, escrevendo. Ela se deteve por um instante, olhando o que era que estava fazendo. Não costumamos conversar muito, e por&amp;nbsp;incrível&amp;nbsp;que pareça eu nunca comentei com ela que tenho um blog. Ela não sabe da&amp;nbsp;existência&amp;nbsp;deste blog. Não por segredo, nem nada, afinal, isso aqui é público, mas por pura falta de abertura, ensejo ou propósito para dizer algo assim. Aí me ocorreu: este blog sabe mais de mim do que ela. Ou seja, já escrevi aqui, sobre minhas opiniões (que, no limiar, dizem quem sou), mais do que já disse a ela. Quem me lê e quem ler o blog conhece minha opiniões mais do que ela. Estranho isso, não? Enfim, apenas um comentário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: sobre a definição acima (somos nossas opiniões), penso que precisa ser relativizada, pois é perigosa. Já dei opiniões aqui que são puramente teóricas ou já fiz provocações que são apenas isso, o contraditório, a&amp;nbsp;antítese. Acho que somos muitos mais do que apenas nossas opiniões e, pensando bem, não acho que este blog consiga expressar em sua totalidade a complexidade de minha opiniões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-9213043872375131209?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/9213043872375131209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=9213043872375131209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9213043872375131209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9213043872375131209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/minha-mae.html' title='Minha mãe'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6232578097371847955</id><published>2010-08-13T16:47:00.001-03:00</published><updated>2010-08-14T19:40:31.362-03:00</updated><title type='text'>Sobre questões profissionais levantadas em sala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia um outro post programado para ir ao ar, mas o adiei para escrever esta tarde sobre uma coisa que realmente me impressionou. Esta manhã tivemos a primeira aula de uma coisa chamada "sistemas e processos integrados", seja lá o que isso signifique. O professor é um administrador, com toda sua formação em administração, graduação, mestrado e doutorado, tal como um burro de viseira que não consegue olhar para os lados. Começou a falar da relação entre administração e relações públicas. Fez um desenho no quadro em que colocava RP de um lado, ADM de outro, e a Comunicação Institucional no meio. Me opus à toda aquela bobagem que ele estava falando. Mas o que me impressionou e assustou não foi o professor falar merda, pois isso todos podem fazer, mas a reação de vários de meus colegas. O único que se opos junto comigo foi um veterano que agora entrou para nossa turma, o Rone. E um pouco a Sissa. Os outros, até meio que concordaram com ele. Uma grande bobagem. E é isso que me impressiona. Eu, assumidamente, não retirei tudo que podia da matéria de RP. Apesar de minha boa nota (e daí digo que nota não é necessariamente significa algo) não absorvi completamente o conteúdo. Mas ainda ficou algumas boas partes. No entanto, as outras pessoas pareciam saber menos do que eu. Isso realmente me assustou. Enquanto eu falava, todos ensaiando seus "não, não..", concordando com o professor. Me pergunto: será que não se lembram nada de RP, não entendem nada? Por que isso é essêncial ao nosso curso. Nosso curso é, em essência, RP. O professor claramente demonstrou nunca ter ouvido falar disso na vida, mas nós já ouvimos, já tivemos aulas com a Valéria. E aí tem uma questão que é mais do que simples vontade ou querer pessoal. É uma bobagem querer, como o professor tentou, colocar RP na comunicação e Comunicação Institucional entre RP e a administração. Em verdade, e muitos autores concordam (e eu também), a Comunicação Institucional é uma área, um braço, das RP. É "natural" que nós queiramos, para nosso ego, dizer "não, não, Comunicação Institucional está acima, nós estamos acima..." ou algo assim. Normal, não queremos dizer que somos um braço de RP, mas é isso. Com muitas, muitas diferenças, como a perspectiva socio-critica que é empregada pela universidade, mas que não tão tão profundas para se constituirem como um novo curso. E a RP está sim, associada diretamente à administração, apesar do professor tentar dizer que não. Inclusive, acho que é a Kunsch que diz isso (não tenho certeza), a administração deve tomar suas decisões após consulta à RP e atendendo suas orientações. Então o professor tenta dizer: isso é teoria, não acontece na prática. Uma grande babaquice. Ora, os autores de RP também previram essa crítica que ele fez e a resposta é simples. De fato, ainda não é feito assim, hoje, na maioria das empresas, o que não significa que não seja o correto. O comunicador mediocre vai aceitar sua posição de subordinado à administração. O grande comunicador, que terá alguma relevancia, vai batalhar para implementar um modelo de gestão que contemple aquilo que é mais eficiente. Me lembro da mensagem passada pela Valéria, essa sim, grande professora, algo como (palavras minhas, não dela): temos a missão que ir às empresas e mostrar a eles isso, ou seja, mudar o modelo e fazermos diferença. Eu realmente não consigo entender pessoas que não defendem sua profissão. A passividade que vi hoje foi impressionante. Se me perguntassem o que achava de RP quando entrei na faculdade, diria que não gostava (afinal, não conhecia bem). Mas hoje estou dentro desse curso, que é a essência de nosso curso. Acho que frente a uma situação dessas há duas alternativas: ou se adota uma postura crítica aos fundamentos do curso, como a Peruzzo faz, o que é totalmente válido, e gosto muito. Ou se veste a camisa e defende ele. O que não entendo é pessoas ouvirem merda de alguém que não sabe nada de nosso curso e ficarem passivas, ouvindo e aceitando. Eu procuro ter a criticidade de Peruzzo e criticar (todos sabem que sou critico até demais). Mas criticar sobre o real, não sobre o irreal. Sabe o que é engraçado? Geralmente "brigo", me oponho aos professores, defendendo posturas contra o mercado e talz, por questões ideológicas, mas dessa vez não foi isso. Estava defendendo o que é o meu curso. Me lembro duma ocasião, lá na Litoral, em que alguem em algum momento, não sei por que disse: "estamos sendo apenas os relações públicas deles". Respondi "alto lá. não fale do que você não sabe e respeito com meu curso". Eu "detesto" RP. Acho que Peruzzo está certissima em tudo, e todos RPs são uns filhos da puta. Mas se somos alguma coisa, então que assumamos isso. Desculpem a todos se alguém se ofendeu, foi só um desabafo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;P.S. (edição posterior): Creio que isso seja um pressupoto sempre presente, mas é bom avisar: tudo isso é só minha opinião, tá? Eu não preciso avisar que é "na minha opinião" em tudo que eu escrever, pois tudo que alguém fala é sempre opinião. Então mesmo quando invoco que alguém "acredite" em mim, estou me filiando a uma tentativa (válida, diga-se) de construir um efeito de verdade. É o que todos fazemos todo o tempo, portanto, não há motivos para me chamar de "dono da verdade" ou se sentirem ofendidos. É só minha opinião. Ah, e quando falo sobre as reações, estou falando de modo genérico; o texto não é absolutamente para ninguém em específico.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6232578097371847955?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6232578097371847955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6232578097371847955&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6232578097371847955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6232578097371847955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-questoes-profissionais-levantadas.html' title='Sobre questões profissionais levantadas em sala'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2314477089698974947</id><published>2010-08-12T01:05:00.006-03:00</published><updated>2010-08-12T01:05:00.272-03:00</updated><title type='text'>Aos leitores (ou: Sugestões?)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando o ensejo do meu último post, em que falo sobre o CTCOM, que está entrando em seu último semestre presencial e chegando ao fim, também percebo que está chegando ao fim este blog. Quando decidi criá-lo foi a partir de uma noção da ciência política de que toda instituição é finita, ou seja, tem data para acabar. Batizei-o de Cadernos da Graciosa e creio que no primeiro post (ou um dos primeiros) disse que serviria para registrar meu pensamento durante este tempo que é caracterizado por viagens diárias no trajeto Curitiba-Matinhos. Pois bem. Tal tempo tinha e tem data para acabar. Junto, este blog encerrará atividades. Afinal de contas, não faria sentido manter um blog nomeado Cadernos da Graciosa em um outro contexto, seja qual for, em que isso não tivesse significado. No entanto, quando&amp;nbsp;comecei, não sabia em que daria isso, essa&amp;nbsp;experiência. Gostei. Bem mais do que esperava. Pretendo continuar escrevendo, blogando. Precisarei de um novo blog. Desta vez, sem a proposta da finitude. Um que possa ser, de certa forma, perene. O meu blog, realmente. Começarei a pensar desde já, mas para títulos sou péssimo, ainda mais o título de algo tão importante assim. Peço, ao eventual leitor, dicas, ajudas, sugestões. Alguma idéia para o meu novo blog? Comente, ainda que seja para dizer que não tem idéias. Rsrss. Peço, aqui, sua sugestão e participação. E (acho que nunca disse isso) obrigado aos meus leitores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2314477089698974947?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2314477089698974947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2314477089698974947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2314477089698974947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2314477089698974947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/aos-leitores-ou-sugestoes.html' title='Aos leitores (ou: Sugestões?)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5094613628226811248</id><published>2010-08-09T00:05:00.013-03:00</published><updated>2010-08-09T00:05:00.527-03:00</updated><title type='text'>Dois Anos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz dois anos. Dois anos de aulas, na faculdade. Poxa, como passou rápido, hein?! O que tirar desse tempo? Difícil dar conta disso, nesse espaço. Um dia ainda sento para escrever um belo texto sobre isso. Hoje, é apenas um ensaio. Dois anos, e prestes a acabar. O tempo passou muito rápido. Tem sido um grande aprendizado. Não falo de conteúdos acadêmicos, mas da vida, das relações. Quantas confusões eu arrumei, hein? Em alguns momentos uni (quase) todos, opostos, contra mim. Rsrss. Não deixa de ser engraçado. Mas não é isso que vai ficar. O que fica são bons momentos. Momentos muito bons, e crescimento. Na literatura, umas das características de uma boa narrativa é a mudança de estado dos personagens (saem de A e chegam a B). Mais do que apenas na faculdade, mas na vida, essa mudança de estado é fundamental. Creio que seja, hoje, uma pessoa diferente de quando entrei na faculdade. Em muito permaneço igual, mas muita coisa mudou em mim. Para mim, que não fiz ensino médio e cuja última experiência em um ambiente escolar havia sido quando abandonei os estudos na 5ª série (afora o cursinho pré-vestibular, claro), a experiência na faculdade foi uma coisa nova, da qual tenho gostado. Às vezes, mal ambientado a isso, tive alguns problemas com interações em grupos ou relações sociais. Como tudo na vida é aprendizado, estou bem mais apto nessas questões hoje em dia. A faculdade é para mim o ensino médio que nunca fiz. É uma grande experiência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, me lembro da primeira vez que entrei na UTFPR. Foi quando fui fazer o vestibular. Até o pré-vestibular, confesso que não sabia da existência da UTFPR. Alguns colegas do cursinho tinham o (como chamavam) CEFET como meta e assunto predominante. Para me integrar melhor ao grupo, resolvi também fazer o vestibular do CEFET. Entrei no site, para escolher algum curso e fiquei em dúvida entre os dois que, aparentemente, não eram ligados a matemática (que detesto). Escolhi Comunicação por ser uma área que sempre gostei. A primeira vez que entrei na UTFPR foi pela porta da Westphalen, única aberta no dia do vestibular. Passei pelo pátio central. Subi a rampa dos blocos A, depois desci aquela rampa coberta que conecta o bloco A à entrada do bloco E. Finalmente subi as rampas do bloco E, que se tornaria a casa do CTCOM. Não lembro quantos andares. Para mim, que nunca havia entrado ali, aquilo me pareceu complexo e gigantesco. Fiquei maravilhado. Me lembro de pensar, naquele momento, caminhando por aquele mundo de corredores e voltas, que eu gostaria de estudar naquele lugar, que eu me sentiria orgulhoso de estudar naquele lugar. Foi o momento em que passei a desejar a UTFPR. Entrei e hoje me sinto orgulhoso de estudar naquele lugar. Interessante como algumas escolhas mudam nossa vida, não é mesmo? Minha intenção, quando no cursinho, era fazer o vestibular de fim de ano para a UFPR. Querendo ficar mais próximo de uma garota, por quem tinha uma quedinha, resolvi fazer um vestibular duma faculdade que não conhecia, mas pelo que falavam era boa e difícil de entrar. Passei e aqui estou eu. O que seria se fosse diferente? Não sei, mas sei que amo o CTCOM. Por algum entroncamento da vida, todos nós fomos parar na mesma sala, juntos, e todos podemos parar para refletir sobre os caminhos da vida que nos trouxeram a este momento. E juntos vivenciamos muitos momentos, em sala e fora dela. Temos desavenças e ninguém nunca concorda, mas no fim até que a gente se gosta. Rsrss. Tem sido um bom tempo, que agora está entrando em sua fase final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo, sabe. Sendo sincero. Algum tempo atrás me perguntaram sobre meu maior medo. Nem lembro o que respondi. Talvez um dos maiores seja crescer. Não lembro quem definiu que ser adulto é ter responsabilidades. Nesse sentido, não as tenho. Não apenas eu, muitos de nós não as temos ainda. E chega esse momento de crescermos, assumir responsabilidades. São etapas na vida, claro. Não haverá mais CTCOM. Virão outras coisas. Pós-graduação, mestrado, trabalho... E a vida segue sua seqüencia, seqüencia quase que pré-determinada, contra a qual não conseguimos lutar, mesmo que sejamos muito teimosos. Faltam seis meses para acabar, e então acabou. É uma etapa da vida que formalmente se encerra, e outra que começa. O que fazer agora? Vamos deixar isso de lado e falar do que está se encerrando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este que agora começa é o último semestre presencial. Já sou tomado, desde já, por um sentimento de nostalgia, saudades. Está chegando o fim. Acho que é um sentimento que, em maior ou menor gradação, há em todos nós. Mesmo para quem ainda tem matérias em dependência para cumprir, este é o último semestre na prática, pois as pessoas podem até ainda vir alguns dias para uma ou outra matéria, mas não haverá mais o vínculo de turma. A turma acaba agora. A minha rotina de viagens diárias é um tanto estafante, mas já estou acostumado a ela. No inicio pensei seriamente em desistir por causa do cansaço; não estava mais aguentando. Hoje, gosto dessa loucura de viagens. Não imagino como será, quando acordar, primeiro semestre de 2011, e não tiver mais que viajar às 5:00 da manhã. Mais do que isso. Não encontrar mais diariamente tantos rostos familiares na sala, nos corredores. Conversas às vezes (apenas aparentemente) inúteis, mas indispensáveis. Correria para preparar trabalhos e seminários, sempre, sempre, na véspera. Ou abrir o e-mail e ter 30 novos e-mails não lidos, alguns inúteis, outros profundos, e muitos trabalhos compartilhados. O e-mail da sala, hoje, já não é tão movimentado quanto no passado, e aí percebemos que as coisas já estão mudadas, acabando... Tantos momentos. Há coisas, claro, das quais não sentirei saudades. Mas estas deixemos para lá, pois não valem ser citadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sabe, disse que não haverá mais CTCOM. Estou errado. Sempre haverá o CTCOM. Não haverão mais aulas apenas. Mas pertencer ao CTCOM é mais do que apenas aulas. É quase como um estado de espírito. Você tem que estar imbuído dele. Você pode, sim, ser aluno, mas não gostar do curso, não pertencer realmente ao CTCOM. Ou você pode estar imbuído de seu espírito, e sempre pertencerá ao CTCOM. São relações que não se desfazem, e ainda que se desfaçam, permanecem em você. É algo que você vivenciou e que não te abandona. Algo que carregaremos para sempre. Posso parecer talvez um tanto dramático, mas são nossas relações e experiências que nos definem, que dizem quem somos. O CTCOM faz parte dessa experiência. Ele sempre estará em nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5094613628226811248?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5094613628226811248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5094613628226811248&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5094613628226811248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5094613628226811248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/dois-anos.html' title='Dois Anos'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-9139848167625576718</id><published>2010-08-08T00:39:00.003-03:00</published><updated>2010-08-08T16:12:43.105-03:00</updated><title type='text'>Sobre problemas dos outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um saco acompanhar na mídia o caso da tal iraniana condenada a ser apedrejada por infidelidade. Usam isso para atacar o Lula, dizer que o Brasil mantém relações com um país que não respeita direitos humanos, isso e aquilo. Pura bobagem. Lula, por&amp;nbsp;incrível&amp;nbsp;que pareça, aconselhado ou não por seus competentes assessores, tem demonstrado uma sabedoria de ciência política muito avançada, quando diz, por exemplo, que o Brasil não pode interferir nos assuntos de outros países. E a mídia grita: tem que impor sanções! Têm que romper relações! Infelizmente Lula cedeu à pressão popular e ofereceu abrigo à mulher condenada. Foi apenas um jogo de cena, importante para o momento eleitoral, pois ele sabia que não poderia ser concedido o&amp;nbsp;asilo, mas agora ele pode falar: eu tentei. Ora, deixe-me explicar o que aprendi nas aulas de ciência política. Uma noção básica, simples, mas que as pessoas custam a entender. Cada país é absolutamente soberano dentro de seu território, e pode estabelecer as leis conforme queira. Conforme queira. Me lembro de um case, um exemplo extremo, usado para ilustrar isso. A Alemanha nazista tinha o direito, legal e legítimo, de determinar que dentro de seu território os judeus não mais teriam direitos civis. O "erro" da Alemanha foi invadir a Polônia, pois aí excedeu seus limites e direitos, e a partir dai começou a guerra. Mas enquanto a questão se restringia a seu território era seu direito fazê-lo.&amp;nbsp;Chocante? Pode até ser, mas são as regras da política internacional. Os países são soberanos e podem estabelecer as leis conforme queiram. Ah, mas e o que os Estados Unidos e a ONU fazem?, perguntarão alguns. Não é limitar a soberania dos países? Sim, até fazem isso, com os mais fracos, tentando impor seu estilo de vida, sua mentalidade. Não quer dizer que estão corretos. E não digo que estão errados em fazer isso por causa de qualquer moralismo, mas por que para a ciência política, para a filosofia (e é sobre estas que se construíram as nações), cada país é absolutamente soberano dentro de seu território. Ponto.&amp;nbsp;Por isso, estou esperando o apedrejamento da iraniana. Será o&amp;nbsp;exercício&amp;nbsp;de soberania das leis de um país soberano. Obviamente, não estou falando como cristão (como cristão, condeno a atitude, claro), mas como alguém que respeita o outro e o direito do outro país de estabelecer suas leis. Agora pondo em prática as lições das aulas de antropologia, é preciso nos relativizarmos. Só por que consideramos adultério normal, queremos impor esse pensamento a todos? Quem disse que nós estamos certos? Então acho certo matar por adultério?, poderão me perguntar. Aí que está a questão que as pessoas não entendem. Não há certos e errados. É uma questão cultural que deve ser respeitada. Respeitada não apenas (mas também) por princípios antropológicos, mas por que é direito soberano do país estabelecer suas leis conforme os preceitos que queira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: Vale ressaltar que a lei já existe já tempos e a mulher tinha conhecimento dela. Infringiu&amp;nbsp;conscientemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo 2: Estão condenando o método, o apedrejamento. Ora, não é mais desumano que cadeira elétrica, que provoca sofrimento análogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo 3:. Não está sendo divulgado, mas ela foi condenado não apenas por adultério, mas por que seu amante (já executado) assassinou seu marido. Ela tem, portanto, parte de culpa nessa morte. E por isso morrerá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-9139848167625576718?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/9139848167625576718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=9139848167625576718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9139848167625576718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9139848167625576718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-problemas-dos-outros.html' title='Sobre problemas dos outros'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7366205122058405738</id><published>2010-08-07T02:20:00.001-03:00</published><updated>2010-08-07T02:20:00.418-03:00</updated><title type='text'>A importância das pesquisas nesse momento (Ou: o momento de manipular)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos dias, uma série de pesquisas foram divulgadas acerca das eleições presidenciais desse ano. O que chama atenção, muitas vezes, é a discrepância de dados entre as pesquisas de um ou outro instituto. Último dia 23, Vox Populi apontou 8 pontos de vantagem de Dilma na frente de Serra. No dia seguinte, 24, DataFolha divulgou pesquisa em que ambos estão empatados, com Serra numericamente um ponto à frente. Dia 30, Ibope seguiu similar à Vox, com 5 pontos a favor de Dilma. Ontem, 05, Sensus dá a maior vantagem para Dilma, 10 pontos. Três das pesquisas apontam, de certa forma, o mesmo fenômeno, a liderança de Dilma. Apenas o DataFolha é discrepante. A proximidade das datas, a meu ver, rebaixa a hipótese de reais mudanças do cenário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos acham que as pesquisas eleitorais são manipuladas nas vésperas da  eleição ou ao longo da campanha. Na verdade,&amp;nbsp;salvo em disputas  acirradas,&amp;nbsp; a tendência é que próximo ao resultado os institutos tendam a  calibrar seus númeoros mais próximos da realidade, afinal, têm um nome a  zelar. O verdadeiro momento de manipulação das pesquisas é este em que  vivemos, por que: a) é o momento que realmente influencia no voto dos  eleitores; e b) se provocar mudanças no cenário, o instituto pode dizer  que capturou os números antes; se não as provocar, os "erros" podem ser  corrigidos durante o tempo e&amp;nbsp;atribuídos&amp;nbsp;a outros fatores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito de qual instituto está certo ou errado, se é problema metodológico ou má-fé, proposital, o que não pode ser negado é a importância fundamental dessas pesquisas nesse momento, no inicio da corrida eleitoral (nas vésperas de entrar no ar o horário eleitoral). E por quê? Peço&amp;nbsp;licença&amp;nbsp;para ser acadêmico e resumir uma teoria que, certamente de conhecimento dos marketeiros, ajuda a explicar a importância dada a esse momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma intersecção entre os campos da comunicação e da psicologia, que explica a influência da televisão nas opiniões pessoais, é a Teoria da Espiral do Silêncio, de Elisabeth Noelle-Neumann. O pressuposto inicial dessa teoria é aquilo que também está presente em Bion de que o indivíduo se faz para o outro, se constrói a partir das  expectativas depositadas nele. O individuo sempre busca,  inconscientemente,&amp;nbsp; a integração à cultura do grupo a que pertence e  para isso adequa e forma suas opiniões baseado nas opiniões de seu grupo  cultural. Ou seja, as pessoas são influenciadas pelas outras pessoas, de seu grupo social, mas também (e principalmente) pelo que elas imaginam que as outras pessoas pensam e esperam dela. Diante de opiniões majoritárias, as pessoas se calam, evitando manifestar opinião contrária, e se adaptam à opinião dominante. Assim, uma opinião que não seja majoritária, se vendida como tal, pode se transformar em majoritária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa teoria explica o tão afamado "voto útil". Mais do que não "perder" o voto, ele busca seguir ao desejo manifesto da socieadade, para, insconscientemente, se integrar a ela. É interessante nós olharmos esse fenômeno não com olhos críticos, de algo que deveria ser mudado, mas algo psicológicamente intrinseco às pessoas. Assim nós podemos entender melhor seus comportamentos. Por isso é importante estar atento às manipulações de pesquisas nesse momento e é importante para a campanha de Dilma vender, nesse momento, a imagem de que ela está na liderança. Pode ser isso que falta para lhe dar a vitória ainda no primeiro turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o artigo "A espiral do silêncio em dois episódios referenciais", de Antonio Hohlfeldt (publicado no livro "Comunicação na Pólis", organizado por Clóvis de Barros Filho) é uma excelente introdução dessa teoria à luz de casos da política brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7366205122058405738?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7366205122058405738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7366205122058405738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7366205122058405738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7366205122058405738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/importancia-das-pesquisas-nesse-momento.html' title='A importância das pesquisas nesse momento (Ou: o momento de manipular)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8863038371012376684</id><published>2010-08-06T07:17:00.000-03:00</published><updated>2010-08-06T07:17:00.923-03:00</updated><title type='text'>Sobre leis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas semana ouvi algumas críticas ao Estatuto do Torcedor, recém-aprovado. Várias, na verdade,&amp;nbsp;como algumas coisas esdrúxulas. Me deterei apenas sobre alguns pontos que me chamaram a atenção. O primeiro é que, tudo que o Estatuto diz, o código de defesa do consumidor e outras leis já davam conta. Me retorna à mente um velho tema,que gosto: leis redundantes. Há uma certa mania (não é nacional, pois existe o mesmo em outros países) de fazer o que chamo de leis redundantes. Ou seja, fazer uma nova lei para algo especifico que uma lei mais ampla e abstrata já dava conta. Em se tratando de leis, eu sou bem liberal (no sentido do liberalismo político, mesmo). Penso que a Constituição deve ser mínima e perene, tal qual a dos Estados Unidos. Sim, estou elogiando os Estados Unidos. Apesar de geralmente criticá-los, naquilo que julgo que têm que ser criticado, também sei elogiar. Considero a Constituição norte-americana um exemplo: não é alterada desde sua assinatura. Cumpre aquilo que a palavra diz: constitui&amp;nbsp;princípios&amp;nbsp;fundantes. A Constituição Brasileira é uma aberração. Tenta versar sobre tudo. Até os impostos que o país cobra está na constituição! Veja, os impostos, algo que muda frequentemente. Uma Constituição que nada constitui ou funda, pois é alterada todo ano. Isso, para mim, não é Constituição. Retomando o raciocínio. Leis têm que ser abstratas e dar conta de um grande número de questões. Ora, é uma tolice querer fazer uma lei para cada situação especifica. Por exemplo, os negros e os gays vivem&amp;nbsp;reivindicando&amp;nbsp;leis contra preconceito, para&amp;nbsp;protegê-los. Mas ora, já há leis contra o preconceito no Brasil. As que existem já dão conta disso. Por que é necessário algo específico? Não é. Em algumas questões sim. Por exemplo, a imprensa. O Supremo, ano passado, derrubou a lei de imprensa pois alegara que o código civil e penal já dava conta das questões. Em parte apenas, mas penso que para uma questão assim seria necessário uma lei especifica, como a que havia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, retornando ao Estatuto do Torcedor. Também há algumas coisas estranhas, um tanto&amp;nbsp;esdrúxulas, como já disse. Diz, por exemplo, que o torcedor não pode mais xingar no estádio. Questão fundamental: ora, como se vai controlar isso? Há um velho ditado, muito bonito e sábio, que já usei na vida diversas vezes em outras situações, que diz: "se quer que uma lei não seja cumprida, faça-a rígida demais". Este é, também, um dos princípios fundamentais do Direito. As leis têm que ser aplicáveis e cumpríveis. E devem poder ser fiscalizadas. Por exemplo, não adianta fazer uma lei dizendo que todo carro tem que sair de fábrica capaz de voar (exemplo tosco, que pensei agora) pois isso não existe, é impossível. A lei tem que versar sobre o real, e deve poder ser cumprida, não pode exigir demais do cidadão. E, ao mesmo tempo, o Estado (cujo representante é a polícia) deve poder fiscalizar e punir. O que acontece com leis que não são cumpriveis ou fiscalizáveis? Simplesmente desaparecem, caem em descrédito. E não são cumpridas em seu todo. Sintetizando o pensamento: leis devem ser moderadas, pois aí serão cumpridas. Leis rígidas demais não são cumpridas nem nos seus pontos rígidos, nem nos seus pontos moderados; ela cai como um todo. Veja, não estou inventando a roda, esse é um pensamento clássico do direito e da ciência política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra questão que vejo com maus olhos, e que remete diretamente à questão anterior, é esse sentimento politicamente correto que reina hoje em dia. Querer disciplinar xingamentos ou não que são feitos é uma coisa que, sinceramente, não compete ao Estado. Mas não é só nessa questão. No vestibular e congêneres (dos regulados pelos entes federais) há toda uma preocupação com Direitos Humanos, não ferir, ofender, bla-bla-bla. Há, de fato, esse sentimento do politicamente correto em nosso tempo. Isso se vê refletido, por exemplo, que na Federal Litoral, não podemos fazer trotes com os calouros, pois "ofende os direitos humanos". Ora, acho isso uma grande palhaçada. Alguns pontos desse Estatuto refletem esse sentimento&amp;nbsp;contemporâneo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como lei, é uma grande perda de tempo, uma vez que as questões já estavam contempladas. Mas aqui há uma&amp;nbsp;característica&amp;nbsp;importante, que é a noção de Estatuto, e por isso acho que essa lei valeu a pena. O Estatuto não é apenas mais uma lei apenas. Ele funciona como um tratado, uma carta de princípios para dizer àquele "público": estes são seus deveres e direitos, aqui estão as regras. Serve para constituir aquele grupo. (Parênteses; uma observação, apenas para deixar claro. No rigor do direito, lei e estatuto são rigorosamente a mesma coisa, têm o mesmo peso. Digo isso, sobre o Estatuto, a partir de uma lógica "filosófica").&amp;nbsp;O Estatuto do Idoso é um belo exemplo disso. Questões que também já estariam contempladas por outras leis, mas que passaram a ter um novo enfoque e um novo olhar a partir da constituição dessa carta de princípios. Ora, quem sabe, não vale a tentativa, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8863038371012376684?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8863038371012376684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8863038371012376684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8863038371012376684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8863038371012376684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-leis.html' title='Sobre leis'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3974932135788273022</id><published>2010-08-05T21:46:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T21:46:00.724-03:00</updated><title type='text'>Oscar Wilde e a mediocridade</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, este é um post que havia começado a escrever há algum tempo. Deixei sem terminar, por alguma tolice, provavelmente. Acabei agora. Fiz algumas adaptações para o tempo soar coerente com o hoje, ainda assim, talvez pareça destoante. Era o último nessa situação (rascunhos não finalizados).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns posts atrás (bastantes, na verdade.. rsrss) escrevi sobre o equilíbrio e Jung. Isso me lembrou (sempre lembro) Oscar Wilde, e uma frase que gosto muito, e que está em completa consonância com o pensamento anterior. A frase é “Só os medíocres dão o melhor de si todo o tempo”. Lembro dela, quando vejo amigos se preocupando demais com algum trabalho para a faculdade que não era tão importante assim; lembrei ao fazer “nas coxas” um outro trabalho de importância igual. Semestre passado, comentei com o Mario, parceiro nesse trabalho desimportante “Está uma merda, mas a merda possível de ser feita”. E não é que a merda possível de ser feita foi aceita como excelente pelo professor? Retornando à frase. O que ela significa? Significa que quem é ruim, ou medíocre, sempre dá o melhor de si, pois o melhor de si sempre é medíocre. Quem é "grande", ou significativo, não dá sempre o melhor de si. Ele sabe distinguir os momentos que merecem o melhor, e então ele pode ser grande, e os momentos que não merecem que ele dê seu melhor, e portanto ele pode dar seu pior, e talvez até seja considerado bom pelos outros. A sabedoria está em saber distinguir o que cada momento pede e mereçe, saber dar seu pior e seu melhor, mas não sempre o melhor, pois&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;é sempre grande. No inicio da faculdade eu estava sempre preocupado com todas as matérias, já semestre passado, apenas uma, talvez duas, levei a sério. Acho que aprendi a distinguir. E espero continuar não dando o meu melhor. Só às vezes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3974932135788273022?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3974932135788273022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3974932135788273022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3974932135788273022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3974932135788273022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/oscar-wilde-e-mediocridade.html' title='Oscar Wilde e a mediocridade'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-793849008834191152</id><published>2010-08-05T15:56:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T15:56:00.428-03:00</updated><title type='text'>Carência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha amiga Sissa, algum tempo atrás, numa mesa do shopping estação, comentou sobre certas atitudes minhas "você é muito carente social". Concordei com ela, na mesma hora. Continuou: "você faz muita coisa pela aceitação social. Assim você não vive". Retocaria um pouco sua frase: diria integração, não aceitação. Mas enfim, de certa forma, é verdade. Me recordo de outro momento, dessa vez no jucs. Sentado na platéia, ao lado das meninas, alguem pergunta: "Você está carente?" Respondi: "Eu sou carente". De fato, como disse a Sissa, sou muito carente social, embora esse sentimento vá e volte, intermitente. Mas busco não sê-lo. Uma dessas atitudes em busca de integração são as figurinhas da copa, semestre passado. Instado por amigos, que estavam colecionando as figurinhas do album da copa, começei a colecionar também. Isso trouxe de volta boas recordações de minha infância; há muito tempo não fazia isso. Gostei de colecionar, em parte pelo ato em si, mas pelo ato de trocar as figurinhas, momento social propiciado pelo album da copa. A copa passou e acabou. O album está jogado num canto, em meio ao caos que é meu quarto. Incompleto. Provevelmente assim permanecerá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-793849008834191152?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/793849008834191152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=793849008834191152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/793849008834191152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/793849008834191152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/carencia.html' title='Carência'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-9082073124411021056</id><published>2010-08-05T13:06:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T13:06:00.379-03:00</updated><title type='text'>Sobre lugares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada pessoa tem um lugar no mundo.  Por lugar, entende-se aquele onde diga "esse sou eu". Onde se sinta por completo. Esse é um pensamento comum, que já ouvi em algum lugar mas não me recordo onde. É um pensamento que acho bonito, do ponto de vista filosófico. Mas não sei se tenho um &lt;i&gt;lugar&lt;/i&gt;. Dia desses saí com amigos. Não gosto desses lugares, tradicionalmente considerados de "homens". Sabe, essa coisa um tanto vulgar, popular, em que homens tentam "pegar" mulheres, só falam a respeito dessas, como se fossem objetos, como se fosse o único propósito da vida. Não gosto dessas coisas populares. Não quero ser preconceituoso, talvez seja, mas apenas não gosto. Aqui em Matinhos tenho alguns amigos da turma GLS, que por sinal faz tempo com os quais não falo. São mais interessantes que a primeira categoria, como pessoas, mais abrangentes. Mas também não é quem sou. Talvez o mais próximo que já tenha chego  desse sentimento de completude, de estar totalmente adequado com seu  ambiente, foi conversando sobre educação com Giovanna e Flávia, no  Intercom. Bons momentos. Não pertenço a um lugar, uma categoria, por assim dizer. Não sou imbuído completamente de nenhum pressuposto, seja isso bom ou ruim. Como já disse Bion, quando o individuo não se integra completamente a uma cultura, aceitando seus pressupostos de forma inquestionável, ele nunca está totalmente integrado ao grupo. Acho que essa é a questão. Sou questionador demais, e não me integro a nenhuma cultura ou grupo. Dessa vez, é Bion quem explica. Podemos chamar do que quiser, cultura, grupo, ou lugar, como estou chamando. Gosto desse termo. Não consigo lembrar de onde é. Empreguei um tom meio triste nesse texto, mas não é isso. Apenas não me sinto pertecente ou completo em nenhum desses lugares. Um dia ainda acharei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-9082073124411021056?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/9082073124411021056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=9082073124411021056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9082073124411021056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/9082073124411021056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-lugares.html' title='Sobre lugares'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6021329222816137464</id><published>2010-08-04T12:08:00.000-03:00</published><updated>2010-08-04T12:08:00.695-03:00</updated><title type='text'>Sobre mentiras e verdades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que esse tema está na fila dos rascunhos para ser escrito. Época de eleições e sempre pululam as mentiras. O uso da mentira como arma político-eleitoral não é novo. A frase de Goebbels sobre a mentira tornar-se verdade já é mais do que senso comum. Sem falso moralismo, a apesar de sua desumanidade, gosto de Goebbels e de suas teorizações sobre a comunicação. Sabe, eu sou um pouco contraditório. Sou o cara que ama o "dever ser", quer lutar e quer acreditar num modelo político ideal e moralmente justo e ético. Amo o jornalismo por, não somente mas em boa parte, seu lema, um tanto utópico: "em busca da verdade". Mas também acredito na mentira. O que quero dizer? Bom, serei breve, pois o tema já esfriou. Existem mentiras dos dois lados, mas, sem partidarismos, a direita sempre foi bem melhor nisso. Ou sempre usou mais isso. Até por que sempre teve a imprensa a seu lado, o que ajuda a tornar a mentira verdade. Agora a esquerda também passa a usar a mentira. Um &lt;i&gt;case&lt;/i&gt; bem interessante é esse &lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/politica/5143733/psdb-pede-proibicao-de-musica-do-ultraje-a-rigor-por-causa-da-expressao-mulher-pra-presidente"&gt;aqui&lt;/a&gt; (infelizmente, já removida, averiguo). Fala sobre, supostamente, um pedido do PSDB de proibição da música Últraje a Rigor em que tem uma verso que diz "mulher pra presidente" por que eles acharam que era propaganda favorável à Dilma. A notícia circulou por um tempinho, mês passado. Infelizmente, agora acabou, esfriou. Era mentira, o PSDB não fez tal pedido. Se me importo com a mentira se propagar? É claro que não! Eles usaram a tática durante tanto tempo, vamos usar também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6021329222816137464?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6021329222816137464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6021329222816137464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6021329222816137464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6021329222816137464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/sobre-mentiras-e-verdades.html' title='Sobre mentiras e verdades'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5015614524099400560</id><published>2010-08-03T02:56:00.000-03:00</published><updated>2010-08-03T02:56:00.553-03:00</updated><title type='text'>Por que as pessoas não gostam de responder aos porquês?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessante quando estamos no onibus ou andando pela rua ou em qualquer lugar público e cruzamos com as pessoas ou paramos ao seu lado por um momento e ouvimos trechos de suas conversas. Eu, pelo menos, gosto muito desse exercicio de capturar pequenos recortes de suas vidas cotidianas. Outro dia, na rua, passei por dois homens conversando. Capturei uma frase, de um deles, que disse: "&lt;i&gt;essa fase do porquê do Rafael está foda&lt;/i&gt;". Presumo, um tanto evidentemente, que Rafael é o filho pequeno daquele homem e está na fase do por quê, que toda criança tem em seu desenvolvimento. Fiquei pensando: por que as pessoas não gostam de responder aos porquês? Eu rio de mim mesmo, pois tenho ainda esse lado bem forte. Sempre desejo saber o por que das coisas, entendê-las, desvendá-las. Acho um movimento normal, coerente, de tentar racionalizar as coisas, entender os porquês do mundo. Uma vez que o porque do outro é sempre subjetivo, não tenho como adivinhar, prever, deduzir. Pergunto. E as pessoas se incomodam em responder. Se incomodam com um adulto lhes perguntando, e se incomodam, como o pai desse exemplo, mesmo com crianças, que é ainda mais natural. Penso que vai ser uma situação um tanto engraçada, quando tiver meus filhos. Bom, talvez eu mude meu jeito de ser, até lá. Mas se eu for como sou hoje, acho que questionado sobre o porque de algo, sentarei diante de meu filho e tentarei analisar todas as implicações da questão. Depois lhe explicarei, em pormenores. Afinal, por que não conversar racionalmente com uma criança? Bom, ou enlouqueço o garoto ou ele crescerá e se tornará muito inteligente. Rsrs. Estou, claro, construindo aqui um esteriótipo de mim mesmo. Mas tem algo que nunca desejo fazer, que é reprimir seus questionamentos do mundo. Quero que meu filho, assim como eu, se pergunte por toda a vida: por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5015614524099400560?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5015614524099400560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5015614524099400560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5015614524099400560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5015614524099400560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/por-que-as-pessoas-nao-gostam-de.html' title='Por que as pessoas não gostam de responder aos porquês?'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2604100677409473111</id><published>2010-08-01T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-08-01T00:01:00.683-03:00</updated><title type='text'>Um elogio à Mérie (Ou: Sobre histórias universais)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha amiga Mérie tem escrito uma série de cartas e publicado em seu blog. 30 cartas em 30 dias, é o projeto. Belíssima sacada, que pode ser conferida &lt;a href="http://tudoesilencio.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Já escrevi aqui o quanto aprecio as velhas cartas trocadas entre amigos que tornam-se peças arqueológicas e partir das quais se resgata(m) a(s) história(s), recurso muito comum aos escritores, mas não só; são famosas as cartas entre Marx e Engells, em que o primeiro vivia lhe pedindo dinheiro para o sustento, ou as cartas de Churchill sobre os subterraneos do gabinete de guerra. Mas não é sobre isso que quero tratar hoje. Quero ressaltar um aspecto que gosto muito na escrita da Mérie, que é a não-nominação dos personagens. A maioria das cartas que tem escrito são nomidadas, para alguém especifico. Mas há outras em que a menção ao destinatário se faz ausente. Não significa que não é destinada a alguém, apenas que esse alguém não está identificado no texto, como se dissesse: a pessoa saberá que é para ela. Isso gera um outro fenômeno, que é a identificação do público, como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa eu contar uma história que exemplifica isso. Quando Fernando Meirelles estava começando a filmar seu "Blindness", adaptação para o cinema do "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago, o cotado para o papel principal era Sean Penn. As conversas tinham progredido, e estava quase tudo certo, mas Sean Penn desistiu do papel pois ele, como ator, não conseguia construir um personagem sem nome nem passado. Para quem não sabe, todos os personagens no livro de Saramago (e no filme de Meirelles) não tem nomes e são identificados de outras formas, como "o médico", "a mulher do médico", "o ladrão", e assim vai. Também nenhum deles tem uma história ou um drama pessoal prévio. Então adentramos finalmente a uma grande controvérsia nos estudos da narrativa, seja literatura ou cinema. Existem duas perspectivas que se opõem, em certa medida. Uma diz que o personagem precisa de uma história prévia, para gerar empatia com o público. O público só se sentirá envolvido com o personagem a partir de sua história e seu drama pessoal, por suas características. Esse pressuposto, da história prévia do personagem, é imprenscindível para a catarse. Catarse, a grosso modo, é quando o público se projeta no personagem, sofre junto com ele e se realiza junto com seu final feliz (ou realiza, e virtualmente expurga, seus desejos macabros, como em filmes de serial killers, e por aí afora). Contudo, há uma outra postura possível, que diz que os personagens não precisam de uma história prévia para gerar empatia no público e mesmo conquistar suas "projeções". Quanto mais aberto o personagem, com menos história pessoal, mais  chances haverá do público se identificar e se projetar nele. Segundo essa postura, o público se envolve com a história a ser contada e que se dará no decorrer da narrativa, não com as histórias prévias. Informações extras, quando não modificam a narrativa, pelo contrário, atrapalham o publico a se envolver com a história (isso nos remete à comunicação: nem sempre mais informação, é melhor). Por essa postura, os personagens devem ser mínimos, propiciando que o público se enlaçe à história, na narrativa. O que eu penso é que, na verdade, as duas posturas estão corretas. Tudo depende do momento e da intenção do autor. Histórias prévias são importantes em determinadas histórias, quando se está reconstruindo a história das gerações de uma familia, por exemplo, para se criar a catarse. Personagens abertos são bons em outras, mais intimistas, em que se busca a identificação do público com (aspectos psicológicos do) o personagem. Personagens abertos, sem história, sem nome. Nesse tocante, e finalmente chego à Mérie, gosto muito desse recurso, dessa segunda perspectiva. Alguns de meus filmes preferidos usam esse recurso. "Blindness" é um exemplo. "Cães de aluguel" é outro. Certamente há mais, mas reconheço que é bem pouco usado. Penso o seguinte: o que importa, para o público de "Blindness" se o médico chama-se José ou João, se vem de família nobre ou emergente, se era bem sucedido ou frustrado, e demais informações? Sean Penn precisa delas, tudo bem, mas para mim, são completamente inúteis. Quanto mais você define, mais você limita. Se o personagem chama-se "o médico" é uma história universal e pode ser contada em qualquer lugar do mundo, tocar a todos. Se o personagem se chama "João", então é uma história de lingua portuguesa, e falantes de outras linguas já terão uma limitação na identificação (o mesmo vale para em que lingua for). Se o personagem é rico ou pobre, outra limitaçao na identificação. E assim vai. A história de Saramago é genial pois é absolutamente universal, mas não é de Saramago que estou falando, é da Mérie.&lt;br /&gt;E por que estou falando isso tudo? A Mérie usa, muito bem, esse recurso de identificação. Em algumas de suas cartas fala diretamente com seu interlocutor, sem nomeá-lo: "você" isso e aquilo. O leitor transeunte pára e lê a carta, como se fosse para ele. Uma vez que não há identificação do destinatário, poderá se projetar facilmente em seu lugar. Mas isso é um exemplo menor. O mais interessante, e já disse isso para Mérie, é a protagonista usual de suas histórias. Definida apenas como "ela". Mas quem é "ela"? É ela, ué. A personagem não tem nome. É uma personagem, ficção, ou está escrevendo sobre isso mesma? Um pouco de cada, já disse Mérie. E aí está a grande sacada. As histórias são narradas na terceira pessoa, mas não há o narrador onisciente; elas são contatas a partir do ponto de vista da personagem. Há duas grandes vantagens nisso. Primeiro, a narração em terceira pessoa seguindo um personagem único propicia o aprofundamento psicológico da obra no personagem. Torna-se pessoal, como se fosse em primeira pessoa, mas o narrador pode dizer coisas sobre ele que o próprio eventualmente não teria "consciencia" de fazê-lo. Nesse sentido, do uso desse recurso e guardadas as devidas proporções, me ocorre agora, lembra "A estória de Lélio e Lina", de Guimarães Rosa, que li semestre passado. A segunda vantagem nessa narrativa é que ela evita o uso do "eu", que dependedo de como utilizado pode gerar  antipatia no público, passar a idéia de arrogancia ou sentimentalismo  excessivo, gerando afastamento no público, embora esse recurso também possa ser muito bem usado, como  nos textos da &lt;a href="http://tavasemsono.blogspot.com/"&gt;Thai&lt;/a&gt;. Esse evitamento, abre margem para uma saudável dubiedade de interpretações. Haverão os que acreditem que ela fala sobre si própria. Se for assim, genial, pois pode contar coisas sobre seus sentimentos sem se expor; não é ela, autora, mas ela, personagem. E enquanto personagem, um personagem muito bom para conquistar a identificação de seu público. Se ela tivesse um nome, Maria, Joaquina, Josefina, ou seja qual for, se trataria de um personagem, devidamente caracterizado. Mas ela, personagem não-nominado, pode ser qualquer uma, inclusive o leitor(a). O estilo das coisas que são escritas, predominantemente sentimentos, também compõe o cenário que faz do texto um bom texto. Esse recurso, em si, nada significa se o texto dela, autora, não fosse bom. Então, tratando-se de sentimentos, emoções, que todos temos, e sendo ela, personagem, um personagem não-nominado, o leitor lê, e poderá dizer: sou eu. Um personagem universal. Tão universal como a história de Saramago.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2604100677409473111?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2604100677409473111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2604100677409473111&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2604100677409473111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2604100677409473111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/08/um-elogio-merie-ou-sobre-historias.html' title='Um elogio à Mérie (Ou: Sobre histórias universais)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7887151416461089982</id><published>2010-07-31T00:35:00.000-03:00</published><updated>2010-07-31T00:35:00.346-03:00</updated><title type='text'>Procissões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se é comum as procissões em Curitiba. Se não for, é uma grande coincidencia. Por duas vezes já, caminhando pela rua XV ou próximo da catedral de Curitiba, cruzo com procissões. Uma vez, no fim do ano passado. Outra, do fim do último semestre, em junho. Esse é mais um dos textos "em espera", que finalmente resolvi escrever. escrever apenas para tentar, ainda que saiba que serei mal-sucedido, descrever uma das coisas mais bonitas que já vi e presenciei na vida. Fim de tarde, anoitecendo, quase totalmente escuro já. Durante a procissão a noite terminaria de cair. E vejo aquelas velas. Uma multidão de pontos brilhantes, a iluminar as ruas. Cada pessoas, com uma vela na mão. Cantando as canções, puxadas por um mini carro de som. Na frente, o padre conduzindo as pessoas. Cantos de louvor e alegria. É isso que acho bonito na igreja católica: louva-se Deus pois Ele deve ser louvado, e pede-se pelo bem dos outros, pela paz do próximo, diferentemente das igrejas neo-pentencostais, que incita o egoísmo, em que todos apenas procuram a recompensa material de sua fé, pedem mais que louvam e louvam para ter os pedidos aceitos. Continuando com a beleza. As ruas paradas. Era realmente muita gente. Acho que ocupava umas duas quadras, senão mais. Também não fiquei contando. Pelo caminho, carros e motos da polícia fechavam o transito e garantiam o percurso. Os carros e onibus paravam para o caminhar das pessoas. Juntei-se. Não podia ser um simples observador externo. Alguem chega a mim, e oferece-me uma vela. Outro me provê o revestimento, improvisado com uma garrafa de refrigerante recortada. Aceito e carrego também a minha luz acesa. Essa preocupação com o próximo, em lhe oferecer uma de suas velas sobressalentes que não vejo nas pessoas e nos mundo em geral. A procissão caminha, sob o entoar dos cantos, da catedral na Tiradentes, passando pela praça Carlos Gomes, até a igreja do Guadalupe. Entro em paz e compartilho da missa. A imagem dos milhares de pontos brilhantes na noite curitibana não sairá de minha mente. Não tirei fotos, tão absorvido pela situação que nem pensei ou me preocupei com isso. Ainda que tivesse tirado muitas fotos, não adiantaria. Fotos não captam a alma, a atmosfera. a beleza daquela cena estava não apenas em sua deslumbrante composição imagética, mas na atmosfera que havia, o clima, a sensação, a emoção de compartilhar o mesmo amor e celebração por Deus.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7887151416461089982?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7887151416461089982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7887151416461089982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7887151416461089982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7887151416461089982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/procissoes.html' title='Procissões'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-621003132979417195</id><published>2010-07-30T03:24:00.001-03:00</published><updated>2010-07-30T03:24:00.140-03:00</updated><title type='text'>Liberdade e escolha (Ou: eu não acredito no demônio)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o Doug escreveu no &lt;a href="http://twitter.com/dciriaco/status/19845275484"&gt;twitter&lt;/a&gt; &lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;"Oh liberdade! Divina liberdade! Quero sair e não me abrem a porta.", que remetia ao clipe de uma música (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qd5FB9q8h3U"&gt;esta&lt;/a&gt;, por curiosidade). Me veio à mente o tema: liberdade. Em que medida somos realmente livres? Bom, talvez esse seja um dos maiores temas filosóficos já levantados e qualquer coisa que eu aqui escreva será pequena. Por isso, nem me alongarei demais. A questão, na qual penso nesse momento no dia de hoje, é: em que medida somos realmente livres para fazer o que queremos ou nossas escolhas não são nossas, mas determinadas por uma série de fatores? Me recordo muito das aulas de psicologia, semestre passado. Segundo algumas perspectivas (sobretudo em Freud) nossas escolhas, ou o que pensamos ser nossas escolhas, não são nossas, mas fruto de nosso inconsciente. Aquilo que você racionalmente pensa que decidiu e escolheu é fruto é uma determinação inconsciente. Eu, em certa medida e resguardados limites, acredito nisso. Mas então vem a questão: não somos livres então? Bom, talvez não. Se pensarmos, já começa pelo "quem somos". Não somos um receptáculo vazio, que pode tornar-se qualquer coisa. Partimos de pressupostos, de onde nascemos, como fomos educados, enfim, quem somos. Eu não escolhi ser paranaense de classe média. Minha mentalidade foi construida a partir dos pressupostos dessa cultura, e mesmo que eu me relativize, não posso escolher ter a mentalidade de um carioca ou paulista da periferia, por exemplo. A partir do momento que fui criado numa cultura enxergo os olhos a partir dela, e minhas escolhas são determinadas por isso. São realmente escolhas? Minhas escolhas advém de minha vida, que em boa parte não é escolha minha. Sou cristão e acredito nos pressupostos cristãos. Assim sendo, quero acreditar na liberdade e na escolha. Eu acredito na liberdade e na escolha. Por isso, sempre digo que não acredito na existencia do demônio. Pelo menos não tal como usualmente formulada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Sabe,  gosto desse tema/problemática. Vez por outra, retorno a ele. Às vezes, do nada, viro para algum  amigo e pergunto: "você acredita no diabo?" Chega a ser engraçado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Eu até  acredito no diabo como senhor do inferno, lugar de punição pelas suas  escolhas, no pós-morte. Ou, numa perspectiva que acho muito bonita, o diabo  apenas como o acusador, aquele que reune as informações ruins sobre  você, tal como um promotor, para apresentar diante do juiz, Deus. Então, o ser  humano, tal como é comum no preso que se revolta contra o advogado ou o  promotor, julga seu acusador como responsável por sua pena, quando ele próprio é  o culpado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Vez por outra, principalmente agora nas férias, com tempo sobrando, ao zapear os canais, acabo de deparando com programas religiosos na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;TV. Me causa estranhamento ouvir pastores e fiéis falando coisas sobre como o diabo está interferindo na vida das pessoas, como está lhes causando mal, como a fé vai&amp;nbsp; afastar o mal e melhorar a vida, etecetera e talz. Penso que a existencia de um diabo que tenha poderes quaisquer de interferir na vida das pessoas simplesmente contraria toda da filosofia de liberdade e escolha, o livre arbítrio, existente no cristianismo. Se é o diabo que está interferindo na minha vida, se é ele o responsável pelas coisas ruins que sucedem, onde está a possibilidade de livre-arbítrio? Isso livra de responsabilidade o individuo, de responsabilizar-se por suas ações e as consequencias delas. Com isso, perde-se a liberdade e a escolha. Por crer que o ser humano fundamenta-se em escolhas, e que são essas escolhas que, formando seu caráter e suas atitudes, dirão quem é você, que eu não acredito no demônio. O leitor atento poderá perceber algumas contradições em minha fala. De fato, elas estão presentes e são ainda mais acentuadas do que expus aqui, mas não me proponho a ter uma responta pronta para isso. Se milênios de filosofia não responderam isso, como posso ter algo concluido? Pelo menos, não por enquanto. Apenas me proponho a refletir sobre essas questões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-621003132979417195?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/621003132979417195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=621003132979417195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/621003132979417195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/621003132979417195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/liberdade-e-escolha-ou-eu-nao-acredito.html' title='Liberdade e escolha (Ou: eu não acredito no demônio)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3794445254945633449</id><published>2010-07-29T16:41:00.004-03:00</published><updated>2011-06-07T19:18:02.436-03:00</updated><title type='text'>Carta a C.D.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Ontem tive uma notícia (acadêmica) um tanto desagradável, embora ainda não confirmada. A C. talvez substitua o A. como professor das aulas de Linguagem Visual 2. Eu já conheci muitos, muitos professores ruins, péssimos em minha vida. Mesmo assim, a C. é muito provavelmente uma das piores professoras que já conheci. Em vista de algo tão desagradável, que é saber que terei que suportar sua má-qualidade (ia usar a palavra mediocridade, mas ela não chega a tanto) por mais um semestre e logo numa matéria que gosto, acho válido e justo publicar aqui o que penso sobre ela. Não estou falando pelas costas. Segue abaixo, cópia do e-mail que enviei a ela, algumas semenas atrás, alguns dias depois de acabado o semestre passado. Cheguei a pensar em publicar, à época. Depois deixei de lado, se tratava de uma questão pessoal, e o melhor seria deixá-la no passado. Mas já que ela retornou, acho conveniente me expressar. Sintetiza um pouco o que penso a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Olá,&amp;nbsp;C.,&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Ao fim de todo semestre, costumo fazer uma avaliação íntima, pessoal, dos meus professores e do que foi e representou o processo pedagógico de aprendizado no semestre que se finda. Tenho especial atenção a este processo, pois me interesso pelo ambiente acadêmico e, havendo a possibilidade de ocupar o outro lado futuramente, dar aulas, atento-me sobre os processos didáticos e como se processam os aprendizados nas diferentes cognições que cada um de nós temos. Quando vejo que, determinado processo teve algo relevante, seja positiva ou negativamente, gosto de me expressar. Mas não gosto do sistema eletrônico de avaliação do professor disponibilizado pela universidade. Não acredito nele, por uma série de motivos que não são o tema deste escrito. Gosto de escrever diretamente para a pessoa envolvida. Assim, ao fim de todo semestre me ponho a escrever aos professores, às vezes pontuando o quanto foi proveitoso, às vezes tecendo críticas e indicando caminhos a aprimorar. As aulas de Editoração Gráfica 2, como todos chamam a disciplina (oficialmente, no currículo, a disciplina chama-se Editoração Eletrônica: Editoração Gráfica), ministradas por você,&amp;nbsp;C., me inspiraram a escrever mais uma carta de final de semestre. Esta. Evidentemente, tudo que digo diz respeito à minha perspectiva, que possivelmente seja diferente da de outros de meus colegas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Uma primeira questão diz respeito às qualificações. Ninguém questiona suas qualificações enquanto designer formada, preparada. Mas o que se averigua, na prática, pelo menos na minha perspectiva, é diferente. Questionada sobre algo, você se senta ao computador, e vai mexendo no programa, longamente, como que para descobrir. Veja, não é o aluno que vai mexendo, para aprender, mas você que vai mexendo, para descobrir (o que é outro ponto questionável: fazer para demonstrar, no lugar de orientar oralmente para que o aluno faça). “Ah, esses programas mudam tanto...”, é uma frase dita mais de uma vez por você. O professor tem que ter o domínio sobre o conteúdo ministrado. O que não significa assumir uma posição de onisciente, que tudo sabe; evidentemente existem limitações e é salutar assumi-las. Mas sobre o conteúdo mínimo, há sim, que se ter domínio. Os melhores professores sabem de memória e versam a respeito dos conteúdos que ministram. Seu objeto de estudo é prático, não teórico, e também deveria saber este de memória. A hesitação, que repetidas vezes, demonstra, gera insegurança no aluno. Ainda é uma atitude melhor do que reprimir perguntas, mas não é a melhor das atitudes a serem tomadas. O melhor seria saber e ter domínio sobre o que se ensina.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Veja, você é simpática. Sim, muito. Extremamente simpática. Tanto que eu, que procuro não me deixar envolver por tais seduções, muitas vezes não disse o que pensava para não "desagradar". Se comigo foi assim, imagine com outros, que consideram a "amizade" e a "simpatia" elementos básicos necessários... Mas esta não é a função do professor. Me pergunto: de que adianta eu deixar de falar que não gostei, para não desagradar? Vai te aprimorar, fazê-la melhor? Não. Portanto, usar a simpatia para ocultar e afastar as críticas também não é uma atitude correta a se tomar, ainda que tenha sido tomada em nível inconsciente, não-proposital.&amp;nbsp; Esta é uma questão essencial. O professor não tem que ser simpático nem amigo. Isso não significa se afastar, não ser cordial, tratar mal. De forma alguma, pois se isso ocorresse faria mal igual. Mas amigo e professor tem funções diferentes. O amigo está ali para te apoiar, mesmo sabendo do seu erro. O professor deve implacavelmente apontar o erro, para você mudar. Amigo não muda nem forma estruturas cognitivas, para usar um termo da área. Isso é dever do professor. E ele não pode fazê-lo sendo amigo, passando a mão na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Por diversas vezes, você repetiu frases tais como “Depois vocês vão chegar no mercado, e vão se dar mal” ou “Eu vou passar vocês agora, e depois o mercado vai selecionar”. Você demonstra uma atenção excessiva ao mercado, típica de quem não tem formação em uma área de educação (tratarei disso adiante). Valendo sua opinião, o mercado se encarregaria de tudo, das notas, das aprovações... Se há tanto mercado, para que estamos na universidade? Vou dizer: o mercado não existe. O mercado não interessa. Por mais que alunos (há pouco você também era uma aluna), ávidos pelo trabalho qualificado, queriam acreditar que sim, a universidade não se reporta ao mercado. Não é seu papel, no tocante a filosofia da educação. O papel da universidade é a construção do saber. Ponto. E isso vale também para os cursos de tecnologia, a saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Outra coisa que, por diversas vezes, e repetidas vezes, você disse é a respeito da pertinência da disciplina na grade curricular de nosso curso. Você acredita, palavras suas, que ela não deveria existir ou pelo menos ser optativa. Que, em sendo uma coisa que nem todos gostam ou tem aptidão, você não pode cobrar isso dos alunos. Novamente palavras suas. Aqui se tem uma série de equívocos. Primeiro. É bem evidente seu sentimento de corporativismo junto ao design. Você é da área do design, e acredita que estamos roubando o espaço de sua área. Diversas vezes disse coisas como “isso se aprende em 4 anos no design, como vou ensinar em um semestre?” ou “No design, existe uma disciplina inteira só pra esse item X. Vocês não têm como aprender, vocês não vão aprender”. Com isso, determina previamente que não vamos aprender, que não podemos aprender, ou aprender bem. Fica bem evidente seu pré-determinismo, antes mesmo de começar as aulas, não? Você tenta defender sua área, mas se esquece que design, assim como a comunicação, não é ciência e qualquer idiota faz. E isso é verdade. Lamento o linguajar, mas é necessário. Não se faz medicina ou engenharia sem estudo e fundamentação, assim como também não se faz sociologia ou filosofia sem isso. Mas mesmo a comunicação, não requer fundamentação para ser feita, assim como o design também não. Todas as teorias que tivemos de comunicação serviram sim, e ajudam, como um lastro para a prática, mas alguém que nunca ouviu falar de Kunsh, Teobaldo, Adorno, Habermas, Barbero e tantos outros pode eventualmente fazer comunicação muito melhor. Assim como saber tipografia é um lastro que ajuda, mas alguém criativo, sem nunca sequer ter ouvido falar nisso, pode fazer design muito melhor do quem sabe isso. Mas é como se dissesse "vocês não são nem podem aprender design, por que não fazem esse curso". Então surge uma questão fundamental: se você não acredita na disciplina, como ministrá-la? Ou como pode ministrá-la bem? Nunca, jamais, se ensina, ou se ensina bem, aquilo em que não se acredita. O professor tem que ter paixão em dar aula, e acreditar naquilo. Se não tiver isso, não tem nada. Não há nada pior do que um professor sem paixão. Isso se nota claramente. Você não acredita na disciplina, e não a ensina bem. Nem poderia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O segundo equivoco é referente à cobrança. Você já disse coisas como "em questão gráfica, eu não posso avaliar vocês, pois vocês não têm esse domínio". Ora, se você não vai avaliar em questão gráfica vai avaliar em quê? Um curso superior pressupõe, sim, avaliação, goste ou não o aluno da matéria. Com todo respeito, mas nós não temos o domínio por que você não ensina. Se ensinasse, talvez tivéssemos. É seu dever ensinar e cobrar, sim, que tenhamos esse domínio. Isso é reflexo do seu “corporativismo”, de achar que só se pode fazer design os que cursam design. Para se ver o quão esdrúxula é essa afirmação, é como se o professor de psicologia dissesse que não pode nos avaliar em relação à psicologia, pois nós não somos psicólogos. Ora, justamente por isso temos uma matéria de psicologia, para aprender o essencial dessa área à comunicação, senão não precisaríamos dela. Fossemos designers não precisaríamos disso também, mas ao contrário, você não ensina o essencial de sua área a nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Um outro ponto que acredito ser grave refere-se à chamada profecia auto-realizável. O que significa isso? O professor acredita que o aluno será ruim. Acreditando que o aluno será ruim, ele o torna ruim. Nas suas aulas, pelo menos a partir de minha percepção, você sempre dá mais atenção a uns do que a outros. Sendo uma matéria prática, onde se tem que aprender a lidar com softwares de computador, isso é fundamental. Mas você dá mais atenção aos que se interessam e se dedicam mais. Poderia-se considerar isso natural, não? Aqueles que se interessam e buscam mais, têm mais atenção. Pois digo que deveria ser o oposto. Você diz que o aluno deve mostrar interesse e se motivar. Uns gostam da área, outros não, e você não pode fazer nada sobre isso. Palavras suas. Uma visão, novamente, liberal, ou liberalizante, do ensino. Ou seja, o ensino livre, como cada um o queira fazer, algo próprio do mercado. Isso não é ensino, para a filosofia da educação. É dever do professor motivar. Ora, dar mais atenção aos que se interessam mais apenas reproduz a lógica que já está posta. Aqueles que gostam, você dá atenção (exemplo máximo, o dia que adiou o conteúdo da primeira aula, esperando uma aluna, não é preciso citar nomes, que só chegaria na segunda aula, por que você queria que ela visse o conteúdo, pois ela se interessava!), ignorando aqueles que não gostam, a quem realmente deveria voltar suas atenções.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Boa parte das críticas que fiz, creio, sejam fruto da falta de formação como professor. Há pouco você era aluna, e embora existam em nosso curso bons exemplos de professores estreantes que tiveram postura exemplar de ensino, você não é uma delas. Pessoalmente, acredito que seja necessário para a prática do ensino esse tipo de formação, mas não nego que possam existir grandes mestres sem essa formação. Infelizmente, no seu caso, isso demonstra fazer falta, como em questões de didática, referente ao como ensinar, que é lamentável, para dizer o mínimo. Para pesquisar um tutorial de como fazer algo no Google, eu faço em casa. Professor não é para tirar dúvidas, mas, como já disse, suscitar o desejo pela matéria e discipliná-lo (daí a origem de “disciplina”) cobrando o aprendizado. Sim, essa é uma perspectiva teórica à qual me filio. Existem outras. O triste é que eu sei disso, mas você não, entende? E que diferença vai fazer conhecer perspectivas teóricas em educação para você, pode-se perguntar? Faz diferença, acredite.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Para finalizar quero contar de quando me interessei pelo curso. Olhei a grande do curso na internet, e uma das disciplinas pelas quais mais me interessei foi justamente a parte de “editoração gráfica”. Eu gostava dessa área. Agora não mais. Dentro da psicologia da educação aprendemos, na ótica do behaviorismo de Skinner, que o aluno associa a matéria ao professor. É o professor que faz ele gostar ou não da matéria. Quando entrei no curso gostava de editoração, mas hoje já não tenho tanto interesse pela área. Claro que isso é fruto de uma série de mudanças, mas em parte creio que você seja a responsável. Não digo isso com ressentimento algum, pois eu sou o responsável pelas minhas escolhas e gosto delas. Talvez um dia volte a me interessar pela área. Apenas digo isso pois deve ser dito a bem da verdade. É preciso que digamos as coisas. Na sociologia também aprendemos que todo conceito é relacional, ou seja, é definido a partir de uma relação. O pai só existe pois existe o filho, assim como o aluno e o professor. Mas, ao contrário do que se pensa, a legitimação dessa relação é fruto de definição e reconhecimento mútuo. Quando o filho renega o pai, este deixa de sê-lo. Para mim, a palavra professor sempre teve um peso e um significado muito grande, de importância e reconhecimento. E pela importância que esta palavra tem, apenas gostaria de lhe dizer que você não é professora. Para mim, eu não lhe reconheço como tal. Pelo menos não é isso que você foi, e não é isso que lhe considero. Espero que um dia possa realmente merecer ser chamada assim, pelo bem de seus futuros alunos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;-----&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Edição posterior,&amp;nbsp;08 de abril de 2011:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Direito de resposta. E-mail recebido, hoje:&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;Prezado Márcio,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;Entro em contato porque a pouco tempo tomei conhecimento da publicação do e-mail enviado para mim em seu blog. Primeiramente, &amp;nbsp;quero dizer que respeito o seu direito de expressar sua opinião, porém na época não respondi o e-mail &amp;nbsp;por acreditar que este veículo não é o mais adequado para discutirmos tais assuntos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;No entanto, sempre cumpri meus horários de permanência na instutuição de ensino para esclarecer dúvidas das disciplinas que ministrei, bem como qualquer assunto (avaliação, metodologia de ensino, conteúdo, abordagens, relacionamento professor-aluno, entre tantos outros). Tais horários estavam a disposição dos alunos no site e na secretaria do departamento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;Em sala de aula, também sempre fui uma pessoa acessível e dei abertura aos alunos para colocarem suas sugestões, contribuições, críticas e qualquer assunto pertinente a disciplina e a minha pessoa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo assim, estou a sua disposição para qualquer esclarecimento pessoalmente. Para tanto, peço a gentileza que retire este texto do seu blog.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;Atenciosamente,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;C.D.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Os nomes, aqui originalmente encontrados, já não se encontram, tendo sido substituídos por siglas. Não são necessários, por uma questão, com a qual concordo,&amp;nbsp;de respeito à imagem do outro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3794445254945633449?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3794445254945633449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3794445254945633449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3794445254945633449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3794445254945633449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/carta-cd.html' title='Carta a C.D.'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7920206357127495027</id><published>2010-07-29T16:40:00.017-03:00</published><updated>2011-06-07T19:19:15.637-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7920206357127495027?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7920206357127495027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7920206357127495027&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7920206357127495027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7920206357127495027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/carta-carolina-daros_29.html' title='...'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8060942706843817157</id><published>2010-07-28T01:04:00.003-03:00</published><updated>2010-07-28T01:04:00.467-03:00</updated><title type='text'>Sobre o casamento gay</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada foi aprovada na Argentina a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O tema foi matéria de vários jornais e no Brasil movimentos lutam por lei semelhante. Não entendo, realmente, por que tanta polêmica a respeito disso. O que penso sobre o assunto, para mim, parece tão claro, que mesmo sempre procurando me relativizar, não posso deixar de dizer que é a posição correta, verdadeira. O que todos deviam enxergar. E o que penso a respeito?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se me perguntagem, respondei com a pergunta "Para quem você está perguntando?". Veja, existem muitos eus, existem muitos Márcios. Faço sempre o esforço de tentar separá-los. Me lembro de uma aula sobre Festinger em psicologia da comunicação em que, analisando o case da "petrobrax", defendi para o Zama, o professor, que a opinião do Fernando Henrique intelectual não afetava a opinião do Fernando Henrique presidente. Ele discordou da minha metodologia de dividi-lo em duas pessoas, mas sei de correntes teóricas que refedendam isso que digo, ainda que não saiba fundamentar isso hoje. Penso que não somos uma massa única de opinião. Nós somos cidadãos, somos trabalhadores, somos filhos, pais, conjunges, somos fiéis, somos amigos, somos consumidores e produtores, entre tantas outras esferas de nossas vidas. Em cada um desses momentos nós temos determinada opinião, e, creio, elas podem ser, sim, contraditórias. O que quero dizer com isso e onde quero chegar? Ora, o exercicio de relativizar-se exige que enxergemos pela ótica do outro. Sejamos objetivos, para não perder o foco. Acredito no catolicismo, apesar de não sê-lo (longa história, fica para outro dia). Sou cristão. Ainda que não fosse, teria a mesma opinião.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que as igrejas não devem aceitar o casamento gay. Elas têm esse direito. Faz parte de sua epistemologia e de sua crença. Qualquer crença tem o direito de estabelecer seus critérios internos de fé. No Islã, o homem pode ter até quatro esposas. No ocidente, apenas uma. Acaso as religiões ocidentais estão sendo preconceituosas com os homens que querem mais de uma esposa? Claro que não. Elas estabeleceram que, para elas, um homem pode ter apenas uma esposa. Elas têm esse direito, assim como o Islãmismo tem o direito de estabelecer suas regras de crença. Portanto, as religiões tem o absoluto e intocável direito de estabelecer que uma união correta é entre um homem e uma mulher, ou entre um homem e quatro mulheres, no caso do islamismo, e não entre homens e homens ou mulheres e mulheres. É direito deles. Intocável e inquestionável. Argumenta-se que as igrejas deviam se adequar aos novos tempos, modernizar-se. Ora, Igreja e fé não são o Estado. O Estado, sim, têm que modernizar-se, acompanhar as mudanças da sociedade. Não a Igreja. A fé não muda. As igrejas que cairem nessa armadilha estarão dando um passo adiante em direção à sua extinção. A fé é perene. Ou vamos querer adaptar as palavras de nossos Deuses (seja Jeová, seja Alá) para os dias atuais? Isso não faz sentido algum, pois se estaria abrindo mão de principios, distorcendo questões estabelecidas e criando, na prática, religiões diferentes daquelas que o são, em essência. Para mim, as religiões já estão modernas demais. Por isso acredito e defendo que as igrejas não devem permitir, nunca, o casamento gay.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu sou contra o casamento gay? De forma alguma. Sou absolutamente a favor. Veja, até agora estava tratando sobre igrejas e seu direito inalielável de ter seus próprios preconceitos e exclusões. É um direito. Mas defendo plenamente o casamento gay (ou homo-afetivo, ou seja qual for a nomenclatura politicamente correta a ser usada) civil. E é nesse ponto que a coisa, para mim, parece tão clara que não vejo como alguém pode discordar ou pensar diferente. Desde há muito, em Montesquieu, Estado e Igreja são separados. Reconheçamos que, mesmo depois, a Igreja ainda influenciou muito as decisões de Estado, até o inicio do século XX. No entanto, hoje, isso já está superado. O Estado brasileiro, como a maioria dos Estados ocidentais, é laico, ou seja, não têm nem se filia a nenhuma religião. Portanto, os pressupostos teológicos de quaisquer religião não podem interferir nas diretrizes do Estado. Assim sendo, o que impediria o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo? Absolutamente nada. Mas quando digo isso, que se frise, absolutamente nada mesmo. Todos podemos ter nossas opiniões pessoais, gostar ou não, mas quando falamos de Estado, estamos falando do ente maior de nossas vidas, que deve regular nossos comportamentos. Para o Estado, todos somos cidadãos, não importa de que sexo, e o casamento é a união de dois cidadãos que assim desejam fazê-lo, não importa, para o Estado, se um homem com uma mulher, dois homens ou duas mulheres. Simples assim. Não há argumento contra. Então pergunto: por que já não é assim? Ora, não sei. Sei que deveria ser. E por isso acredito que eu seria um bom político, pois sei me relativizar, colocar de lado minhas crenças, me separar em vários eus. Ainda que meu eu religioso seja contra, meu eu estatal reconhece que este é um direito dos cidadãos, simples assim. Eu votaria a favor do casamento civil para pessoas do mesmo sexo. É seu direito, como cidadãos. Por isso, eu apoio esta causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8060942706843817157?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8060942706843817157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8060942706843817157&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8060942706843817157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8060942706843817157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/sobre-o-casamento-gay.html' title='Sobre o casamento gay'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-782656976300453869</id><published>2010-07-27T00:59:00.001-03:00</published><updated>2010-07-27T01:01:33.929-03:00</updated><title type='text'>A argumentação de Lúcifer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Final do filme "Advogado do Diabo". Sempre achei incrivel essa cena. Esta é a argumentação de Lúcifer (baseada nos argumentos do escritor John Milton, descobri agora) contra Deus, na voz do excepcional Al Pacino. O vídeo é relativamente longuinho (uns 8 minutos) mas são os dois primeiros que importam, e contém a argumentação. Infelizmente, está sem legendas, por isso transcrevo abaixo. Ressalte-se, não é isso que penso. Eu discordo. Eu creio em Deus. Então por que publicar algo que você não concorda?, poderão perguntar. Ora, primeiro, que a argumentação é boa, não importa se eu concordo ou não. Segundo, por que não sou um babaca que só se importa com aquilo com que concorda. tenho abertura e puralidade (ou desejo ter) suficiente para aceitar o contraditório. Sempre gostei da antitese e acho ela fundamental. Ou seja, mesmo que eu não concorde, aqui há espaço. E terceiro, a despeito de tudo isso, é cinema de primeira, muito bem escrito e interpretado. Confiram.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YMTBIFzvNII&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YMTBIFzvNII&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por quem carrega todos esses tijolos?&lt;br /&gt;Deus? É isso? Deus?&lt;br /&gt;Então, deixe-me lhe dar uma pequena informação especial sobre Deus.&lt;br /&gt;Deus gosta de observar.&lt;br /&gt;É um brincalhão.&lt;br /&gt;Pense nisso.&lt;br /&gt;Ele dá ao homem os instintos mais incontroláveis.&lt;br /&gt;Dá esse dom extraordinário e depois o que faz?&lt;br /&gt;Para Seu prazer pessoal, numa cósmica, particular sessão de risadas. Isso eu garanto!&lt;br /&gt;Ele estabelece as regras por contraste.&lt;br /&gt;É a maior traquinice de todos os tempos.&lt;br /&gt;Vejam, mas não toquem.&lt;br /&gt;Toquem, mas não provem.&lt;br /&gt;Provem, mas não engulam.&lt;br /&gt;E enquanto voces andam as voltas com isto, o que faz Ele?&lt;br /&gt;com isto, o que faz Ele?&lt;br /&gt;Se rola de tanto rir!&lt;br /&gt;É um sujeito gozador! Um sádico&lt;br /&gt;Um desleixado síndico!&lt;br /&gt;Adorar aquilo? Nunca!&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Estou enfiado nisto até ao pescoço desde o princípio.&lt;br /&gt;Alimentei todas as sensações que ao homem possa ter!&lt;br /&gt;Preocupei-me com o que ele desejava sem nunca o julgar!&lt;br /&gt;Por que? Porque nunca o rejeitei, apesar das suas imperfeições!&lt;br /&gt;Sou seu admirador!&lt;br /&gt;Sou um humanista. Talvez o último.&lt;br /&gt;Quem, no seu perfeito juízo, pode negar que o século XX, foi inteiro meu?&lt;br /&gt;Todo ele! Por completo. Meu.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Adiante, no vídeo (lá pelos 6 minutos), tem outro diálogo (a sequencia do diálogo, na verdade) que sempre me marcou.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Na Bíblia, voce perde. Estamos destinados a perder, pai.&lt;br /&gt;- Leve em conta a fonte, filho.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simples assim, com uma frase, e ele desqualifica toda a biblia. &lt;i&gt;"Leve em conta o autor"&lt;/i&gt;. Ou seja, a biblia é escrita a partir de um ponto de vista e obviamente vai defendê-lo. Incrivel argumentação. Não concordo. Continuo com minha fé, e realmente acredito que a biblia seja a verdade, independentemente do autor. Mas isso faz pensar, não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-782656976300453869?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/782656976300453869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=782656976300453869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/782656976300453869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/782656976300453869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/argumentacao-de-lucifer.html' title='A argumentação de Lúcifer'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-105360427595688492</id><published>2010-07-26T19:28:00.001-03:00</published><updated>2010-07-31T04:32:12.127-03:00</updated><title type='text'>Burrice extrema ou pura má-fé</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Era esse o título do post que havia começado há muito tempo, deixado nos rascunhos sem acabar e que iria terminar agora. O texto era absurdamente longo, talvez o maior que já tenha escrito para este blog. Não sei o que fiz, o que cliquei, mas o texto se apagou. Sumiu. Puft. Sim, escrevo diretamente no campo do blog, e não tenho backup. Tentei resgatá-lo, mas não consegui. Estou pasmo, sem acreditar nisso. Infelizmente, se perdeu. Não vou re-escrevê-lo. E pior que tava bom, hein? Narrava minha revolta e indignação com o que chamei de uma das mais nonsenses peças já produzidas pelo nosso judiciário. Comecava contando da notícia que soube, no blog do Josisas de Souza, que o Ministério Público Eleitoral estava pedindo a retirada do ar do blog "Os amigos do presidente Lula". Então eu peguei a peça de acusação e desfiz seus argumentos, um a um. A peça é absurda e ridícula, daí o titulo: burrice extrema ou pura má-fé. Distrocia conceitos de forma clara, apresentando o blog como propaganda quando esse, o blog, não tem vinculo institucional. Falava em evitar o uso o poder economico, quando isso é impensável na internet, em que todos são iguais. Apresentava como provas da propaganda citações absurdas e descontextualizadas, que não se classificam assim de forma alguma, são apenas opinióes tão válidas quanto aos dos sociólogos. Texto bonito, o meu. Perdeu-se. Em tempo, a açao foi rejeita pelo TSE hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-105360427595688492?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/105360427595688492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=105360427595688492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/105360427595688492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/105360427595688492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/burrice-extrema-ou-pura-ma-fe_26.html' title='Burrice extrema ou pura má-fé'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4649902781223397914</id><published>2010-07-26T03:16:00.001-03:00</published><updated>2010-07-26T03:17:38.535-03:00</updated><title type='text'>Na ausência de palavras, a música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na&amp;nbsp;ausência&amp;nbsp;de palavras a serem ditas, eis o som, a música para ocupar nossas vidas. Eis algumas das que eu gosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse clipe foi feito a partir de um dos melhores episódios de Doctor Who. Adoro a série e adoro o clipe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="360" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PXMxb5fn6Q8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PXMxb5fn6Q8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não conheço essa banda. Achei por acaso o clipe e gostei muito. O som, mas principalmente as imagens. Gosto desse estilo de filmagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dGHbOZBSv18&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dGHbOZBSv18&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Madredeus. Acho que não preciso falar mais nada. Lindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4z1l3Mop0_A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4z1l3Mop0_A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por fim, com 1:13 (um minuto e treze segundos) desse video, quando a loira começa a cantar, é uma das coisas mais lindas que já ouvi na minha vida. Sobem calafrios pela minha esfinha. É divino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sQR0LQskL4E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sQR0LQskL4E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4649902781223397914?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4649902781223397914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4649902781223397914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4649902781223397914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4649902781223397914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/na-ausencia-de-palavras-musica.html' title='Na ausência de palavras, a música'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6932711926612764312</id><published>2010-07-25T05:51:00.000-03:00</published><updated>2010-07-25T05:51:28.504-03:00</updated><title type='text'>Dica Musical: Wise Up</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zbxyOOrHIXg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma dica musical. ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6932711926612764312?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6932711926612764312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6932711926612764312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6932711926612764312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6932711926612764312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/dica-musical-wise-up.html' title='Dica Musical: Wise Up'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5469409016410182943</id><published>2010-07-24T23:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-25T00:28:13.741-03:00</updated><title type='text'>Lição?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Citação:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;"O gestor público deve sempre atuar nos limites da legalidade, deve explorar suas fronteiras.&amp;nbsp;As regras formais são burras.&amp;nbsp;Tolo é aquele que respeito esses limites, pois o outro, seu adversário, não respeitará. Devemos transigir essas fronteiras, pois se não transigirmos, não iremos nunca estabalecer novos limites, e sem isso, não mudaremos nada na sociedade."&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já faz algum tempo que ouvi essa importante lição na faculdade. Ainda não sei se concordo ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5469409016410182943?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5469409016410182943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5469409016410182943&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5469409016410182943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5469409016410182943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/licao.html' title='Lição?'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6407785576817242143</id><published>2010-07-20T01:46:00.000-03:00</published><updated>2010-07-20T01:46:23.128-03:00</updated><title type='text'>Apenas mais um dia desperdiçado</title><content type='html'>Tenho escrito tão pouco, não é mesmo? Principalmente por ser uma época que, em tese, tenho tempo à vontade para escrever... É verdade que tempo eu tenho, mas falta vontade. Nada tenho feito esses dias, exceto desperdiçar os dias de minha vida em um vazio, em um nada. Este é apenas mais um desses dias desperdiçados. Minhas férias nunca rendem, nunca faço nada, e por isso prefiro os tempos de não-férias. Fico pensando o que farei nas próximas férias, quando efetivamente não houver retorno às aulas no semestre seguinte, visto que o próximo é o último... Enfim, passando apenas para atualizar esse espaço, ainda que seja com o nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6407785576817242143?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6407785576817242143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6407785576817242143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6407785576817242143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6407785576817242143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/apenas-mais-um-dia-desperdicado.html' title='Apenas mais um dia desperdiçado'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6812357411015534200</id><published>2010-07-15T00:21:00.007-03:00</published><updated>2010-07-15T00:35:15.142-03:00</updated><title type='text'>O Nei fez eu me lembrar de Eça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, o Nei publicou no seu blog, disponível &lt;a href="http://tionei.blogspot.com/2010/07/nada-desejar.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, um post chamado "Nada a Desejar". Muito bom post, me lembrou de algumas coisas. As coisas que me vieram a mente pouco têm a ver com o post do Nei, mas sabe quando uma coisa puxa outra que puxa outra, num fluxo? Pois é. Me lembrei d'Os Maias, de Eça de Queiroz. Mais especificamente de seu epílogo, o final. Sempre amei essa cena. Me lembro (em termos gerais) de cabeça, mas peguei o livro na estante, para não cometer nenhuma impropriedade. Passada toda a tragédia, os amigos Ega e Carlos Eduardo caminham pela cidade, refletindo sobre a vida, e concordam em ter encontrado a teoria definitiva sobre a vida. Recortei o principal para vocês; vale a pena ler:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada, que se chama o Eu, ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade do todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na terra - porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna, à minha espera, para ser minha se eu para lá corresse, eu não apressava o passo... Não! Não saia deste passinho lento, prudente, correcto, seguro, que é o único que se deve ter na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] E ambos retardaram o passo, descendo para a rampa de Santos, como se aquele fosse em verdade o caminho da vida, onde eles, certos de só encontrar ao fim desilusão e poeira, não devessem jamais avançar senão com lentidão e desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Então Carlos, até aí esquecido em memórias do passado e síntese da existência, pareceu ter inesperadamente consciência da noite que caíra, dos candeeiros acesos. A um bico de gás tirou o relógio. Eram seis e um quarto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, diabo! [...] Não aparecer por aí uma tipóia!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera! exclamou Ega. Lá vem um "Americano", ainda o apanhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda o apanhamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fina e fria que lhes cortava a face:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao menos assentamos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem para o amor, nem para a gloria, nem para o dinheiro, nem para o poder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lanterna vermelha do "Americano", ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda o apanhamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda o apanhamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo a lanterna deslizou, e fugiu. Então, para apanhar o "Americano", os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É triste e é bonito. Da vida nada a desejar, pois só há desilução e poeira. Me lembrei agora de Zeca Pagodinho e seu "deixa a vida me levar". Acho que é o mesmo pensamento. O mais interessante do trecho é que os personagens fazem o oposto daquilo que advogam na filosofia. Enquanto dizem não valer a pena correr por nada nessa vida, lançam-se correndo desesperados atrás do "americano", o trem. É o recado de Eça de que há coisas, sim, pelas quais se vale correr.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acho essa passagem extremamente bonita, mas não concordo inteiramente com ela (não preciso concordar, para admirar). Acho sim, que a vida é mais leve quando nada esperamos ou desejamos, mas, assim como Carlos e Ega que correm atrás do trem, também há coisas com as quais devemos continuar desejando. Eu diria que, no fim, além de desilusão e poeira, ao menos restam belas palavras, como a poesia de Eça. Como sabemos, a beleza de belas palavras é a&amp;nbsp;única&amp;nbsp;coisa que tenta competir com a beleza das mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6812357411015534200?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6812357411015534200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6812357411015534200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6812357411015534200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6812357411015534200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/o-nei-fez-eu-me-lembrar-de-eca.html' title='O Nei fez eu me lembrar de Eça'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-776325568139351758</id><published>2010-07-13T01:36:00.003-03:00</published><updated>2010-07-13T09:01:39.612-03:00</updated><title type='text'>Filmes!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É férias, e evidentemente, tenho assistido muitos, muitos filmes. 2 ou 3 por dia, e isso não é exagero. Muitas reprises, pois gosto de rever filmes que gosto. Outros filmes que tinha visto há muito, muito tempo, e já não me lembrava de nada. Alguns inéditos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempo que eu havia baixado um filme espanhol chamado "Eloise". Finalmente assisti. Achei razoavelmente bom. A grosso modo, conta a história de duas meninas que se apaixonam. Um pouco moderninho demais pro meu gosto, com muita nudez (mais material para minha futura tese!). Achei interessante a narrativa. Existem, desde o começo, três linhas temporais. O "futuro", com a moça internado num hospital, a partir de onde se começa a contar a história; a linha principal, o presente, onde se dá o desenrolar da trama; e ainda fragmentos do passado, lembranças da infância da personagem. O interessante é que não se usa recursos de montagem, como &lt;i&gt;fades &lt;/i&gt;ou recursos de iluminação e fotografia, ou quaisquer outros, para indicar a diferenciação das linhas temporais. As cenas simplesmente mudam, abruptamente. Simples assim, e tudo se mistura. O diretor teve muita, muita coragem em fazer isso, pois o risco do público se perder entre as cenas não-lineares era grande. E sabe o mais legal? As linhas&amp;nbsp;temporais&amp;nbsp;são perfeitamente&amp;nbsp;compreensíveis&amp;nbsp;(ao menos pra mim), e em nenhum momento se confundem. Creio ser um ponto positivo tanto do roteiro, ao esquematizar as cenas, quanto da direção e edição. Realmente gostei muito de como esse recurso foi aplicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro, dos muitos filmes que tenho visto, foi "Uma Noite Fora de Série" (Date Night, no original). Fazia tempo que queria ver este filme, desde que lançou no cinema, mas acabei não indo. Ele simplesmente reúne &amp;nbsp;as duas grandes estrelas da comédia dos dias atuais. Steve Carrell, astro da série The Office, e Tina Fey, protagonista da série 30 Rock. No filme, eles são um casal tentando re-ascender o casamento, com um jantar especial à noite. Sem reservas no badalado restaurante, eles assumem a identidade de outro casal para pegar a reserva deles. Acontece que o outro casal estava sendo perseguido por bandidos, que passam a perseguir eles, numa trama que envolve máfia, policiais, e tudo o que mais a que se tem direito. É uma excelente comédia, não rasgada, nem piegas, mas na medida exata. Frisem minha frase seguinte: é um filme de sessão da tarde. Parecia que eu estava assistindo a sessão da tarde, quando criança. O filme está fadado a isso. Ele já nasceu para ser um clássio absoluto e extremo das futuras sessões da tarde. E isso é um grande elogio. A cena envolvendo um carro chique (não sei de marcas) e um taxi, enganchados, é prova disso. Todo o resto do filme também. Eu adoro sessões da tarde. Adorava quando criança. E agora pude testemunhar o nascimento do filme que vai representar a sessão da tarde para as futuras gerações, assim como eu também tenho os filmes dos anos 80 e 90 que representam a sessão da tarde para mim, mas não mais para as crianças de hoje. É algo realmente gostoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro e último filme que quero comentar hoje é uma das muitas reprises que tenho re-visto. É "Intrigas de Estado" (o título original, "State of Play" é muito melhor, pois há um jogo de palavras, um trocadilho, que gera 2 ou 3 interpretações diferentes. A mais adequada, no Brasil, seria "Jogos de Estado"). Já tinha visto no cinema, ano passado, e resolvi rever agora. Fosse este um post exclusivo sobre esse filme e teria o título "em busca da verdade". O filme é uma grande e bela elegia ao jornalismo. Algo realmente bonito, que compararia inclusive ao clássico "Todos os homens do presidente", talvez a maior homenagem ao jornalismo já feita pelo cinema. Quando digo comparar, claro, resguardadas as devidas proporções. "Todos os homens..." é um classico absoluto do cinema, e "Intrigas..", apesar de ser excelente, não chega a inscrever seu nome no roll dos maiores. Digo comparar no tocante à fé manifestada no jornalismo. O filme é muito bom, enquanto trama policial de investigação; é sobre um jornalista que investiga um assassinato que pode envolver uma conspiração corporativa e um jovem deputado, seu amigo da faculdade (na verdade a trama vai muito, muito além, mas não vou estragar a surpresa aqui). E o filme é bonito, enquanto elegia ao jornalismo. Quando vi pela primeira vez, ano passado, gostei do filme mas odiei o final; tinha achado que o final tinha estragado tudo. Hoje vi diferente. Interessante como os olhos mudam, depois de passado algum tempo, que nem é tanto tempo assim, né? Na primeira vez que vi, não gostei do final pois desejava um final "real", pragmático, que retratasse a realidade. Hoje gostei do final por entender o filme não como um retrato da realidade, mas como essa elegia ao dever ser, do mundo ideal. O mundo e o jornalismo e os jornalistas não são como retratados no filme, mas deveriam ser. Se pegarmos pela ótica marxista, é um encobrimento da realidade, mas acho que podemos deixar Marx de lado de vez em quando. Eu acredito, ou quero ainda acreditar, no ideal de jornalismo que o filme passa.&amp;nbsp;Deveria ser exibido nos cursos de jornalismo, ao lado de "Herói por acidente".&amp;nbsp;Só devemos ter cuidado e&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;para saber que é um ideal, e não a realidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, acho que por hoje, é só pessoal. Volto a qualquer momento, no novamente tradicional post da madugada, ou em boletim especial. ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-776325568139351758?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/776325568139351758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=776325568139351758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/776325568139351758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/776325568139351758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/filmes.html' title='Filmes!'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-531281914823675469</id><published>2010-07-12T20:15:00.001-03:00</published><updated>2010-07-12T20:15:41.557-03:00</updated><title type='text'>Dica: Bobbio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dica do dia:&amp;nbsp;Bobbio e o labirinto da história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leitura fácil, rápida, direta e valorosa. Fica a dica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A história é um labirinto. Acreditamos saber que existe uma saída,&amp;nbsp;mas não sabemos onde está. Não havendo ninguém do lado de fora&amp;nbsp;que nos possa indicá-la,devemos procurá-la nós mesmos. O que o&amp;nbsp;labirinto ensina não é onde está a saída, mas quais são os caminhos&amp;nbsp;que não levam a lugar algum."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Norberto Bobbio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua aqui:&amp;nbsp;&lt;a href="http://posjor.ufsc.br/public/docs/243.pdf"&gt;http://posjor.ufsc.br/public/docs/243.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-531281914823675469?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/531281914823675469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=531281914823675469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/531281914823675469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/531281914823675469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/dica-bobbio.html' title='Dica: Bobbio'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8286491547510884290</id><published>2010-07-12T01:51:00.011-03:00</published><updated>2010-07-12T14:40:18.011-03:00</updated><title type='text'>Ingenuidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O Cardeal Dom Odilio Scherer escreveu, no último sábado, um artigo, publicado no Estadão e disponível &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100710/not_imp579144,0.php"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;, muito interessante do ponto de vista do resgate histórico que faz a respeito de Tomás Morus, santo protetor dos governantes e políticos e tomado pelo autor como exemplo de ética. Concordo com o ponto de vista de Scherer sobre a importância e necessidade emergente de sermos mais éticos, não cedermos em nossos valores. Contudo, o que me chama atenção e desejo comentar são os primeiros parágrafos, dos quais discordo e apontarei o porquê. Cito&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A campanha em favor da ficha limpa mobilizou, em todo o Brasil, milhões de pessoas que acreditaram na possibilidade da decência e da ética na política. Em Brasília houve quem apostasse que seria mais fácil a vaca voar do que esse projeto de lei de iniciativa popular passar pelo Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa! A vaca não voou, mas o projeto passou, a lei já foi sancionada e está em vigor. Agora é vigiar e clamar pela sua aplicação correta. O País agradece a tantos cidadãos que se empenharam para barrar, antes das urnas, pretendentes a mandatos políticos que não podem ostentar idoneidade moral para governar ou legislar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será bom para o Brasil. Muito bom.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito sim, em certa medida, na força do povo. Ela se manifestou, bem evidente, por exemplo, em 2006, quando este se opôs à opinião da mídia re-elegendo Lula. Mas não dessa vez. O que houve não foi povo, nesse caso não existe a força do povo. Simplesmente não existe. Acreditar que o projeto ficha limpa foi aprovado por causa do povo, sua força, sua mobilização, ou o que quer que seja é ser muito ingênuo, ao extremo, ou estar ao lado de uma corrente ideológica que deseja vender esta idéia, mesmo não sendo verdadeira. É uma tolice acreditar que esta lei foi aprovada pela pressão que os cidadãos exerceram. Fosse assim, e diversas outras leis também teriam sido aprovadas. O fato de ser uma lei de iniciativa popular nada quer dizer; há dezenas de outras que vão para as gavetas. O que ocorreu foi uma conjugação de interesses. Interesses políticos e interesses da mídia. Esta sim, ao adotar o projeto por seus próprios interesses (que nada tem a ver com o povo ou com sua preocupação por este), exerceu pressão e influencia. Devemos ser menos ingênuos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8286491547510884290?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8286491547510884290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8286491547510884290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8286491547510884290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8286491547510884290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/ingenuidade.html' title='Ingenuidade'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3906220291366444450</id><published>2010-07-11T00:48:00.002-03:00</published><updated>2010-07-11T01:05:59.802-03:00</updated><title type='text'>Bruno, o goleiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/IqueCasoBruno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/IqueCasoBruno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito se tem explorado na mídia esses dias o caso do goleiro Bruno, do Flamengo, que supostamente (mas provavelmente) teria matado a ex-amante. Apesar do caso já estar se tornando batido, há dois aspectos que quero discutir, deixando um pouco a noção de moral de lado. Haverão aqueles que me interpretarão mal o que direi, e me julgarão, mas enfim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro ponto é sobre a criatividade do caso. Ok, foi uma tragédia, o que ele fez foi errado, bla-bla-bla. Agora que superamos isso, vamos ao que interessa. Poxa, esquartejar e dar o corpo para 11 cães rottweilers comerem foi algo muito inteligente. Se não há corpo, não há provas, não há caso. Cadê o corpo? Provem onde está o corpo! Entenderam meu ponto de vista? Tá, ele é um monstro, tem sangue-frio, bla-bla-bla todo de novo. Disse que iria deixar a moral de lado. Foi inteligente dar a garota para ser comida pelos cães. Me lembrou um episódio dessa temporada da série Medium, em que o criminoso dá o corpo de uma moça, que havia sido assassinada, para os porcos comerem, assim livrando-se da acusação. Na verdade, é parecido até demais. No episódio, a linha de defesa é dizer que ela está desaparecida e não há provas que esteja morta, exatamente o mesmo que a defesa do goleiro fez, no princípio. Como o episódio é recente (alguns meses apenas), cabe perguntar: será que ele assistiu a série e se inspirou?&amp;nbsp;Bom, ele não foi tão inteligente assim, pois foi mal feito, não foi&amp;nbsp;eficiente&amp;nbsp;ou eficaz. Principalmente ao livrar-se dos ossos. Concretou-os. Tipo coisa da máfia. Isso dava certo no passado, mas não mais. A grande desvantagem de concretar os ossos é que eles ficam ali, paradinhos, esperando alguém os descobrir. Tolice. Melhor teria sido outro lugar, em que, numa situação de contigenciamento, pudessem ser removidos para que a polícia não achasse. Tudo bem, não foi uma péssima idéia, mas também não foi das mais brilhantes, como o aspecto do corpo e dos cães. O que fodeu com tudo foi a fragilidade emocional desses merdinhas de&amp;nbsp;comparsas, que já vão confessando tudo, por medinho. São uns retardados, pois se incriminaram pela promessa de vantagens posteriores no tribunal. Se não tivessem confessado (inclusive onde os ossos estavam concretados, numa casa) simplesmente teriam escapado, sem punição, sem provas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo ponto que quero discutir é a velha questão, que já tratei superficialmente aqui, que não sou eu quem levanta, mas a filosofia, de o quanto o belo compensa o feio, ou a arte compensa a monstruosidade, ou, inversalmente, a "monstruosidade" contamina o "belo". Nesse último sentido um ótimo exemplo, e já escrevi sobre isso, é sobre como algumas idéias de Goebbels e Hitler, muito boas e proveitosas para os campos da&amp;nbsp;ciência&amp;nbsp;política e sobretudo da comunicação, são simplesmente abominadas pois foram proferidas por Goebbels e Hitler. No outro sentido, há dois belos exemplos que me lembro agora. Elia Kazam, grande cineasta, mas que na guerra fria colaborou com o macarthismo, entregando companheiros e amigos, tornando-se um traidor. Apesar disso, recebeu um Oscar honorário, em 2004, em reconhecimento de sua arte, apesar de sua pessoa. Muitos entendem que a arte compensa desvios de caráter. A biografia de grandes compositores está marcada por graves falhas de caráter, mas nos esquecemos disso, em virtude de suas obras. Wagner era um veemente anti-semita, o que gera até hoje especulações sobre sua estreita relação com o nazismo. O mesmo vale para Richard Strauss. Outro&amp;nbsp;célebre&amp;nbsp;anti-semita foi John Nash, matemático brilhante criador da teoria dos jogos e do dilema do prisioneiro. Ele ganhou uma cine-biografia, estrelada por Russell Crowe (o filme, mediano, chama-se "Uma Mente Brilhante" e ganhou o Oscar de melhor filme, injustamente), cujos aspectos negativos foram todos simplesmente limados, ignorados ou apagados. Não pega bem, né? As pessoas não aceitam que as pessoas são boas e más ao mesmo tempo; exigem uma tomada de posição unilateral, e nisso há essa contaminação entre aspectos positivos e negativos, em que um prevalece sobre o outro. Mas onde quero chegar? O belo às vezes, tão belo, faz desaparecer o feio. Não sabia e soube recentemente que Bruno não era apenas um jogador, mas um excelente jogador. Pelo que soube, tem um recorde impressionante de defesa de penaltis, e estava sendo sondado para ser comprado pelo Milan. Ora, o Brasil precisará em breve de renovação de goleiro na seleção. Bruno é um excelente goleiro. É fato, goste-se ou não, que, para o Brasil, o futebol é como a música instrumental para a Alemanha. Essa é nossa arte. Não estou dizendo que seja a única, mas é algo valorizado por nosso povo. Sendo Bruno um artista de nosso povo, por que não deixar que sua arte supere seu lado monstruoso? Não estou defendendo isso ou aquilo, apenas levantando uma hipótese perfeitamente plausível, baseado em casos históricos. Como dizem, a arte compensa tudo. Será?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas alguns pontos de reflexão sobre o caso, e por fim, deixo acima uma charge que achei realmente muito boa. Os&amp;nbsp;ícones&amp;nbsp;representacionais dos assassinos. A máscara de Jason, assassino dos filmes "Sexta-Feira 13", a focinheira de Hannibal Lecter, o canibal de "O Silencio dos Inocentes", e as luvas do goleiro Bruno, manchadas de sangue. Rsrss. Muito engraçado. Isso, já pra finalizar, me traz a mente outras duas questões. A primeira é que a luva, representando o goleiro, indica que este já está entrando para os ícones dos assassinos, já está virando um signo. Interessante, não? Ele já foi julgado culpado, e não há mais volta. A segunda coisa que me vem à mente, lembrada pela presença na charge de Hannibal Lecter, é a possibilidade de ele ter dado outros usos para partes do corpo da moça. Tendo a oportunidade, já que estava esquartejando mesmo, será que nem lhe passou pela mente (ou mesmo o fez) provar um pedaço, tal como Hannibal, o canibal? Afinal, ele já era mesmo um criminoso e pecador (se acreditar nisso), experimentar de nada acarretaria algo a mais... Não cru, obviamente. Mas depois de tanta literatura a respeito, na situação dele, eu experimentaria um pouco de carne humana bem preparada. Com vinho Chianti, como nos ensinou Hannibal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. Leiam todo este post como um relativismo de mim mesmo. Não são necessariamente minhas opiniões pessoais, mas provocações. Provocações filosóficas, sobre o ser e a sociedade. Se não entenderem isso, bem, vocês não entenderam nada...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3906220291366444450?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3906220291366444450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3906220291366444450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3906220291366444450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3906220291366444450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/bruno-o-goleiro.html' title='Bruno, o goleiro'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6623809511273441620</id><published>2010-07-10T18:03:00.000-03:00</published><updated>2010-07-10T18:03:49.223-03:00</updated><title type='text'>Parabéns Uruguai</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabou a pouco o jogo de disputa do 3º lugar da Copa do Mundo de futebol, que para mim atraiu mais atenção que a própria final de amanhã. Uruguai enfrentou a Alemanha. Infelizmente não deu para nossos irmãos. A Alemanha venceu por 3 a 2, mas o jogo foi guerreado, bonito. Nossos irmãos fizeram bonito nessa copa. Perderam com dignidade, bonito. Uma coisa que achei estranha, errada, foi que a platéia vaiava cada vez que o jogador uruguaio (não lembro seu nome) que tirou a bola com a mão contra Gana pegava a bola. Estão considerando como atitude anti-esportiva, ou sei lá o que. São uns tolos, os que assim pensam. Tá, ele interferiu no resultado do jogo, mas e daí? Foi a atitude absolutamente correta, a mais&amp;nbsp;corretíssima&amp;nbsp;a ser tomada. Covarde teria sido em não fazê-lo, e refugiar-se na pseudo-esportividade. Foda-se a esportividade. O que querem é ganhar. O caso é lindo, e merece ser narrado. Uruguai e Gana estavam empatados em 1 a 1 nas quartas de final. Já era segundo tempo da prorrogação. Já passado mais de 15 minutos do segundo tempo da prorrogação (ou seja, no momento de acabar o jogo), Gana vai pro ataque. O Goleiro uruguaio cai. Gana chuta e um jogador uruguaio, posicionado na marca do gol, defende com a perna/corpo. A bola rebate e volta para o jogador de Gana, que chuta novamente, mais alto. Em cima da linha do gol, o jogador do Uruguai defende a bola com a mão, como se fosse o goleiro, impedindo o gol certo. Ele é expulso e é marcado penalti para Gana. Bastava marcar, e o jogo acabava, mas o jogador de Gana chuta para fora, e o jogo vai para os pênaltis. Nos pênaltis, o goleiro do Uruguai defende dois, e o Uruguai vence o jogo e passa para as semi-finais. Lindo. O cara simplesmente foi o herói nacional. Ele salvou sua pátria. Se sacrificou, foi expulso, mas salvou sua nação, que está acima dele. É esse tipo de atitude, esse tipo de doação, que acho bonita. E por isso achava bonita a seleção de Dunga. Apesar de terem perdido para a Holanda nas quartas de final, eles também tinham essa doação, para a seleção acima de si próprios, o que não existia na seleção de astros&amp;nbsp;egoístas&amp;nbsp;e&amp;nbsp;egocêntricos&amp;nbsp;passada, de Parreira, em 2006. Por isso, apesar da nossa derrota, também considero uma vitória, e não uma fracasso como em 2006.&amp;nbsp;Tá, nessa defesa do Uruguai muito provavelmente tem muito de &lt;i&gt;argumentum ad hominen. &lt;/i&gt;Ou seja, digo isso pois se trata de um time que eu gosto. Se fosse com a Argentina ou Alemanha, cuja&amp;nbsp;arrogância&amp;nbsp;de ambos não gosto, meu argumento seria o oposto. Mas e daí? Todos escolhemos posições e somos parciais. Ao menos tenho consciencia disso. Achei, sim, muito bonito e correto o que o jogador do Uruguai fez. Merecia ir mais longe na Copa, mas já valeu. Parabéns Uruguai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6623809511273441620?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6623809511273441620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6623809511273441620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6623809511273441620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6623809511273441620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/parabens-uruguai.html' title='Parabéns Uruguai'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-1985673153865808548</id><published>2010-07-10T02:18:00.002-03:00</published><updated>2010-07-10T02:23:53.424-03:00</updated><title type='text'>O fim de uma tradição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 1995 eu compro a Revista Set. É uma revista de cinema. Muito provavelmente a mais importante do país. Ou pelo menos era, até agora. Quando mais novo, ficava apreensivo, esperando chegar a edição do mês, para ler e devorar a revista. Já faz uns tempos, com o advento (parênteses: acho muito interessante essa palavra, "advento". Já perceberam como ela está carregada de valorações? Um "advento" é necessariamente algo que traz&amp;nbsp;beneficios... fim do&amp;nbsp;parênteses) da internet, não a leio mais. Por isso, e por sua linha editorial, priorizando blockbusters e afins. Passei a não gostar. Já fazia uns dois anos que não lia, mas continuava comprando. Comprando e guardando. Principalmente, senão unicamente, por tradição. Tenho todas as edições desde 1995. São 15 anos. Tradições assim não se rompem facilmente. Continuando. Fazia já algum tempo que comprava mas não lia, guardava. Ano passado, devido à uma crise financeira e de vendas, que incluiu a falencia da editora e a venda da marca para outra editora, toda a editoria, que já se estabelecera há quase uma década, foi trocada. Todo o processo gerou muitas brigas internas. Muitos leitores não gostaram. Eu vi a mudança como positiva. Por três edições, a revista passou a ser comandada por um novo editor. Durante três edições voltei a ler, pois a revista voltou a ser sobre cinema, verdadeiramente. Infelizmente, ela retornou para as mãos do velho editor, cujo ego se confunde com a revista, como Luis XIV e o seu "o Estado sou eu". O editor temporário, e outros, em cisão, fundaram duas novas revistas, o que foi muito positivo para o público. Em toda essa briga, várias edições da Set foram saltadas, ou seja, em muitos meses não foi publicada a revista. O atraso das edições permaneceu esse ano, e até onde sei, ainda permanece. O fato é que, atrasadas as edições, perdi o costume costumaz de comprar a revista. Mês passado, por esquecimento, foi a primeira edição que deixei de comprar em 15 anos. Percebi que não me importo mais com a revista, que a tradição perdeu seu sentido para mim, ainda que tenha significado muito no passado. Resolvi acabar com essa tradição. Ainda comprarei a Set, muito eventualmente, quando algo me interessar, mas percebi que, assim por um esquecimento, quase organicamente, a tradição havia se acabado. Acho que&amp;nbsp;o primeiro passo para uma tradição morrer, provavelmente, seja ela tornar-se apenas isso, uma tradição desprovida de sentido ou função. A compra da Set havia continuado como tradição, para mim, mas sem função de leitura. Bastou o tempo que essa tradição fosse abandonada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-1985673153865808548?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/1985673153865808548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=1985673153865808548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1985673153865808548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1985673153865808548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/o-fim-de-uma-tradicao.html' title='O fim de uma tradição'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2304341640957492908</id><published>2010-07-09T02:35:00.000-03:00</published><updated>2010-07-09T02:35:51.961-03:00</updated><title type='text'>Isso sim é tecnologia! (Ou: O Fogo)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa do meu computador, assim como meu quarto em geral, é extremamente mal-organizada. Isso é um eufemismo. Caos talvez seja a palavra que mais se aproxime da realidade. Em se colocando algo n'algum lugar, lá permanece. Há cerca de três meses, há um isqueiro quase na borda da mesa, esquecido por uma amiga que aqui esteve. Hoje peguei-o e fiquei olhando para ele, admirando-o. Ele não tem nada de especial, mas tem tudo de especial.&amp;nbsp;Um girar de dedo, uma faisca, gás, e eis a chama brilhante, fogo portátil.&amp;nbsp;É um isqueiro simples, desses básicos, comuns, vermelho, da marca bic. Fiquei admirando e pensando como a humanidade pode chegar a avanços tecnológicos tão fabulosos. Algumas pessoas se deslumbram com a tecnologia de ponta, com foguetes ou computadores. Eu não. Eu me deslumbro com tecnologias como essa. Por centenas de anos, milênios, o homem lutou pelo fogo. Conseguiu sua sobrevivência enquanto raça, e o inicio de nossa civilização, a partir do momento que dominou a arte de criar o fogo. É incrível pensar que algo que no passado foi fundamental para nos distinguir dos outros animais, algo que gerou guerras entre os povos primitivos, agora está a nossa disposição, já tão internalizado que nem damos atenção (parênteses: taí um bom tema de estudo: a internalização das tecnologias), que nem notamos sua maravilha. Está a nosso alcance, a um girar de dedos. Isso sim é tecnologia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2304341640957492908?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2304341640957492908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2304341640957492908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2304341640957492908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2304341640957492908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/isso-sim-e-tecnologia-ou-o-fogo.html' title='Isso sim é tecnologia! (Ou: O Fogo)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4225532961084122994</id><published>2010-07-04T11:37:00.000-03:00</published><updated>2010-07-04T11:37:20.041-03:00</updated><title type='text'>Férias, tempo e idéias em rascunhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O semestre de aulas acabou e as férias começaram. Durante este período, por mais que me&amp;nbsp;esforce&amp;nbsp;para escrever, não tenho muito tempo. Tenho idéias do que desejo escrever, mas não tempo para sentar e formular. Geralmente escrevo apenas o tema, a idéia central, e salvo como rascunho, para não perder a idéia do mote, o tema, já que minha memória é realmente ruim. Tenho alguns temas salvos, em rascunho. Nos próximos dias, os escreverei. Alguns, inevitavelmente, parecerão&amp;nbsp;anacrônicos, fora de seu tempo, uma vez que foram inspirados por um fato específico e temporal, que já está passado. Mesmo assim, os escrevei. Vale a pena. Portanto, aguardem. Nova produção, em breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4225532961084122994?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4225532961084122994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4225532961084122994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4225532961084122994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4225532961084122994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/ferias-tempo-e-ideias-em-rascunhos.html' title='Férias, tempo e idéias em rascunhos'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8016225324996096107</id><published>2010-07-01T09:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-01T09:15:54.097-03:00</updated><title type='text'>O equilíbrio e Jung</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me conhece e me lê aqui sabe que gosto do conceito de equilíbrio, embora muitas vezes não consiga pô-lo em prática. Significa dizer que acho que deve existir um equilíbrio entre as diversas esferas que compõem nossa vida, a intelectualidade, o lúdico, os devaneios, o amor...&amp;nbsp; nada que penda para apenas um lado apenas estaria em harmonia, e não poderia levar à algo parecido com satisfação ou plenitude. Já defendo isso faz tempo, mas só nos últimos meses tive contato com Jung. Gostei muito, pois ele defende e escreve nesse mesmo sentido. Para Jung, deve existir um equilíbrio entre o consciente e o inconsciente coletivo, ou seja, entre o racionalismo e a esfera de nossa espiritualidade, o inexplicável. A partir disso Jung faz uma crítica à cultura moderna. No século XX passamos a dar atenção demais ao lado racional, relegando o inconsciente, e este desequilíbrio é um mal, e um mal perigoso. Ele analisa, por exemplo, a ascensão do nazismo não pelo viés político-econômico (que gosto muito, ressalte-se) mas a partir do “recalcamento” (aspas pois esse é um termo freudiano, não dele) do mal. A sociedade do final do século XIX e inicio do XX se queria puritana, boa. Por isso, escondeu-se a existência do mal. Tudo aquilo que é escondido, um dia vem à tona, com mais força, e foi isso que aconteceu com o nazismo; era a concentração da existência do mal negado pela sociedade de então. Se formos analisar a sociedade de hoje (e aqui quem fala é o Márcio, não mais Jung), de fato, as pessoas não têm esse equilíbrio entre o racional e o espiritual. As pessoas religiosas, por exemplo, tendem a negar em boa medida o racionalismo. É algo complicado, que acredito, como Jung, pode gerar muitos males. Para o individuo e para a sociedade. Por isso, apenas reforço minha crença no equilíbrio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8016225324996096107?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8016225324996096107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8016225324996096107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8016225324996096107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8016225324996096107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/07/o-equilibrio-e-jung.html' title='O equilíbrio e Jung'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-1003562528990863393</id><published>2010-06-28T14:07:00.000-03:00</published><updated>2010-06-28T14:07:27.642-03:00</updated><title type='text'>Igreja, massas e comunidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta passada saí com uma amiga, aqui de Matinhos. No caminho para encontrá-la, passo em frente a uma igreja neopetencostal, dessas da teologia da prosperidade, aquela do R.R. Soares. A grande porta estava aberta e, passando em frente, pude ver seu interior. Apenas algumas pessoas, talvez dez. Na frente, uma senhora, com um microfone, falando algo, pregando. Atentei-me para um fator que diferencia essas igrejas de outras, mais tradicionais. A imagem me destoou por um momento. Pareceu-me algo estranho, contrastante. Demorei a perceber o que havia de errado com aquela cena. Geralmente tais igrejas vivem cheias, lotadas. Elas se baseiam no fenômeno de massas. É estranho ver uma igreja neopetencostal vazia. E aí está o "quê" da questão. Elas &lt;i&gt;precisam&lt;/i&gt; se basear em massas. Só assim podem fazer sentido, e existir. No fenômeno de massas, não existe a proximidade com o outro, com a comunidade. Assim como, a partir do meu olhar, não existe nas igrejas neopetencostais a proximidade com a comunidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me lembro que, quando criança, minha tia convenceu minha mãe a acompanhá-la (e me levar junto) à igreja batista. Frequentamos por um brevíssimo tempo. Também era aqui, em Matinhos. Lá, igualmente à cena que presenciei na última sexta, eram poucas pessoas a cada reunião. Mas veja, enquanto nas neopetencosptais (notadamente Universal e congêneres) o pastor e o "público" estão apartados, e um está ali para salvar o outro, para lhe ensinar o caminho da riqueza ou seja o que o valha, nas igrejas mais tradicionais existe um senso de comunidade. As pessoas saem da reunião e continuam conversando, vão jantar na casa do pastor, e por aí vai. Pode ser apenas etnocentrismo de minha parte, mas não vejo tal senso de comunidade nas igrejas neopetencostais. Por isso, aquela imagem pareceu tão contrastante. E fico a pensar: como poderá se dar, se organizar e existir, uma igreja assim, em cidades pequenas, onde nunca haverá um fenômeno de massas, mesmo por impossibilidades geográficas? É uma questão interessante. Talvez indique limites à expansão desse tipo de igreja, ou a exigência de mudança em sua cultura organizacional caso deseje continuar se expandindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-1003562528990863393?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/1003562528990863393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=1003562528990863393&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1003562528990863393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/1003562528990863393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/igreja-massas-e-comunidade.html' title='Igreja, massas e comunidade'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3679208398209031609</id><published>2010-06-26T21:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-26T21:49:32.524-03:00</updated><title type='text'>Assista</title><content type='html'>Ia transcreder essas palavras para aqui, mas decidi não fazê-lo. Apenas posso recomendar: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xmZnI2C_d7Q"&gt;assista&lt;/a&gt;. São três minutos apenas. Vale a pena. Assista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xmZnI2C_d7Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xmZnI2C_d7Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3679208398209031609?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3679208398209031609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3679208398209031609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3679208398209031609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3679208398209031609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/assista.html' title='Assista'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8577655429356545095</id><published>2010-06-24T01:21:00.003-03:00</published><updated>2010-06-24T01:21:00.417-03:00</updated><title type='text'>Sobre Atitudes de Professor e Profecia Auto-Realizável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Outro dia estava conversando com alguns amigos sobre o que são ou não atitudes condizentes com o ser professor. Tenho muitos outros argumentos, e esse é um assunto que vai longe. Hoje vou me deter sobre um aspecto apenas: a profecia auto-realizável. O professor acredita que o aluno será ruim. Acreditando que o aluno será ruim, ele o torna ruim. Isso pode ser sentido, muito evidente, em dois exemplos opostos que seguem. Nas aulas da Carol, de editoração gráfica, ela sempre dá mais atenção a uns do que a outros. Sendo uma matéria prática, onde se tem que aprender a lidar com softwares de computador, isso é fundamental. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Dá mais atenção aos que se interessam e se dedicam  mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Diz ela que o aluno deve mostrar interesse e se motivar. Uns gostam da área, outros não, e ela não pode fazer nada sobre isso. É exatamente o que diz. Uma visão torpe, liberalizante, do ensino. É dever dela motivar, mas não o faz. Reproduz a lógica que já está posta. Aqueles que gostam, ela dá atenção, ignorando aqueles que não gostam, a quem realmente deveria voltar suas atenções. Nas aulas do Zama, de psicologia, volta e meia ele faz perguntas na sala, para os alunos, sobre o conteúdo&amp;nbsp; que está sendo ensinado. Como o próprio Mario, um dos meus interlocures dessa conversa, observou, ele só pergunta para quem não está "ligado", interessado, na aula. Ele pergunta para quem não está interessado na aula justamente para suscitar o interesse. A pergunta tem esse objetivo: trazer o aluno para a aula, captar sua atenção. Não me lembro de ele ter dirigido perguntas a mim. Ele não precisa fazê-lo, pois sabe que minha atenção já está na aula. Percebe, caro leitor, como são duas atitudes opostas? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Uma reproduz o que está posto, a outra tenta alterar isso.&amp;nbsp; Percebe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt; como uma é a atitude de um verdadeiro professor e a outra não? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Isso me remete a um outro fato. Dia desses, após o ENCOM (evento semestral que é organizado pelo 2º período do curso na disciplina de cerimonial e protocolo de eventos) a Patricia, professora este ano da disciplina, fez um comentário, uma brincadeira, no twitter. Fui em busca, para não citar errado. Data do dia 14 de junho e diz: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;i&gt;Meu livro será: Como transformar um aluno em um mestre de cerimonias de sucesso... Um case de sucesso na UTFPR&lt;/i&gt;". Não conheço detalhes do caso, mas posso fazer algumas inferências a partir do que está escrito. Deduzo, por exemplo, que o aluno escolhido este ano para ser o mestre de cerimonias não teria sido o mais recomendado, mas com trabalho, ela conseguiu transformá-lo em um com sucesso, e este portanto é o "case de sucesso". Isso me remete ao meu primeiro período no CTCOM. Em certo momento, estávamos organizando um evento similar (mas menor) ao ENCOM com a Selma (não lembro mais o nome do evento), para apresentar os resultados de um trabalho feito para sua disciplina, laboratório de de textos empresariais. Ela solicitou que alguém teria que ser o mestre de cerimonias. Candidatei-me. Ela respondeu algo como "Ora, o orador precisa ser alguém de voz tranquila, controlada, que sabia falar..." e continuou com seu blá-blá-blá. Aquilo não foi, de forma alguma, uma atitude de professor. Não por que tenha me ofendido; de fato, minha voz não é das mais comuns (e por isso a considero muito boa!). Mas por que essa é a atitude fácil. Atitude que reproduz o que já está posto. Atitude que o mercado tomaria, mas que não deveria ser tomada em uma universidade. Também a Valéria, semestre seguinte, teve atitude semelhante, no sentido de escolher o fácil, o já posto. É o que geralmente ocorre nessas situações. Escolhe-se o já mais capacitado, o que de nada vai acrescentá-lo, e nega-se a oportunidade ao aprendizado a outro, que poderia ser um verdadeiramente benéfico aprendizado. Selma não teve uma atitude de professor, nem a Valéria nessa situação especifica, embora a admire imensamente e ressalte o quanto a considero uma das melhores professoras do curso. A Patricia sim, estando certa minha interpretação de sua palavras, teve essa atitude de professor, que é propiciar um novo aprendizado, e não apenas reproduzir as estruturas postas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8577655429356545095?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8577655429356545095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8577655429356545095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8577655429356545095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8577655429356545095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/sobre-atitudes-de-professor-e-profecia.html' title='Sobre Atitudes de Professor e Profecia Auto-Realizável'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6237391519708614852</id><published>2010-06-23T05:07:00.001-03:00</published><updated>2010-06-23T05:07:00.119-03:00</updated><title type='text'>A Monitoria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia o Zama aventou a possíbilidade de eu ser candidato à monitoria, da disciplina de psicologia. Fiquei moderadamente entusiasmado com a possibilidade. Independentemente do que ocorra, esse é um tema interessante. Eu acredito na monitoria, como um eficiente instrumento pedagógico. Além da preparação para a docência propiciada ao aluno que a exerce, acredito que a monitoria ajuda muito aos próprios alunos que a ela buscam. O aluno monitor, pressupõe-se, tem o domínio da matéria, mas ao mesmo tempo ele também é aluno. Ele está inserido nos sistemas de representações dos alunos, tem os mesmos pressupostos deles. Às vezes o problema entre alunos e professor é de comunicação: falam linguagens diferentes. O aluno-monitor pode ter um diálogo melhor com seus pares, reproduzindo o conteúdo de forma que seja compreensível a eles. Além do acesso. Muitas vezes o aluno, tímido ou algo que o valha, não pergunta, não fala. Teme ser tomado por ignorante. Não sente abertura para chegar ao professor. Essa abertura existe com seu par, outro aluno. Por isso e outros motivos realmente acredito nessa instituição.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6237391519708614852?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6237391519708614852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6237391519708614852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6237391519708614852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6237391519708614852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/monitoria.html' title='A Monitoria'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7620060263273439037</id><published>2010-06-22T17:00:00.002-03:00</published><updated>2010-06-22T17:00:02.713-03:00</updated><title type='text'>Lei e Cultura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, navegando pelo youtube, acabo me deparando com um vídeo de um programa do Ratinho (não me perguntem como cheguei nisso pois nem eu mesmo sei) com um debate entre um pastor e um representante do movimento gay. Discutiam sobre um projeto de lei que criminaliza a discriminação contra os homossexuais. Fora outras questões, que já tratei, por exemplo, em um post sobre o direito ao preconceito, ou sobre como o código penal já dá conta das questões que são propostas na nova lei, acredito que a tentativa de conceber essa lei é um grande erro desse movimento. Querem combater a discriminação contra eles, e tentam fazer uma lei. O que estão tentando fazer é mudar a cultura através de uma lei. Cultura não se muda através de leis. É uma coisa que se dá organicamente. Uma coisa que deve ser produzida por meios diversos. Ou melhor, que não é &lt;i&gt;produzida&lt;/i&gt;. Leis podem ser complementares a esse processo, mas não serem seu objeto principal, como parece ser na perspectiva desses grupos. Fosse "produzida" a mudança na cultura, então a lei se daria mais facilmente, ou nem seria necessária. Cultura não se muda com leis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7620060263273439037?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7620060263273439037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7620060263273439037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7620060263273439037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7620060263273439037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/lei-e-cultura.html' title='Lei e Cultura'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3608117761320651722</id><published>2010-06-21T01:07:00.001-03:00</published><updated>2010-06-21T01:37:47.027-03:00</updated><title type='text'>A imprensa, esta coisa inominável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imprensa é uma merda. Desculpe o informalismo que empregarei a este texto. Sou um entusiasta da imprensa, mas ao mesmo tempo um crítico do comportamento da mesma. Hoje, no jogo do Brasil contra a Costa do Marfim na Copa do Mundo, ficou bem evidenciado o quanto ela pode ser sugestiva e manipulativa. Fora outras coisas. Dois exemplos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro. Final do jogo e o repórter da TV Globo vai entrevistar Luis Fabiano, que fizera um golaço com ajuda do braço. O jogador está ofegante, como é natural. O reporter pergunta: "foi a mão de Deus?". Luis Fabiano, sem pensar, repete a frase sugerida pelo repórter "foi a mão de Deus, ajuda divina" e completa "mas foi involuntária, então o que fica é a pintura da jogada". Ora, ninguém cansado raciocina para falar. Qual a tendência? Que se aceite as sugestões da fala do entrevistador. No caso de Luis Fabiano ainda respondeu. A parte do "involuntária" era sua resposta. A outra parte? Repetição natural, para assimilação da pergunta. São mecanismos de coesão psíquica. Mas qual a manchete do G1, portal da Globo, nesse momento? " 'Foi a mão de Deus', diz Luis Fabiano". Pra que manipular desse jeito? O jogador não disse isso! Foi o repórter que sugeriu, e Luis Fabiano repetiu a frase, simplesmente. Mas a manipulação não tem fronteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo caso. Ligo agora pouco no Fantástico. Um reporterzinho famoso dos esportes (não sei seu nome, apenas sei que é famoso), faz todo um editorial, opinativo ao extremo, dizendo que a postura de Dunga não é compatível com o esporte, pois, durante a entrevista, o técnico contestou a imprensa, respondeu rispidamente a um repórter da tv Globo, e disse palavrões (achei esse "editorial", está &lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1601443-15605,00-DUNGA+SOLTA+PALAVROES+DURANTE+COLETIVA+E+CRITICA+JORNALISTAS.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Passei a amar o Dunga tanto quanto amo o Requião! A imprensa, e sobretudo esses órgãos "famosos", que se acham superiores aos demais, não aceitam ser contestados, não aceitam críticas. Como diz o Doug "a imprensa não é dialética". E não é que ela não apresente o outro lado. Ela não quer deixar que outras vozes surjam. Sempre ela que quer ter a razão. Não aceita ser criticada nem em matéria de futebol, imagine então quando se trata de política. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3608117761320651722?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3608117761320651722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3608117761320651722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3608117761320651722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3608117761320651722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/imprensa-esta-coisa-inominavel.html' title='A imprensa, esta coisa inominável'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5711377790622477023</id><published>2010-06-19T15:41:00.002-03:00</published><updated>2010-06-19T15:59:07.426-03:00</updated><title type='text'>José Saramago (Ou: A Falsa Democracia)</title><content type='html'>&lt;object height="344" style="background-image: url(http://i2.ytimg.com/vi/m1nePkQAM4w/hqdefault.jpg);" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m1nePkQAM4w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m1nePkQAM4w&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5711377790622477023?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5711377790622477023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5711377790622477023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5711377790622477023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5711377790622477023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/falsa-democracia.html' title='José Saramago (Ou: A Falsa Democracia)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8923301061336163436</id><published>2010-06-18T21:27:00.000-03:00</published><updated>2010-06-18T21:27:28.576-03:00</updated><title type='text'>A Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chego em casa. Abro a internet. Abro a página da Folha, buscando conferir os últimos resultados dos jogos da Copa do Mundo. Deparo-me com uma manchete. Minha reação é "ah, não!" Diz a manchete: "Corpo de Saramago será cremado em Lisboa". José Saramago morreu. Estou realmente chocado e abalado. "Ah, abalado por alguem que vc nem conhecia?", pode dizer alguem. Pois é. Estranho, né? Não lembro se já escrevi aqui sobre isso, mas minha relação com a morte sempre foi um tanto complicada. Bem complicada para dizer a verdade. Mas não vou escrever sobre isso hoje. Não estou no clima. Um dia, quem sabe. Apenas registrar meu sentimento de pesar. Saramago era alguem&amp;nbsp; que fazia a diferença. Pesar. O que é a vida humana, não é? Podemos refletir sobre isso... Sabe, ela acaba. Na verdade, ela só é bela justamente pois acaba. Mas ainda assim é estranho esse sentimento. Ruim. Ela acaba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8923301061336163436?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8923301061336163436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8923301061336163436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8923301061336163436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8923301061336163436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/morte.html' title='A Morte'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-105798092969460712</id><published>2010-06-17T01:58:00.003-03:00</published><updated>2010-06-18T19:12:10.898-03:00</updated><title type='text'>Frustrações passadas e múltiplas possibilidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive que ler um conto de João Guimarães Rosa para um trabalho de psicologia da educação, disciplina extra-curricular que faço. É raro eu ler literatura. Durante um bom tempo gostei muito, mas hoje não leio mais. O motivo, é bem consciente. Ela desperta em mim duas frustações que guardo. Ora, tão novo e já falando em frustações? Talvez não seja o termo adequado, uma vez que não é algo que venha com sentimento negativo, como ocorre geralmente no conceito de frustração. Mas seguemos em frente. Literatura. Frustração. Durante um bom, bom tempo, desejei escrever. Bom, eu escrevo. Mas digo sobre literatura. Na minha adolescencia, meu idolo era Jorge Amado. Li muito Jorge Amado. Queria seguir a carreira de escritor. Escrevia muitos contos. Era bem criativo, acredite ou não. Os contos até que eram bem razoáveis. Mas em algum momento, me dei conta que nunca seria um Jorge Amado. Era mediocre, e não passaria da mediocridade. Eu tenho certo desejo de grandeza, no sentido de que quero fazer a diferença. Hoje, quero fazer a diferença na produção do pensamento academico, social. Na época, queria fazer a diferença na literatura. Mas me dei conta que não o faria. Nunca mais escrevi. Por algum motivo estranho (que certamente Freud deve explicar) minha criatividade foi deixada de lado. Hoje não sou mais tão criativo quanto era, embora ainda tenha bons rasgos desta. Tornei-me mais acadêmico. E a segunda frustração? Lendo, vejo imagens na minha mente. Projeto aquilo, em película. Cada, cada, cada conto, livro, história que leio já idealizo como adaptar, os angulos para filmar, a iluminação, as tomadas. Cinema. O desejo de transformar aquilo em filme. Desejo esse inviável a tantas histórias e que depende de muito, muito além de mim. Outro desejo do que eu poderia ter sido, mas também não fui. Não escrevo como Guimarães, e apesar de saber que poderia filmar sua história de modo realmente muito bom, não basta meu desejo para fazê-lo. Duas coisas que não farei. Coisas essas que retornam, vez em quando. Escrever histórias. Criar grandes filmes, adaptações que ótimos livros. No filme "Primer", em certo momento um personagem pergunta: &lt;i&gt;Por que as coisas são assim? Já pensou em tudo que poderiamos ter sido? E se as coisas fossem diferentes?&lt;/i&gt; Quantos caminhos tomamos pela vida, não? O mundo perdeu um escritor, um cineasta, mas ganhou um ótimo chato metido que a analisar os fenômenos sociais. Realmente gosto desse exercicio de pensar sobre as multiplas possibilidades de nossa vida. E você, já pensou em tudo que poderia ter sido? E como as escolhas que fez mudam isso? Interessante, não? Mais interessante é não pensar nisso como passado, mas como presente. As escolhas não foram feitas, mas estão para ser feitas. A cada dia. Todo dia. Escolhemos nosso rumo, no passado, e continuamos escolhendo, no presente. Pense nisso. Pense sobre suas escolhas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-105798092969460712?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/105798092969460712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=105798092969460712&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/105798092969460712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/105798092969460712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/frustracoes-passadas-e-multiplas.html' title='Frustrações passadas e múltiplas possibilidades'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4503280131053954006</id><published>2010-06-16T03:47:00.003-03:00</published><updated>2010-06-16T23:01:25.307-03:00</updated><title type='text'>A Copa e a Mobilização Nacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi lindo andar pela rua, hoje, e ver o país, literalmente, parado. Lojas, todas fechadas. Onibus no horário do jogo, cancelado. Caminhando pela rua, avisos improvisados colados nas portas dos estabelecimentos. Apenas bares, com pessoas aglutinadas, abertos. É bonita a união em torno de uma causa. É realmente comovente. Alguns paises conseguem essa mobilização em torno de guerras. Nós conseguimos em torno do futebol. Por isso, eu, que não acompanho nem gosto de futebol cotidiano, de quatro em quatro anos engajo-me e mergulho nesse universo. Estamos todos tomados pelo mesmo ideal de ego, diria Freud. Toda uma nação, unida, em torno de um mesmo desejo. Vai dizer que não é bonito?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4503280131053954006?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4503280131053954006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4503280131053954006&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4503280131053954006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4503280131053954006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/copa-e-mobilizacao-nacional.html' title='A Copa e a Mobilização Nacional'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8867548442549219528</id><published>2010-06-15T17:56:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T23:00:24.794-03:00</updated><title type='text'>Duas datas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São duas datas muito similares, o valentine's day, versão americana do dia dos namorados comemorada em fevereiro, e o dia dos namorados nacional, agora em junho. No cerne de ambas, está o marketing nos impulsionando à compra, mas sempre serviu também para me deixar para baixo. É um pouco chato que não tenha com quem compartilhar algumas de minhas coisas, ainda que coisas boas. Só digo uma coisa: esse dia dos namorados foi bem diferente, dos outros dias dos namorados anteriores e do valentine's day que ocorreu em fevereiro último. Duas datas, perto uma da outra, mas diferentes entre si. Nem tão bom assim, ainda não vivido em sua plenitude, até ruim, em certo aspecto, mas uma mudança. Bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição posterior: o engraçado é que tenho certeza que as pessoas do ctcom vão interpretar maliciosamente e forma errada esse post, por causa de eventos recentes. Ah, não estou dando bola pra isso agora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8867548442549219528?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8867548442549219528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8867548442549219528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8867548442549219528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8867548442549219528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/duas-datas.html' title='Duas datas'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6586339466307417915</id><published>2010-06-13T01:44:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T01:44:00.460-03:00</updated><title type='text'>A Maconha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia estava, em uma peculiar situação, debatendo com o Leandro, um dos veterano-mor do CTCOM, sobre a legalização da maconha. Reproduzi a tese, que tomei conhecimento ano passado através do Milhouse da Litoral, e a qual adotei. Em síntese: a maconha só é criminalizada pois isso atende aos interesses econômicos norte-americanos. Ao contrário do tabaco, que nutre a economia americana, a maconha vem de economias do terceiro mundo e só beneficia a essas economias. Essa tese é bem marxista, no sentido de que todas as relações são determinadas pela infra-estrutura, ou seja, a economia. Ele, estranhamente, discordou de mim. “Nem tudo é uma conspiração dos americanos. Boa parte, mas nem tudo”, disse. A frase é boa, e concordo, mas nessa questão acredito realmente existir interesses econômicos e políticos por detrás. O que eu penso sobre o assunto, independente de questões conspiratórias ou não,&amp;nbsp; é o que segue. &lt;br /&gt;Não acredito que a maconha tenha aspectos benéficos, ou que esses eventuais aspectos superem os aspectos negativos. Acredito que é uma droga e que provoque sérios danos aos indivíduos. Mas não vivemos em uma sociedade em que só existam coisas de aspectos positivo. Pelo contrário, nos deparamos todos os dias com drogas, talvez muito piores, pois são aceitas e toleradas socialmente: tabaco e álcool são só alguns exemplos, talvez os mais clássicos e visíveis. Isso para não falar no marketing, que tantas males provoca.. (ironia). É pura e absoluta hipocrisia alguém que bebe cotidiana e desmedidamente (ou mesmo moderadamente) criticar a maconha. Qual a diferença de ambos, além da anuência social? Ora, se é uma questões cultural, de costumes, lembre-mo-nos que a cultura é mutável. Existe uma similitude de malefícios entre álcool, tabaco e maconha, mas só esta última é criminalizada. Por quê? Aqui entra a tese dos interesses político-econômicos. Mas deixemos isso de lado. Próximo ponto.&lt;br /&gt;Um grave problema social é a criminalidade que existe a partir do tráfico ilegal de drogas. Chegamos em um ponto no qual não conseguimos mais combater essa criminalidade, e sua subseqüência violência, com eficiência. Pragmaticamente falando, a melhor coisa que poderia ser feita para acabar com isso seria legalizá-los. Sob o guarda-chuva da lei, o Estado poderia tentar um controle de nãos mais eficiente do que tem hoje, algo similar ao que faz com o tabaco. Além do fator, claro, dos impostos. Já pensou quanto o governo poderia arrecadar com impostos sobre drogas? (outra ironia, mas nem tanto). &lt;br /&gt;Por isso, meu posicionamento, é em defesa da legalização da maconha. Mas calma lá, pois ainda há grandes ressalvas. Não adianta a maconha ser legalizada apenas no Brasil. O que aconteceria se isso ocorresse, na contramão do mundo? O país que fizer isso apenas se tornaria um centro, um nicho, desse mercado. Atrairia usuários e “investidores” do setor, mas e aí? Tornaria-se talvez uma rota internacional para países em que o produto continuasse proibido. Por isso sou contra a legalização da maconha. Sou contra que ela seja legalizada de modo unilateral, apenas por um país. Se assim o for, trará mais danos que benefícios. Sou a favor sim, que ela seja legalizada mas em escala mundial. Então poderia haver uma mudança de paradigmas que trariam reais mudanças para a sociedade, sobretudo em relação ao combate à violência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6586339466307417915?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6586339466307417915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6586339466307417915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6586339466307417915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6586339466307417915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/maconha.html' title='A Maconha'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-8343682803828740283</id><published>2010-06-12T16:53:00.000-03:00</published><updated>2010-06-12T16:53:29.276-03:00</updated><title type='text'>Textos de formação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu detesto Reinaldo Azevedo. Discordo de praticamente tudo o que diz. Mas gosto de lê-lo exatamente por que discordo. Não sou um desses tapados que se fecham em suas própias opiniões. Dialético, gosto de ouvir e entender o outro lado, e, eventualmente, mudar de opinião. Ele tem um termo que gosto bastante. O termo é "textos de formação", ou seja, aqueles textos que se distinguem entre os demais, por constituirem uma formação, ou seja, algo essencial de seu pensamento. Escrevi um texto. Pode ser considerado assim, como um texto de formação, que mostra um naco importante de meu pensamento. Em breve (agendado para ser publicado automaticamente na próxima madrugada, afinal, estarei ocupado.. rsrss), estará publicado. Então, não perca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-8343682803828740283?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/8343682803828740283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=8343682803828740283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8343682803828740283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/8343682803828740283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/textos-de-formacao.html' title='Textos de formação'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-660771585080834975</id><published>2010-06-11T05:26:00.001-03:00</published><updated>2010-06-11T05:26:26.892-03:00</updated><title type='text'>Flashes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última festa do JUCS, open-bar, experimentei a tal Steiheger. Embriaguei-me. A suspensão da consciência às vezes, e muito eventualmente, é boa. Lembro-me apenas de flashes dessa noite. É interessante isso, sabe? A memória sendo constituída de flashes. Me lembro de ter gostado do lugar. Me lembro das músicas, estilo pop rock. Me lembro de puxar a Nina pelo braço, cumprimentando-a e ao Led efusivamente. Logo depois me lembro de ouvir ela comentando “não deveriam servir bebida alcoólica para certos tipos de pessoas” Haha. Me lembro de me apoiar nos ombros de Débora e Alyne ao mesmo tempo, pulando e dizendo sobre a tal bebida “é muito bom!” Lembro-me de, na parte externa, ao ar livre, debater com o Leandro e outros sobre maconha e sua legalização. Me lembro de dizer, sempre efusivo “tudo, tudo, tudo é ditado pelo econômico. Marx é que estava certo” Depois me lembro de, quando a stenheger acabou, pedir e beber vodka pura. Nesse momento, me lembro da Alyne me interpelando, brigando comigo, e dizendo para eu parar de beber. Me lembro de uma coisinha brilhante (como chama mesmo isso? Eu não sei). Bem, aquelas coisinhas brilhantes que as pessoas usam como pulseiras. O Nico tinha uma no copo (A Laffitte havia lhe dado), eu gostei e ele me deu. Parecia uma sabre de luz, e eu fiquei agitando ele, a noite toda. Demorei a lembrar quem é que tinha o sabre de luz verde (cor da minha coisinha brilhante) quando lembrei que era o Yoda, fiquei repetindo e repetindo isso, sobretudo para o Nei, que eu supunha era um dos poucos ali que entenderia. Yoda!, eu gritava, empunhando e mostrando o mini-sabre de luz verde. Depois, dias seguintes, o Nei fez disso humor. Também achei muito engraçado. Me lembro da apartação na saída do guarda-volumes, e de me sentar no chão do ônibus de volta, cansado, já “cozido”, como diz na gíria.&amp;nbsp; As outras coisas que, dizem, fiz, estas eu não me lembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-660771585080834975?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/660771585080834975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=660771585080834975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/660771585080834975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/660771585080834975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/flashes.html' title='Flashes'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-3342005280860656787</id><published>2010-06-08T03:52:00.002-03:00</published><updated>2010-06-08T03:53:51.193-03:00</updated><title type='text'>Voltei (ou: JUCS 2010)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei. Como havia avisado, as postagens anteriores que foram pipocando por aqui nesse tempo tinham sido escritas numa tarde, véspera da viagem, na ilha de edição. Serei breve hoje (sem muito tempo). Divertido o JUCS.&amp;nbsp; Gostei! Não aproveitei em toda sua potencialidade. Poderia ter sido melhor. Mas ainda assim foi bom. Teve seus momentos altos e também baixos, ruins. Mas assim é a vida. Me senti muito mal por ter perdido no xadrez. Teria adorado representar a UTFPR no pódio, conquistando uma boa colocação. Mas enfim.. Gostei de "acampar". Nunca havia feito isso, comprei a barraca e o colchão d'água na véspera, e apesar da dificuldade inicial para montá-los, foi realmente bem divertido. Experimentei e adorei a tal Steinhaeger (é assim que se escreve?), um tipo de destilado chique e  caro distribuido grátis numa das festas open-bar. No frigir dos ovos foi uma experiencia legal, diferente das que geralmente tenho, mais academicas. Certamente irei querer voltar a outros jogos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-3342005280860656787?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/3342005280860656787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=3342005280860656787&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3342005280860656787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/3342005280860656787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/voltei-ou-jucs-2010.html' title='Voltei (ou: JUCS 2010)'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-5648414159500035151</id><published>2010-06-07T04:08:00.001-03:00</published><updated>2010-06-07T08:43:55.959-03:00</updated><title type='text'>Serra, Presidência e o Saber</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, já faz tempo, vi na internet parte de uma entrevista de José Serra, em que ele se mostrou irritado e ríspido com a pergunta de Mirian Leitão sobre os rumos da economia (vi &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/radio/serra-detona-leitao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, mas pelo jeito já saiu do ar. Achei outro &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lnkk8RbCRmk"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&amp;nbsp; . Em parte da resposta, disse uma frase que considerei emblemática. "Eu entendo da economia” e aí continuou, falando que sabia o que fazer blablabla. Estou fazendo como disciplina optativa Psicologia da Educação, do curso de Letras. O professor, Zama, sempre ressalta: o reconhecimento dos limites e da ignorância, de que não se sabe tudo, é pressuposto indispensável para o aprendizado, inclusive do próprio professor. O professor que passa os ares de que tudo sabe não dá abertura ao aluno e mata nele a vontade de conhecer. Não é através do Zama que conheci essa idéia; ela é uma idéia que já ouvi de outros professores, como o Ivan, da Litoral, e que permeia todo o fazer das ciências, sejam naturais ou sociais. Se você já sabe, e sabe tudo, não tem nada de novo a aprender. O conhecimento morreu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso considero que o presidente, quanto mais “leigo” for, melhor. Acho que já escrevi aqui, e já repeti esse pensamento, mas volto a ele. O presidente não é um técnico, ele não precisa entender de nada. Ele deve ser um homem justo e bom, que tenha consciência da bondade e da justeza, e se cerque de homens que entendam das coisas. Há um perigo fundamental no pressuposto do já saber: se eu já cheguei numa conclusão, e esta é a certa, não estarei aberto a outras. Aí reside o perigo. As ideias são plurais, e há muitos modos de ver, encarar e entender a economia. É uma coisa bem diferente das ciências exatas em que dois mais dois são quarto, em que se cortando a veia x, terá-se o resultado y. Uma vez que o presidente ache que sabe e se feche em sua visão, corre-se o risco de errar enormemente, pois se estará ignorando as outras possibilidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso, Lula é um exemplo perfeito. "Analfabeto", como gostam de dizer os maliciosos, mas cercou-se dos mais notáveis economistas. Justamente por que não sabia, trouxe para sua equipe as mais diversas correntes, desde o ultra-ortodoxo Henrique Meirelles, o moderado Guido Mantega, o pragmático Antonio Palocci, e até o libertário Mangabeira Unger. Lula ouviu todas opiniões, e umas prevaleceram sobre as outras, é verdade, mas não totalmente. Houve, ainda que em certa medida, uma síntese.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o presidente fosse, por exemplo, Henrique Meirelles, não haveria tal síntese, pois se partiria de um pressuposto, uma visão já determinada do saber. José Serra não é Henrique Meirelles, mas há nele um pressuposto de saber. Afinal, ele entende da economia. Se já entende, não irá procurar outras opiniões. E nossa economia estará refém de uma única visão. O presidente não pode ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-5648414159500035151?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/5648414159500035151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=5648414159500035151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5648414159500035151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/5648414159500035151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/serra-presidencia-e-o-saber.html' title='Serra, Presidência e o Saber'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-7336641062529346762</id><published>2010-06-06T03:15:00.000-03:00</published><updated>2010-06-06T03:15:00.498-03:00</updated><title type='text'>O Sexo e Adam Smith</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sexo é a prova que o liberalismo não funciona. Se a lógica do liberalismo fosse empregada ao ato sexual, muito certamente toda a coisa não daria muito certo. Um dos principios básicos desse regime economico é a célebre formulação de Adam Smith que cada um deve buscar pelos próprios interesses, e se todos buscarem pelos próprios interesses e fizerem de tudo por ele, então como consequencia o todo (a sociedade) também seria beneficiada. Pense em cada um buscando apenas pelo próprio interesse na hora do sexo? Sexo é doação. Quem faz sexo apenas pensando em si, não contentará seu parceiro/a e terá sua relação prejudicada (no sentido de que podria ser melhor). Você tem que se preocupar com o outro. Tem que entender o outro. Buscar não só o seu prazer, mas o prazer do outro. O sexo é um ato belíssimo pois é doação, é preocupação com o outro, mas não só. É sociedade, no sentido societal do termo. União. Complemento. Nem apenas para si, nem apenas para o outro. Juntos. Ambos. Por isso o sexo é um ato belo, que nega a essência do liberalismo. O sexo é comunista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-7336641062529346762?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/7336641062529346762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=7336641062529346762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7336641062529346762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/7336641062529346762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/o-sexo-e-adam-smith.html' title='O Sexo e Adam Smith'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4844626782723629437</id><published>2010-06-05T05:42:00.000-03:00</published><updated>2010-06-05T05:42:00.344-03:00</updated><title type='text'>Questões imateriais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me impressiona ver as dicussões (discussões positivas, no bom sentido, de debate) do pessoal do Centro Acadêmico de Gestão Pública. Não são discussões acerca do movimento estudantil, ou questões macro. Todas as discussões giram em torno, essencialmente, de dinheiro. Na UFPR (não sei se na UTFPR também é assim) todo centro acadêmico recebe anualmente uma verba de cerca de 4 mil reais, para investimento, custeio, etc e tal. Tudo, tudo, tudo gira em torno do dinheiro. Inventar coisas a fazer com o dinheiro. O que fazer com o dinheiro? Pedir o dinheiro. Receber o dinheiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estou criticando as pessoas do C.A. de GP. Estou criticando a concepção política que gira em torno do fascinio pelo dinheiro. Também na gestão dos governos tudo (ou quase tudo) gira em torno do dinheiro, das verbas. "Ah, mas é com dinheiro que se faz as obras, que se materializam os projetos", dizem. Concordo. Em parte somente. É isso, de fato. Mas também é muito mais além do dinheiro. A principal questão de qualquer gestão (seja do CA, seja do país) na verdade não está no dinheiro ou nas verbas. está nas questões imateriais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que isso é sintetizado um pouco na célebre frase (que gosto muito) de Delfim Netto de que "Crescimento é estado de espírito". Não é uma questão economia, é uma questão "psicológica", por assim dizer. Cabe ao governo, portanto, ser o indutor (outro termo de Delfim que também gosto muito) desse estado de espírito. Para isso, não é necessário dinheiro. São necessárias outras coisas, como geração de confiança, credibilidade, crença pelos investidores no avanço da economia, etc e etc. Um governo não é apenas aquilo que fez materialmente, mas as diretrizes filosóficas que propôs, para onde olhou. Novamente, não é necessário dinheiro. Voltando à questão do centro academico, no caso específico, não é apenas o que fazer com o dinheiro, mas ainda que não houvesse nenhum, quais pontos de vista defender, quais ações incentivar, quais laços institucionais estabelecer, para onde olhar? Tudo é relegado e o dinheiro é que exerce o fascínio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardados certos limites, evidentemente, podemos dizer que dinheiro não importa. O que importa é a vontade. Me lembro agora de uma frase do senso comum, popular, que diz algo como "só quem tem dinheiro não se preocupa com ele". Novamente repito que há que se preservar limites, mas proponho inverter a frase e a lógica da frase. Pensa, na verdade, que é "Só quem se preocupa com dinheiro, não tem dinheiro". É um pouco como no existencialismo: só quem concebe ficar doente e se preocupa com isso, que fica doente; se você não quer ficar doente, não ficará. Se você se preocupa em não ter dinheiro, não terá. Se você abstrai a situação, a relega a segundo plano, então terá dinheiro. Afinal, como estou sustentando, na gestão e não só, na própria vida, as questões que verdadeiramente importam são as questões imateriais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4844626782723629437?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4844626782723629437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4844626782723629437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4844626782723629437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4844626782723629437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/questoes-imateriais.html' title='Questões imateriais'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-4075828449888695757</id><published>2010-06-04T03:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-04T03:06:00.585-03:00</updated><title type='text'>O TCC que não será feito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia estava pensando e tive algumas revelações. Novas idéias e pensamentos. Por alguns momentos, até estive em conflito comigo mesmo e com o meu objeto escolhido para fazer o TCC. Pensei por aluns momentos em desistir. Refazer tudo. Cheguei a conclusão que não vale a pena. O TCC é importante, mas nem tanto. Além do que, o objeto que escolhi é bom, continua sendo bom, e não é invalidado (não completamente) por minhas novas idéias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As novas idéias: todo mundo, todos os grandes autores, de esquerda e de direita, enaltecem a revolução que é a internet. De fato, muda a forma das comunicações. Muda a essencia das relações de poder? Acho que não. A internet subverte alguns aspectos do capitalismo, como a propriedade intelectual, e adota aspectos de compartilhamento, mas faz isso não por ir contra o sistema capitalista. Faz isso justamente para manter o sistema capitalista. Lembrei-me da frase de Lampedusa, em O Leopardo: "É preciso que tudo mude, para que tudo permaneça como está". Essa é a idéia de Florestan Fernandes ao analisar como a abolição da escravatura no Brasil apenas se deu para atender aos interesses economicos de então, assim como a própria revolução burguesa brasileira. Os desenvolvedores de software incentivam, por mais que não pareça, a pirataria de seus produtos. Assim, formam mão de obra qualificada. É de interesse da Microsoft que o mundo inteiro pirateie o Windows, pois assim o mundo inteiro sabe lidar com ele, mas não sabe lidar com o Linux, ou outros. Também a pirataria de filmes tem a mesma lógica, e aí está a minha tese. Por mais combatida que seja, ou supostamente combatida, a pirataria de filmes atende a continuidade da reprodução do american way of life, ou seja, o estilo de vida estadunidense. Por isso filmes que vão contra isso são menos reproduzidos e "compartilhados". A internet se destina a reproduzir o capitalismo, ainda que para isso, precise abrir mão de alguns de seus aspectos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei chateado pois tenho fundamentação para isso. Todas as mudanças na história, como no próprio Florestan. Na Cecilia Peruzzo, que faz algo bem semelhante mostrando como as relações públicas também reproduzem o capitalismo. Um trabalho meu, nesse sentido, poderia pegar o capitalismo enquanto Instituição abstrata (sempre gostei do termo Instituição como abstratção de idéias) e a internet como a comunicação institucional para reprodução dessa idéia. Seria um trabalho fodástico. Pena que não será feito no meu TCC. Tudo bem. Isso é passado. Já foi. E além do que minha vida academica está apenas começando. Ainda farei!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-4075828449888695757?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/4075828449888695757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=4075828449888695757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4075828449888695757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/4075828449888695757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/o-tcc-que-nao-sera-feito.html' title='O TCC que não será feito'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-2994475484450477822</id><published>2010-06-03T01:21:00.002-03:00</published><updated>2010-06-03T01:21:00.288-03:00</updated><title type='text'>Mágica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mágica!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou nesse momento no onibus para o JUCS, mas também estou postando isso. Como? Mágica! Não, não. Na verdade, descobri um tempo atrás um recurso do blogger de programar postagens. Coisa básica, provavelmente dirão, mas eu descobri agora, tá?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou escrevendo isso na tarde do dia 02, quarta. Vim pra aula esta manhã, e o onibus pro JUCS só sai à noite. Estou fazendo hora na ilha de edição da CTCOM para esperar. Como não trouxe cadernos, notebook, nem sequer pen-drive (o que iria fazer com pen-drive no JUCS além de correr o risco de perdê-lo?), não tenho nada para fazer. Por isso, estou escrevendo no meu blog.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto viajo, deixarei algumas postagens programadas para você, eventualissimo leitor. É um recurso que, cá comigo, considero meio injusto, como uma fraude. Afinal, não será publicado na mesma hora que escrevi ou escolhi publicar. Considero a publicação do blog algo pessoal, que deve ser realmente realizado que hora em que realizo, não programado. Mas vou me valer desse recurso dessa vez. Prometo que as próximas postagens retornarei ao bom e velho método manual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessante pensar: enquanto isso é publicado automaticamente, o que estarei eu fazendo pessoalmente, na realidade? Bom, talvez escreva sobre isso na volta. Ou não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaços...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-2994475484450477822?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/2994475484450477822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=2994475484450477822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2994475484450477822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/2994475484450477822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/magica.html' title='Mágica'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7616129407358216212.post-6588501765548127888</id><published>2010-06-02T02:50:00.001-03:00</published><updated>2010-06-02T15:25:41.910-03:00</updated><title type='text'>Até a volta</title><content type='html'>Quem me conheçe sabe que gosto do conceito de equilibrio. Acho importante o equilibrio entre as diversas esferas que compõem nossa vida. Nem tanto lá, nem tanto cá, e nada por inteiro. Ontem deixei um livro do Guimaraes Rosa no xerox para o trabalho de psicologia do Zama. Pego e leio quando voltar. Hoje, parto para o JUCS (Jogos Universitários de Comunicação Social). Intelecto e reflexão, sim. São importantes. Mas nesse momento, a ausência do ser encontrada nas festas do JUCS. Também é importante. Até a volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7616129407358216212-6588501765548127888?l=cadernosdagraciosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/feeds/6588501765548127888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7616129407358216212&amp;postID=6588501765548127888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6588501765548127888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7616129407358216212/posts/default/6588501765548127888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernosdagraciosa.blogspot.com/2010/06/ate-volta.html' title='Até a volta'/><author><name>Márcio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12542325017606491813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LxB09NvxMYQ/Szen4u2f6gI/AAAAAAAABcI/vDt9-IbsivM/S220/OgAAAFrQJu2QVIjtvXZOnq-CVNU3pST5U3YLz1SEKE2cU6h2njUuo8l6Gli3Aele-LKmfhHaGz168Mqm1_4ELKsUrf0Am1T1UJNfGSM0PF0MDPyQ_SEFd2cD84Np.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
